11/05/2013

O Nacionalismo em acusação


Sabemos que o nacionalismo está em acusação. Quem o professa ou defende arrisca a reputação perante os "colegas"; é apontado de retrógrado pelos universalistas utópicos, e burguês-tachista, por todos em geral.
O nacionalismo devido a interesses da plutocracia e propaganda capitalista-marxista tornou-se réu. Dificulta negócios. Quando as ideias desta Europa, a única que perdeu a Guerra, são os dólares, as mais-valias e os salários, e onde os jovens se tornam espectadores idiotas (convencidos que são activistas) da derrocada, os utilitaristas podem-se congratular. Mais: quando as nações são encaradas como mercados, e unicamente como mercados, do capital apátrida, tem-se toda a conveniência em que os focos nacionalistas sejam suprimidos.
O nacionalismo, portanto, vê-se atacado numa ampla frente: desde os militantes e simpatizantes comunistas até aos "palermas de café", que falam de cór consoante a propaganda impingida pelos meios de informação onde eles bebem usualmente a "cultura política" com que fazem revoluções radicais.

António Marques Bessa in revista «Política», Fevereiro de 1969.

1 comentário:

Anónimo disse...

Palavras sábias e certeiras, estas, do Dr. Marques Bessa.
E não é só o nacionalismo que é atacado em todas as frentes, mas também tudo o que se relaciona com a concepção da família tal como esta foi concebida desde o seu início: o desrespeito total pelos direitos dos mais velhos, das mulheres e das crianças; o abastardamento dos valores intrínsecos ao ser humano como a integridade, a honestidade, o patriotismo, a lealdade, todos varridos como lixo para debaixo da terra, etc.
Numa palavra, a N.O.M., ao anular todos valores civilizacionais adquiridos ao longo dos séculos destrói as sociedades organizadas, daí obtendo o terreno fértil para a introdução da escravatura global - o seu objectivo final - e é o que passo a passo tem vindo a fazer desde há mais de dois séculos e de um modo frenético e compulsivo desde há pelo menos setenta anos.
Maria