03/03/2018

Veritas liberabit vos


Prefácio à reedição do livro «Catecismo dos Direitos Divinos na Ordem Social: Jesus Cristo, Mestre e Rei» do Padre Philippe C.SS.R.:

Nestes tempos de grande e universal apostasia, bem-aventurados são aqueles que se interessam em conhecer a sua fonte envenenada para viver só da Fé em Nosso Senhor Jesus Cristo e para reencontrar n'Ele todos os efeitos da Redenção e da Sua graça para a santificação das pessoas, das famílias e das sociedades.
O veneno de todas as perversões do espírito moderno é o Liberalismo, tantas vezes apontado pelos Papas, tantas vezes condenado por eles nos mais vigorosos termos.
Aqueles que desejam expurgar o seu espírito e preservar-se deste ambiente, deveriam ler atentamente obras boas, como esta em que se respira o ar salutar do Cristianismo.
Deveriam também ler as encíclicas dos Papas dos séculos XIX e XX até João XXIII exclusivamente – e os livros que se inspiram neste ensinamento, bem como aqueles livros recomendados na bibliografia do livro do Padre Roussel intitulado «Liberalismo e Catolicismo», e especialmente:
Louis Veuillot: «A Ilusão Liberal».
Padre Barbier: «História do Catolicismo Liberal».
Monsenhor Delassus.
Monsenhor Sarda y Salvany: «O Liberalismo é Pecado».
Cardeal Billot: De Ecclesia, IIª parte.
Padre Roussel: «Liberalismo e Catolicismo».
Padre Raoul: «A Igreja Católica e o Direito Comum».
E este «Catecismo dos Direitos Divinos na Ordem Social» do Padre Philippe.
Todos estes deveriam ser conservados preciosamente nas bibliotecas e difundidos largamente, uma vez reeditados.
Apenas posso encorajar neste propósito a leitura dos livros das edições de Chiré-en-Montreuil do Sr. Auguy.
A inconcebível situação da Igreja, ocorrida na altura do Vaticano II e depois do Vaticano II, não se pode entender sem termos o conhecimento dos ensinamentos da Igreja sobre o Liberalismo antes do Vaticano II.
Veritas liberabit vos – "A Verdade vos proporcionará a Liberdade". Há entre as duas noções uma relação transcendental. Separá-las é arruinar ambas.

Marcel Lefebvre
Libreville, 3 de Março de 1986.

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