02/08/2012

Revolução


Há na Revolução um mistério, um mistério de iniquidade que os revolucionários não podem compreender, pois somente a fé, que eles não possuem, pode dar a chave.
Para compreender a Revolução, é preciso remontar até ao pai de toda a revolta, que primeiro ousou dizer e ousa repetir até ao final dos séculos: Non serviam, não obedecerei.
Satã é o pai da Revolução. A Revolução é sua obra, começa no Céu e perpetua-se pela humanidade a cada era. O pecado original, pelo qual Adão, nosso primeiro pai, igualmente se revoltou contra Deus, introduziu na Terra não ainda a Revolução, mas o espírito de orgulho que é seu princípio; e desde então o mal cresceu sem parar, até à aparição do Cristianismo, que o combateu e o fez recuar.
A Renascença pagã, depois Lutero e Calvino, Voltaire e Rousseau, despertou o poder maldito de Satã, seu pai; e, favorecido pelos excessos do cesarismo, este poder recebeu, no início da Revolução Francesa, uma espécie de consagração, uma constituição que ela não tinha tido até então e que faz dizer com justiça que a Revolução nasceu na França em 1789. "A Revolução Francesa, dizia em 1793 o feroz Babeuf, não é senão a precursora de uma revolução bem maior, bem mais solene, e que será a última". Esta revolução suprema e universal que já cobre o mundo, é a Revolução. Pela primeira vez, desde seis mil anos, ela ousou designar-se perante o Céu e a Terra por seu nome verdadeiro e satânico: a Revolução, quer dizer: a grande revolta.
Ela tem por lema, como o demónio, a famosa frase: Non serviam. Ela é satânica em sua essência; e, ao derrubar todas as autoridades, tem por fim último a destruição total do Reino do Cristo sobre a Terra. A Revolução, não esqueçamos, é antes de tudo um mistério de ordem religiosa; é o anticristianismo. É isto que constatou, em sua encíclica de 8 de Dezembro de 1849, o Soberano Pontífice Pio IX: "A Revolução é inspirada pelo próprio Satã. Sua meta é destruir de alto a baixo o edifício do Cristianismo e de reconstruir sobre as suas ruínas a ordem social do paganismo". Admoestação solene confirmada à risca pelos próprios fiéis da Revolução: "Nossa meta final, diz a instrução secreta da Vente Suprême, nossa meta final é aquela de Voltaire e da Revolução Francesa, a aniquilação definitiva do Catolicismo e mesmo da ideia cristã".

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