08/11/2012

A verdade sobre Aristides de Sousa Mendes


[Leite Pinto] fala, a propósito, na operação de salvamento dos refugiados republicanos espanhóis e dos judeus que, no início da Segunda Guerra Mundial, se acumulavam na fronteira de Irún, na ânsia de salvar as vidas. Vieram embarcados nos vagões da Companhia dos Caminhos de Ferro da Beira Alta, que iam até Irún carregados de volfrâmio, e voltavam a Vilar Formoso carregados de fugitivos. A operação foi mantida rigorosamente secreta porque as autoridades espanholas não consentiriam. Segundo um protocolo firmado pelas autoridades ferroviárias dos dois países, os vagões deviam circular selados, quer à ida quer à vinda. Um dos que assim salvaram a vida foi o Barão de Rothschild. O embaixador Teixeira de Sampaio confirmou-me, mais tarde, esses factos. O salvamento de 30.000 refugiados deu-se ao mesmo tempo que o cônsul de Portugal em Bordéus, em cumplicidade com dois funcionários da PIDE, falsificava algumas centenas de vistos, que vendia por bom preço a emigrantes com dinheiro. Um dos que utilizaram esta via supôs que todos os outros vieram do mesmo modo – e assim nasceu a versão, hoje oficialmente consagrada, de que a operação de salvamento se deve ao cônsul de Bordéus, Aristides de Sousa Mendes. Este, homem muito afecto ao Estado Novo, nem sequer foi demitido, mas sim colocado na situação de aguardar aposentação. Os seus cúmplices da PIDE foram julgados, condenados e demitidos.

José Hermano Saraiva in Álbum de Memórias, 2007.

22 comentários:

Carlos disse...

“Eu vi morrer o Terceiro Reich”
é o título de um livro ... que Manuel Homem de Mello escreveu...

Manuel Homem de Mello, entre 1941 e 1945 exerceu as funções de 2º. secretário da Legação Portuguesa em Berlim.

Nele conta a história de um tal Sr. Machado que teve uma acção semelhante àquela que é atribuída a Aristides e que lhe deu tão retumbante fama.

«Machado era excepcionalmente inteligente e culto ... Privara com muitos dos exilados políticos que viveram em Berlim nos anos vinte, entre os quais - se bem me recordo - Ortega y Gasset.
Como chanceler, dirigiu o consulado durante uns meses, até à chegada do novo cônsul, Mário Duarte.
Teve então um trabalho esgotante, ao visar centenas de passaportes de judeus alemães que haviam recebido autorização para emigrar para os EUA, via Lisboa.
Passou não poucas noites a trabalhar, para que esses judeus não perdessem a oportunidade de sair da Alemanha.
E não cobrou quaisquer emolumentos extraordinários, como previa o regulamento consular...»

Quem nos conta este episódio é Manuel Homem de Mello.
Foi, como se escreveu acima, secretário da Legação Portuguesa em Berlim entre 1941 e 1945.

No Jornal "O Dia" saíram alguns artigos de quem estava dentro do assunto e que demonstrou que Sousa Mendes foi chamado a responder, não por passar vistos a judeus, mas por graves irregularidades no exercício do cargo.
Já de antes da II Guerra.
E esteve suspenso por mais de uma vez.

Fernando Acosta em "As Máscaras de Salazar" refere um testemunho que me parece insuspeito, para o caso. Vem de uma personalidade eminente na comunidade israelita em Portugal.
E que diz precisamente, que o regime pôs ao serviço dos refugiados o melhor que havia em instalações e conforto.

Passo a transcrever:
«A maneira como os portugueses nos trataram foi admirável», evoca-me Sam Levy.
«Países neutros houve que puseram os judeus fugitivos em campos de trabalho onde morriam de fome e de frio. Aqui não. Aqui escolheram alguns dos locais mais bonitos, como as Caldas da Raínha, a Ericeira, a Figueira da Foz, o Buçaco, o Luso, para nos acolher até chegarem os barcos que nos levavam para a América. Havia médicos que tratavam os nossos doentes de graça. Em certos restaurantes, quando uma família de refugiados pedia a conta, não lhe cobravam nada, ou porque o dono oferecia a refeição, ou porque alguém a pagava. Havia muitas cenas assim....»”

Trechos do livro “Eu vi morrer o Terceiro Reich” feitos por senhor que depois mo enviou.

Reaccionário disse...

Muito obrigado por tão importante contributo, Carlos. De facto Sousa Mendes é um mito e nada mais do que isso!

Anónimo disse...

Com todo o respeito por quem tenha uma opinião diferente, eu gostaria que alguém isento e com conhecimento aprofundado dos factos, tal como estes realmente se passaram, me explicasse o seguinte:

Se os nazís eram tão despóticos e cruéis e se a sua intenção era mandar matar todos os prisioneiros judeus e os de outras nacionalidades que se encontravam nos campos de concentração mas que não obstante lhes proporcionaram o mínimo de conforto possível dadas as circunstâncias, através de uma relativa liberdade de movimentos dentro daqueles espaços restritos (é bom não esquecer que o país se encontrava em guerra e, aproximando-se esta do fim, com um tremendo embargo de alimentos e de tudo o mais que um ser humano necessita para sobreviver e a que um conflito destas proporções obriga) sendo-lhes ainda assim proporcionadas as comodidades mínimas, mas que apesar de tudo e descurando a falta de liberdade inerente à situação, não estariam muito distantes das de uma mediana colónia de férias de um qualquer país civilizado, senão vejamos: naqueles campos, além das condições de higiene requeridas, havia piscina, áreas para a prática de desportos, aulas de desenho, pintura e costura, cabeleireiro, sala de música, orquestra (pelo menos num dos campos) realização de concertos, etc. e hoje sendo sabido serem estes factos indesmentíveis por não só terem vindo a ser comprovados por documentação nazi disponível assim como relatados por sobreviventes insuspeitos e também através de fotos e documentários realizados in situ, o mais curioso e dando só um testemunho de um judeu insuspeito, Norman Finkelstein - professor/escritor/historiador renomado, que está farto de contraditar o que é dado por adquirido - o Holocausto - e que até muitos judeus já afirmam não ser esta a designação correcta a ser aplicada àquela tragédia - através de variadíssimas entrevistas e em livros publicados, justamente o que é propagado há décadas como inquestionável e a pergunta que se põe é: qual o motivo transcendente que originou tantos cuidados na construção dos alojamentos para os prisioneiros a fim de que sentissem o mínimo de privações, anulando em grande parte, senão no todo, as crueldades atribuídas às chefias nazís e aos guardas dos campos? E porque é que estes factos foram escamoteados durante décadas? E isto é tanto mais estranho quanto seria de esperar que estas regalias, mínimas mas não despiciendas, proporcionadas a uma multidão confinada a espaços relativamente vastos embora circunscritos a uma área fechada, jamais seriam autorizadas por um regime tido como bárbaro e d'instintos assassinos.

E permito-me perguntar ainda: se o destino dos prisioneiros judeus e os de outras nacionalidades (os quais estranhamente nunca se queixaram da violência nazi) era a sua exterminação pura e simples, porque motivo não foram logo executados após a chegada aos campos, evitando gastos inúteis e p'lo contrário tenham neles permanecido (salvo os milhares que foram morrendo de inanição e de tifo por falta de alimentos tanto quanto de medicamentos, provocados pelo embargo dos aliados e também de frio por já não haver lenha para se aquecerem, consequência directa dos bombardeamentos) até ao fim da guerra? Eis um paradoxo inexplicável.
Maria

Obs.: Que não haja dúvidas nem más interpretações sobre o que escrevi nem a verdade que as minhas palavras encerram. Eu sou absolutamente insuspeita. A minha família foi amiga de várias famílias judaicas aquando da nossa permanência em Londres há muitos anos. Após o regresso dos meus pais e irmãos, eu fiquei lá mais uns anos continuando a manter as mesmas relações de amizade com todos eles. Relações estas que ficaram para a vida.
Foi através destas famílias judaicas não religiosas - repito, não praticantes e neutras no que ao Holocausto diz respeito - que tive conhecimento do que deixei escrito acima. E mais haveria para dizer, mas por agora fico-me por aqui.

Carlos disse...

Caro Reaccionário
Andei a dar umas voltas, porque sabia que havia mais alguma coisa e aqui está.

http://citadino.blogspot.pt/2008/09/aristides-de-sousa-mendes-quando-o.html

http://nonas-nonas.blogspot.pt/2007/05/voltando-lenda-do-sousa-mendes.html

http://citadino.blogspot.pt/2008/10/o-processo-de-beatificao-de-aristides.html

Ficheiro em PDF
http://www.vho.org/aaargh/fran/livres7/diabo0603.pdf

Parece-me que tenho mais alguma coisa, a ver vamos...

Reaccionário disse...

Mais uma vez obrigado, Carlos.

NM disse...

Será possivel que diga uma barbaridade destas a sério?

Compara os campos de concentração a colónias de férias? Locais onde morreram 6 milhões de pessoas são campos de férias?

Não me recordo de frequentar nenhum campo de férias com camaras de gás.

Incrivel....

Reaccionário disse...

NM,

De facto em Auschwitz existiam piscinas para os deportados, daí a comparação que a Maria fez com um campo de férias. A ver: http://citadino.blogspot.pt/2010/01/ao-assinalar-os-65-anos-da-libertacao.html

E não, não morreram 6 milhões de judeus em câmaras de gás.

Carlos disse...

Cara Maria

“Eis um paradoxo inexplicável.”

Pelo seu texto vê-se que está bem informada, ou pelo menos acima da média.
Parte de um pressuposto e procura evidências que corroborem esse pressuposto, o que, a seus olhos parece não acontecer. Procurou as evidências correctas?

“- o Holocausto - e que até muitos judeus já afirmam não ser esta a designação correcta a ser aplicada àquela tragédia -”

Qual é a proposta ou designação que esses “judeus” preferem? E porquê?

Sua pergunta: “...se o destino dos prisioneiros judeus e os de outras nacionalidades... ...era a sua exterminação pura e simples, porque motivo não foram logo executados após a chegada aos campos...”

Qual é a sua teoria (mesmo que esteja errada)?

Anónimo disse...

Respondendo ao comentador Carlos:

Esther Mucznik vice-presidente da comunidade israelita de Lisboa afirmou há poucas semanas em directo no programa Camara Clara que nem o vocábulo Holocauto nem o Shoah são os termos correctos para designar o que aconteceu aos judeus na segunda guerra mundial. Tal como Irene Pimentel também presente no programa, ambas acham que talvez genocídio fosse a palavra mais apropriada (mas, digo eu, genocídio significa a mesma coisa..., a menos que seja a aplicada à selvajaria praticada pelos Aliados sobre território alemão). Por outro lado, dando como exemplo o testemunho imparcial de um perito norte-americano no fabrico de câmaras de gás, Fred A. Leuchter, que visitou as ditas câmaras de Auschwitz para recolher amostras e analizá-las com o fim de detectar vestígios de Zyklon B., o que afirmou após as análises é que nem vestígios de Zyklon B nem de qualquer outro gás fora detectado. Donde...
Além do que nos ia sendo transmitido pelos nossos amigos - todos judeus e todos casados com católicas: duas americanas, duas inglesas e uma italiana - ainda que com algum cuidado atendendo à propaganda intoxicante iniciada nos anos cinquenta com uma virulência difícil d'igualar (e prolongada até há poucos anos).
E isto só aconteceu gracas à queda do comunismo e à abertura ao público dos ficheiros secretos da Stasi e da KGB. Foi assim que entre outras verdades se soube quem foi o autor, agora sim, do genocídio de milhares d'oficiais polacos em Katin atribuído às tropas nazís quando afinal foi cometido por tropas soviéticas.
Mas também muito do que se passou através de apuradas investigacões e entrevistas dadas por alguns sobreviventes dos campos e outros que nunca lá estiveram e contudo durante décadas juraram a pés juntos que sim, confessando posteriormente os motivos porque mentiram. Há ainda testemunhos de personalidades do mundo da ciência, das artes, da música, do cinema, etc., judeus e não judeus, acima de qualquer suspeita.
Quanto aos milhões de judeus alegadamente mortos nas câmaras de gás - hoje está provado ser este um número fictício propositadamente empolado com outros fins - o que admira é haver ainda judeus, embora cada vez menos, que juram (será que acreditam mesmo?) ter o 'holocausto' acontecido. E no entanto muitos descendentes destes, gente mais nova e com outra abertura de espírito, já vão aceitando a reposição da verdade dada a multiplicidade de provas irrefutáveis que contrariam liminarmente a tese dos 6 milhões.
Morreram concerteza muitos milhares de judeus como outros tantos não judeus, por variadíssimos motivos e não só nos campos de concentracão. Sabe-se que vários milhões d'inocentes de todas as nacionalidades foram assassinados por milhares de bombas largadas pelos Aliados por toda a Alemanha, sem esquecer os milhões de todas as raças que se refugiaram em Dresden pensando inocentemente ficarem a salvo. E toda esta mortandade inaudita afinal foi praticada por aqueles que se auto-proclamaram os "salvadores do povo alemão".
Abrindo um parêntesis, deixo a perspectiva de um jovem alemão, nosso conhecido, sobre o destino de 'milhões' de judeus às mãos dos alemães. Numa conversa amena entre alguns portugueses, sendo ele o único alemão presente, à pergunta sobre se achava bem o que os nazís haviam feito aos judeus, respondeu pragmàticamente: "that's bloody British propaganda". Isto vindo de um alemão ainda novo (outra geração com outra abertura e mais conhecimentos) culto e bem informado a viver numa Inglaterra vencedora e rodeado de gente que certamente lhe faria lembrar todos os dias que eles, alemães, tinham sido os culpados da morte de milhões de judeus. E no entanto...

(cont.)

Anónimo disse...

cont.)

A somar a algumas dúvidas minhas sobre o que era dito e escrito (estranhamente só por um dos beligerantes, do outro era-lhe terminantemente proibido arguir em sua defesa) àcerca do que realmente aconteceu nos campos de concentração, está o testemunho daquele rapaz judeu-americano (peço desculpa mas não me recordo do nome, porém quem quiser ouvir o seu testemunho pode encontrar o vídeo no youtube) que aqui há uns anos e apresentando-se como tal, quis averiguar in loco o que se havia passado em Auchwitz, designadamente se nos compartimentos destinados aos duches teriam sido assassinadas diàriamente centenas de judeus através do tal gaz mortal. O que ele constatou é que essa alegação era inaceitável em virtude do que lhe fora dado observar e ouvir da boca da guia que o acompanhou em metade da visita como, a instâncias desta, do director do campo. Ambos hesitando (a guia) ou confirmando com uma estudada reserva (o director) o que já era do conhecimento geral: as chaminés haviam sido construídas depois de guerra e que esses compartimentos eram efectivamente para duches e não para cremar pessoas. Quanto às restantes perguntas e por motivos óbvios, umas foram semi-respondidas, outras ficaram sem resposta.
Há ainda o testemunho espantoso de Simon Wiesenthal em directo numa televisão, aí pelos anos oitenta, que me deixou completamente boquiaberta e a matutar durante imenso tempo no seu real significado. À pergunta de "o porquê de terem sido assassinados seis milhões de judeus e não um número menor?", ele respondeu com o ar mais calmo e prazenteiro do mundo e com uma sinceridade inopinada: "Quem sabe se não foi necessário terem morrido esses milhões para termos direito a uma pátria?"...
Hoje sabe-se que foram feitas negociações e assinados acordos (secretos)ao mais alto nível entre o representante máximo da comunidade judaica na Alemanha e altas patentes militares nazís, dando continuidade às pretensões de quem desde primeira hora esteve por detrás das manobras obscuras (à falta de melhor designação) para atingir determinado fim que as palavras de Simon Wiesenthal deixam entrever sem margem para qualquer dúvida.
A somar a isto temos as iniludíveis investigações do historiador meio judeu David Irving, do insuspeito professor Robert Faurisson, do combativo Ernest Zundel, do imparcial Bispo Richard Williamson, mais um sem número de personalidades mundialmente conhecidas e credíveis.
(cont.)


Anónimo disse...

(conclusão)

E mais recentemente através da Internet e blogosfera cujos autores baseados em investigações individuais, vêm tentando repôr a verdade com provas irrefutáveis, contrariando as acusações infundadas que perduraram décadas, sem que houvesse quem as pudesse desmentir mais que não fosse pela mordaça colocada na comunicação social falada e escrita a nível mundial, com a conivência cobarde dos governantes de todas as 'democracias' do planeta.
Mas eis que chega a Internet e com ela o fim dos segredos e das mordaças. E é assim que aos autores daquela a que muitos já classificam como a grande burla do século XX, não lhes restou outro remédio senão lentamente e a contra-gosto (embora ainda longe de serem todos) renderem-se à evidência.
As provas são muitas e concludentes, tornando-se impossível subsistirem dúvidas sobre de que lado está a verdade. Mas colocando os argumentos pró e contra em cada um dos pratos da balança, fácil será verificar para que lado pende o prato mais pesado.
Maria

Obs.: Qual o motivo por que os oficiais nazís não tiveram direito a defesa no tribunal de Nuremberga? E porque será que não foi permitido aos mesmos apresentarem documentos comprovativos da sua eventual ou parcial inocência?
E porque foram enforcados os oficiais nazís e não condenados a prisão perpétua? Caso isto tivesse acontecido eles teriam ficado totalmente impedidos de fazer mal fosse a quem fosse para todo o sempre.
E porquê que além destes oficiais foram igualmente executados os dois dirigentes máximos dos partidos nazi (está para se provar se Hitler se suicidou ou se foi suicidado) e italiano e não foram julgados num tribunal militar e p'lo contrário foi inventado um para esse preciso fim? Acaso houve medo do que pudesse ser revelado em sala de audiência? Se não houve, então porquê?
Afinal os Aliados provocaram um maior 'holocausto' do que aquele de que acusaram os seus inimigos.
E porquê que determinados milionários, historiadores e cientistas conceituados, judeus e não judeus, todos apoiantes do regime nazi, foram convidados a exilar-se em países europeus e nos Estados Unidos e principalmente neste, recebidos com salvas, sendo deixados em paz toda a vida?
E se todos os judeus eram tão visceralmente odiados pelos nazís, qual o motivo porque todos estes não foram parar aos campos de concentração e assassindos, como os restantes? Claro que é perfeitamente dedutível a razão, dando inteira razão àqueles que os acusam de manobras obscuras e mentiras monumentais com o fim de esconder a verdade até ao fim dos séculos. Só que a verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima.

Carlos disse...

Cara Maria

Se continuar isto vai ser interessante.
Não respondeu às minhas perguntas
Como me pareceu, você sabe mais do que diz, parabéns. Muito provavelmente mais do que eu.
Procura respostas que já pensou, ou são tão incríveis que não consegue acreditar nelas, ou não quer ser a “primeira” a dizer/sugerir, e não é.
Também eu tenho muitas dúvidas.

Esther Mucznik e Irene Pimentel discordam do termo holocausto.
Por acaso explicaram a razão para tal discordância?

“...(mas, digo eu, genocídio significa a mesma coisa..., ...”
Os dicionários, por exemplo dizem que não. Que são duas coisas diferentes. Embora, os mais antigos façam uma maior distinção. Os interesses assim obrigam...

“(mas, digo eu, genocídio significa a mesma coisa..., a menos que seja a aplicada à selvajaria praticada pelos Aliados sobre território alemão). ...”
Depois da guerra, morreram à volta de dois milhões de alemães nos campos onde os aliados os internaram, por inanação, frio, etc., mais outros dois nos gulags. Números ainda a serem investigados.
Há autores que afirmam que a intenção de alguns líderes aliados, entre outros, era o genocídio do povo alemão. Que na melhor das hipóteses era tornar a Alemanha numa sociedade rural, mal povoada.

Penso que mesmo estas definições da wicked são suficientes.

“Genocídio - tem sido definido como o assassinato deliberado de pessoas motivado por diferenças étnicas, nacionais, raciais, religiosas e (por vezes) políticas. Há algum desacordo, entre os diversos autores, quanto ao facto de se designar ou não como genocídio os assassinatos em massa por motivos políticos (ver: engenharia social). O genocídio é um tipo de limpeza étnica.”
http://pt.wikipedia.org/wiki/Genoc%C3%ADdio

“Holocausto – A palavra Holocausto (em grego antigo: ὁλόκαυστον, ὁλον [todo] + καυστον [queimado]) tem origens remotas em sacrifícios e rituais religiosos da Antiguidade, em que plantas e animais (e até mesmo seres humanos) eram oferecidos às divindades, sendo completamente queimados durante o ritual.”
http://pt.wikipedia.org/wiki/Holocausto

Holocausto com H maiúsculo é para dar um aspecto mais relevante, mais exclusivo.

Agora diga-me. Acha que foi genocídio ou holocausto? Ou não foi nada disto?
Parece-me que pelas definições da wicked, ou foi uma coisa ou foi outra.

Ou não foi nada disto?
Daí, para muitos, a importância de confirmar o propósito dos campos de concentração.

“Hoje sabe-se que foram feitas negociações e assinados acordos (secretos)ao mais alto nível entre o representante máximo da comunidade judaica na Alemanha e altas patentes militares nazís, dando continuidade às pretensões de quem desde primeira hora esteve por detrás das manobras obscuras (à falta de melhor designação) para atingir determinado fim que as palavras de Simon Wiesenthal deixam entrever sem margem para qualquer dúvida.”

Concordo com muito do que disse.

Carlos disse...

Caro Reaccionário

Enquanto vasculhava informação, por causa da D. Maria, encontrei isto.

Pequeno trecho de Salazar, por F. C. da Silva

“Por causa do volfrâmio, não pensem os alemães que rompi a neutralidade e passei para o lado deles. Andam à caça de judeus? Pois saibam eles e vejam os ingleses que recebo milhares de refugiados judeus em trânsito para a América. E que não os interno em campos de concentração, mas hospedo-os em hotéis perto do mar, nas Caldas da Rainha, na Figueira da Foz. Mas quando, em 1945, Hitler se suicidar, para escândalo dos ingleses mandarei pôr a bandeira nacional a meia haste. Somos um povo de brandos costumes, matriz cristã, fazer bem sem olhar a quem. Porém independentes, sempre. Em nós ninguém manda, nunca!”

Tem a ver com assunto que estou falando com a D. Maria
Gostaria que me dissesse, (ou qualquer outra pessoa) o que acha?

Anónimo disse...

Boa noite, Carlos (permita-me que o trate assim).

Por motivos que não vêm ao caso, posso dizer sem hipocrisia que a nossa família teve relações de amizade com famílias judaicas que muito estimámos e que a mim particularmente deixaram gratas recordações. E pelo contrário, conheço (mal) pouquíssimos alemães que nem sequer posso dizer que são amigos.
Para ser franca, não tinha a mais pequena afinidade com o povo alemão até que comecei a tomar conhecimento através de diversos testemunhos tidos como absolutamente credíveis, que têm vindo a desmontar as mentiras e deturpações monumentais engendradas pré, durante e pós, que levaram à segunda guerra mundial e silenciadas durante décadas. Igualmente o "como e o porquê" de se ter desenrolado a política nazi relativamente aos judeus nascidos e criados naquele país (e considerando-se tão judeus quanto alemães, muitos dos quais nem sequer queriam abandonar a Alemanha já entrada a guerra, mas em virtude dos acordos secretos entre ambos os poderes no terreno, tal pretensão foi-lhes terminantemente barrada - excluíndo os muitos milhares que de um modo ou de outro o conseguiram fazer) e aqueles que, por motivações complexas, duvidosas e ultra secretas levadas a cabo entre dirigentes nazís e altos responsáveis judeus, conluiaram (é o termo) para levar por diante o premeditado 'holocausto' de que a segunda grande guerra foi o pretexto macabro para lhe dar seguimento. (Hoje sabemos que houve outras catástrofes mundiais, ante e pós 2ªG.M., prèviamente congeminadas para atingir os mesmos fins diabólicos).
De facto o termo holocausto (contràriamente ao que afirma, no meu dicionário diz que significa quase o mesmo que genocídio) é completamente despropositado. Sabe-se que foi inventado no fim da guerra com intuitos obscuros, totalmente alheios aos povos judaico e alemão. Hoje esta é uma verdade indesmentível. Não houve holocausto coisa nenhuma, o que sim houve foi uma mortandade terrível provocada por cérebros doentios. Dizer-se o contrário é não apenas ultrajar a memória dos judeus e alemães que deram a vida para defender os seus, como e sobretudo para o povo alemão do presente, que carrega há demasiado tempo uma carga tremendamente pesada à qual é totalmente alheio. E é de toda a justiça afirmar-se que tal designação significa uma indignidade para ambos os povos. Sejamos objectivos e imparciais perante um acontecimento que tão graves consequências originou. Os facciosismos não melhoram os acontecimentos nem levam a lado algum, só os pioram.
Como já frisei anteriormente, a minha família foi amiga de várias famílias judaicas: americanas, inglesas e portuguesas, isto muito depois da guerra ter terminado. Pessoalmente guardo as melhores recordações de todos eles. Infelizmente os mais velhos já faleceram, tal como os meus pais cujas idades se aproximavam.
Nada me move contra os judeus. Há-os bons, maus e insuportáveis, como em todas as raças. Não se lhes podem negar alguns defeitos difíceis d'aceitar (assim como as várias qualidades igualmente reconhecidas por toda a gente). Aliás eles são os primeiros a reconhecê-los e a apontá-los sem pejo, aos seus irmãos de raça.
(cont.)

Anónimo disse...

(conclusão)

Fui testemunha de que não se suportam uns aos outros, chegam a odeiar-se mùtuamente pelos defeitos que lhes são intrínsecos, até entre famílias e com maior intransigência do que os que não pertencem à sua raça e que curiosamente são mais condescendentes e têm o dobro da paciência para aturar os seus feitios dificílimos. Os intelectualmente mais honestos e menos teimosos reconhecem-no perfeitamente ainda que deles não se consigam livrar por mais que tentem. E a despeito disto, são possuidores de qualidades nas mesmas proporções, independentemente do país de nascimento.
É-me indiferente saber quem ganhou a guerra, uma vez que hoje vejo os "vencedores" e "vencidos" de um modo muito diverso. Só através da verdade é possível fazer-se um juízo objectivo. O que sei é que se torna cada vez mais urgente que os acordos secretos prévios à guerra e a ela conducentes sejam postos a descoberto, para bem de ambos os povos.
Nasci num país em que graças a Deus e ao Estadista que dela nos livrou, a guerra não afectou os portugueses. Este facto distancia-me dela mas não me tolhe o discernimento. Porque odeio farsas, mentiras, falsidades, violência gratuita, traições e maldade, o que gostava era que num próximo futuro o mundo viesse a tomar conhecimento dos pactos diabólicos gizados nas ante-câmaras das potências da altura e os nomes completos daqueles que deram o sinal de partida. Não os dos principais mentores, esses já são conhecidos, mas dos "outros" que longe das parangonas manobraram os cordelinhos e que ainda permanecem no segredo dos deuses. Os últimos tiveram tanta ou mais culpa do que os primeiros.
Este será o mínimo tributo que se poderá prestar à memória dos milhões d'inocentes que de ambos os lados do conflito lutaram por uma causa para a qual não tiveram voto na matéria e por amor à Pátria perderam inglòriamente a vida. E sabendo-se que a guerra e os milhões de mortos foram o resultado de mentiras monstruosas e negociações maquiavélicas entre potências, fácil será concluir-se que o mundo assistiu ao maior embuste de todos os séculos, sendo forçosa a sua desmontagem para honrar a memória dos que morreram em defesa do que julgavam ser o seu dever, independentemente de estarem certos ou errados.
E por uma vez não se confunda o povo alemão com os principais dirigentes nazís mais os responsáveis judeus da altura. E que se pare de atribuir culpas a um povo que porventura foi quem menos as teve dentre os demais. Houve outros dirigentes mundiais que a tiveram por inteiro. Infelizmente muitos já desapareceram, nunca pagando o mal que provocaram. Porém aos sobreviventes e às gerações posteriores à guerra, é-lhes devida a reposição da verdade.
Uma lacuna que terá de ser preenchida para descanço eterno dos que, de ambos os lados, já partiram e para que os vivos, igualmente de ambos os lados, recuperem a paz que as suas almas tanto anseiam.
Maria

Anónimo disse...

Leia-se "descanso" e não 'descanço'. Corrigi o lapso mas pelo visto não ficou registado!
Maria

Reaccionário disse...

Carlos,

Tenho sérias dúvidas quanto à autenticidade desse trecho, que se encontra publicado no site "Vidas Lusófonas". Por exemplo, Salazar sabia que Hitler se ia suicidar em 1945?! Creio que o seu autor (Fernando Correia da Silva) tem um grande poder de imaginação para ter elaborado uma espécie de diário de Salazar, assim como de outras personagens históricas. Trata-se, portanto, de uma história romanceada, agradável de leitura, mas sem grande credibilidade Histórica.

Cumprimentos.

Carlos disse...

Caro Reaccionário
Obrigado pela sua opinião. Já não me lembrava onde o tinha descoberto.

Cara Maria
O problema parece-me ser um pouco mais profundo. No entanto já seria uma grande vitória para a civilização se alguns responsáveis de bastidores fossem chamados à pedra. Mas tenho muito pouca esperança. Chego a ter dúvidas se o ser humano alguma vez evoluirá.
Não me considero religioso, mas veja-se como a igreja católica (religião cristã no geral), uma pedra basilar da sociedade (com todos os seus defeitos e virtudes) é permanentemente atacada.
Claro que a esperança é a última a morrer.

Raúl Navarro disse...

Caro Reaccionário
Nas minhas viagens pelo país tive a oportunidade de passar pela terra de Sousa Mendes, Cabanas de Viriato no concelho de Carregal do Sal, distrito de Viseu. Imagine que, ao contactar pessoalmente com habitantes mais velhos da localidade e abordando a figura de Sousa Mendes, os pareceres foram pouco ou nada favoráveis. Efectivamente, o homem tinha uma amante, a Penucha como era conhecida na terra que o arruinou financeiramente, porque, no dizer deles, os bens que o Cônsul possuía e que nunca lhe foram retirados (e que eram muitos) davam para ele viver até ao fim da vida sem grandes preocupações. Muitos deles não tiveram problemas em afirmar: "O homem não é nenhum herói nem coisa que lhe pareça, se ficou na miséria que tivesse juízo".
Quem melhor do que os conterraneos para falarem dele?
Ah, e já agora, quando a presidente da Fundação ASM, Maria Barroso visitou Cabanas e o Passal, exigiu ficar hospedada num hotel de 5 estrelas, nada que surpreenda...

Manuel disse...

Sobre isso, recomendo esta leitura:

http://viriatos.blogspot.pt/2006/02/lenda-do-aristides.html

Anónimo disse...

em budapest está uma plaxa junto á sinagoga com os nomes de pessoas que ajudaram a fuga dos judeus.um deles é portugues e nonguem fala dele-CARLOS LIZ BRANQUINHO-diplomata

Anónimo disse...

Ninguém tem esse livro e que o possa colocar na internet?