Israel: distinções necessárias


Para se poder compreender bem o que foi feito, convém antes de mais estabelecer uma distinção relativamente ao povo Judeu. «Israel» pode entender-se em dois sentidos:

1. O «Israel espiritual», povo de Deus do Antigo Testamento até ao tempo de Nosso Senhor Jesus Cristo. A sua missão era preparar a vinda do Messias, em quem encontraria o seu aperfeiçoamento.
Deste «Israel» é continuação a Igreja de Jesus Cristo, única herdeira legítima e exclusiva do seu património e missão sagrados.

2. O «Israel carnal», que materializou, carnalizou, a promessa de Deus e a própria noção do Messias, e que, por conseguinte, prevaricou, rejeitando-O na Sua primeira Vinda.
Neste «Israel carnal» podemos distinguir, por sua vez, duas outras realidades:

a) O povo Judeu depois de Cristo, povo chamado à conversão e ao baptismo, como todos os demais povos, mas com maior urgência e com uma dilecção particular por causa do seu património único, e com maior cuidado por causa da sua rebelião e do seu património actual.

b) O Judaísmo talmúdico: a religião actual dos Judeus, aquela que não só rejeitou o Messias e cometeu o Deicídio, mas que também persegue o Seu Corpo Místico, a Igreja, como usurpadora do seu património sagrado.

Os Judeus talmúdicos seguem o Talmude: interpretação rabínica da Lei Mosaica e código civil judaico.

A Igreja honra o «Israel espiritual», pois dá-lhe continuidade e é a sua herdeira.

A Igreja ama o «Israel carnal» chamado à conversão; procura os filhos desse povo como aos seus filhos mais velhos, rebeldes mas ainda amados.

A Igreja defende a sua própria razão de ser e os seus direitos contra as pretensões do Judaísmo talmúdico, contra o seu ódio e as suas perseguições.

Pe. Juan Carlos Ceriani in «El Deicidio», 5 de Março de 2011.

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