Mais escândalos demo-republicanos


É pecado de escândalo a normalização do mal como se fosse bem ou menos mal; é pecado de escândalo honrar e louvar os inimigos públicos de Jesus Cristo, da Santa Igreja, da Cristandade, da nossa Pátria Portuguesa, dos nossos legítimos Reis e antepassados Católicos.

Os dirigentes republicanos no poder usurpado multiplicam os escândalos públicos, com elogios e homenagens aos criminosos, seus heróis ou pais ideológicos. Já há muito que vemos espalhadas por todo o lado as estátuas, ruas e avenidas com figuras do Liberalismo (1820), da República (1910) e da Democracia (1974)...

Mas nos últimos anos vemos surgir um fenómeno novo, igualmente escandaloso: as honras e os elogios aos históricos invasores Mouros – inimigos de Portugal, da Fé Cristã e contra os quais lutaram os nossos egrégios Avós, cuja memória é ofendida. A mais recente foi a estátua de um Rei Mouro, inaugurada em Beja, a 13 de Junho, logo no dia do maior Santo português e padroeiro equi-principal de Portugal.

Ai do mundo por causa dos escândalos, diz Nosso Senhor. Ao que acrescentamos: que falta faz a Justiça dos bons Reis e a Santa Inquisição para pôr termo a tantas desordens!

6 comentários:

Daniel Gonçalves disse...

Não misture a Monarquia Constitucional - o intitulado "Liberalismo" - com a República nem com os regimes bastardos do século XX, existe mais dignidade e honra, e já agora Portugalidade, nela do que nos outros todos juntos. O caro pode ser Miguelista mas tal não pode ser sinónimo de cegueira ideológica nem de incorrecção histórica.

VERITATIS disse...

Não tem razão de queixa. Não há erro da minha parte. Pois, ao contrário do que crê, há uma linha de continuidade filosófica entre 1820, 1910 e 1974 e os respectivos regimes instaurados. Está na sua essência os mesmos falsos princípios revolucionários iluministas: Liberdade, Igualdade, Fraternidade, Soberania Popular, Sufrágio Universal, Parlamento, etc. Estes regimes não se opõem, antes sucedem-se como herdeiros uns dos outros – trata-se de um refinamento em coerência com a mesma ideologia base.

Depois de ter abdicado da Coroa e dividido o Reino Unido, um monarca estrangeiro, ilegítimo, maçon e revolucionário, financiado pela banca judaica, armado de mercenários estrangeiros, moveu guerra ao Rei de Portugal, usurpou o Trono, derrubou a verdadeira e única Monarquia Portuguesa (de D. Afonso Henriques a D. Miguel), instaurou uma dinastia ilegítima e um falso regime dito monárquico. Quer mais bastardo do que isto? Nada tem de digno, muito menos de Português.

Pelos frutos se conhece a árvore, e os frutos da falsa "Monarquia" estrangeira são tão amargos quanto os da República. Para exemplo, basta considerar que o Clero foi mais perseguido durante a dita "Monarquia", com TODAS as Ordens religiosas a serem extintas, expulsas e seus bens confiscados. O decreto republicano de 8 de Outubro de 1910 limitou-se a considerar em vigor essas mesmas leis iníquas promulgadas pela "Monarquia".

Daniel Gonçalves disse...

Está enganado, vejo que está cheio de equívocos o seu texto e portanto a sua mente. Não me parece que o caro seja versado em Filosofia/Letras para análise mais profunda das ideias.
Reparo também que coloca de parte o regime parido em 1926 e constitucionalmente consagrado em 1933, quando bastava atentar ao espírito positivista e jacobino de alguns dos seus artigos para o o colocar do lado do Iluminismo e contra a Tradição. Quanto à sua alegação de ilegitimidade e da dicotomia Falsa versus Verdadeira Monarquia só tenho a concluir que não sabe do que fala, e vive de ideias erradas e fantasmas.
Avaliar a genuinidade e legitimidade de uma Monarquia pela sua relação com, não digo a Igreja nem o Clero, mas com as Ordens Religiosas é um erro crasso de análise, cometido por si e outros no passado.

Daniel Gonçalves disse...

Um facto que convêm ser esclarecido: quanto ao, por si denominado, Monarca estrangeiro ser "financiado pela banca judaica", que nem corroboro nem desminto, pois o dinheiro da City sempre teve diversas fontes, é melhor pesquisar e informar-se correctamente de onde provinha o capital que financiou as hostes miguelistas. Pois o capital que florescia no Império Austro-Húngaro, ou até no Sacro Império Romano-Germânico, conviveu alegremente com os judeus, basta saber como os Habsburgos foram encontrar refúgio financeiro em diversas alturas. Não fique surpreendido ao descobrir a Judiaria a sustentar financeiramente os Absolutistas.

VERITATIS disse...

Um argumento é um raciocínio lógico que visa demonstrar ou provar uma determinada ideia, coisa que dificilmente se encontra na resposta do Daniel Gonçalves. Esperava encontrar uma tentativa de refutação daquilo que efectivamente escrevi, mas em vez disso recebi diversos ataques pessoais, falácias e declarações sem demonstração. A ausência de argumentação substantiva só ajuda a provar que a minha posição está correcta.

Noto, também, alguns equívocos interpretativos sobre aquilo que afirmei.

Não disse que a legitimidade da Monarquia se mede pela sua relação com as Ordens Religiosas. Referi, sim, a perseguição às Ordens Religiosas como exemplo prático de continuidade entre o Liberalismo e o Republicanismo, pois as leis anticlericais de um foram herdadas pelo outro. O decreto republicano de 8 de Outubro de 1910 afirma textualmente que considera ainda em vigor as leis anticlericais da "Monarquia".

Também não sou eu que digo que D. Pedro era estrangeiro, foi o próprio que assim se declarou, quando renunciou à herança do Trono Português e autoproclamou Imperador do Brasil.

O conceito próprio de Monarquia é o de «governo de um só» (mono+arquia), como bem atestam Aristóteles e São Tomás de Aquino. Pelo que é descabido chamar Monarquia ao regime em que a Soberania não está no Rei mas no Povo, em que é o Parlamento que governa em vez do Rei – cuja função é de um mero objecto decorativo. Mais valia chamar República com Presidente vitalício.

O Daniel lançou insinuações vagas sobre o financiamento das "hostes miguelistas". Embora tenha usado uma falácia 'tu quoque', esperava que pelo menos demonstrasse aquilo que insinuou. Mas preferiu dispersar o assunto, fazendo mais declarações sobre outras supostas realidades em outros países.

Por fim, uma questão legítima: Por que razão eu não considero 1926 na mesma linha de 1820, 1910 e 1974? Ora, porque não é uma questão de continuidade cronológica, mas sim de continuidade ideológica/filosófica. Salvaguardando sempre que a Ditadura/Estado Novo é uma situação de excepção, e não a regra do que deve ser, nem de legitimidade governativa, este não tem na sua essência os mesmos princípios revolucionários que estão na base dos outros, como a democracia, o parlamento, as eleições, os partidos, as "liberdades", etc. O Estado Novo está mais perto de uma Monarquia do que a dita "Monarquia" Constitucional.

Anónimo disse...

(...há uma linha de continuidade filosófica entre 1820, 1910 e 1974 e os respectivos regimes instaurados.)

Parece óbvio.

Ass: João Cruz