A questão judaico-cristã


No primeiro capítulo expusemos a lei teológica que rege os povos desde o advento de Cristo Nosso Senhor. Existe – dizíamos – por disposição inescrutável de Deus, uma oposição irreconciliável entre a Igreja e a Sinagoga, entre Judeus e Cristãos, oposição essa que há-de perpetuar-se irremediavelmente até que chegue o tempo da Reconciliação. Judeus e Cristãos hão-de encontrar-se em toda a parte sem se reconciliarem e sem se confundirem. Representam na História a eterna luta de Lúcifer contra Deus, da Serpente contra a Mulher, das Trevas contra a Luz, da Carne contra o Espírito. A eterna luta de Caim contra Abel, de Ismael contra Isaque, de Esaú contra Jacob, do Faraó contra Moisés, dos Judeus contra Cristo.
É tão fundamental esta oposição que, depois de Cristo, não são possíveis para o Homem senão dois caminhos: a cristianização ou a judaização, como também não são possíveis, em todas as manifestações da vida, mais do que dois modos verdadeiramente fundamentais: o cristão e o judeu; duas religiões: a cristã e a judaica; duas políticas: a cristã e a judaica; duas economias: a cristã e a judaica; apenas dois internacionalismos: o cristão e o judaico.

Pe. Julio Meinvielle in «El Judío en el misterio de la Historia», 1936.

2 comentários:

Thiago Santos de Moraes disse...

Simplista demais. Extrapolar para o todo o resto uma bipolaridade que e existe de fato é um modo de enfraquecer a percepção da mesma.

VERITATIS disse...

Lamenta-se que perante uma refinada suma daqueles que, no pensamento católico, são os dois grandes agentes históricos entre a primeira e a segunda vinda de Cristo, a resposta do Thiago seja uma vã crítica adjectiva sem argumento substantivo.