Da lenda negra da Inquisição


Os historiadores folhetinescos, por um lado, e os energúmenos da história, por outro, criaram à Inquisição católica uma fama terrível, convencendo o pobre público ignorante e irreflectido de que, por obra dela, o Espírito viveu aferrolhado e encadeado, não podendo expandir-se... E, todavia, nada mais falso. A ciência foi livre. Livre foi a erudição. Livre a especulação filosófica. Livre foi a arte. O que não foi livre foi o denegrir da fé, o corromper a teologia, o envenenar as almas, semeando nelas erros e maldades.

Alfredo Pimenta citado por José Hermano Saraiva in «História de Portugal», 1993.

1 comentário:

Anónimo disse...

É admitido que, entre os séculos XII e XVIII - enquanto a Inquisição esteve activa - teriam sido condenadas à morte cerca de 3 mil pessoas. Em dez anos da Revolução Francesa foram guilhotinadas 18 mil pessoas. Mas a "lenda negra" ficou com a Inquisição.
A Inquisição não condenou sarracenos por seguirem o Islão, não condenou budistas por praticarem o budismo, nem índios ou negros por serem pagãos e politeístas. Condenou, sim, desvios à fé católica, praticados sobretudo por cristãos conversos e cripto-judeus. É por esta razão que tem sido vilipendiada ao longo do tempo.