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Centenário do 28 de Maio de 1926


Passam hoje 100 anos sobre o glorioso golpe contra-revolucionário que pôs fim à República e instaurou a Ditadura Nacional, posteriormente Estado Novo. Sobre isso, vale a pena lembrar as palavras de Salazar:

Faz hoje dez anos, neste mesmo local, às ordens de Gomes da Costa, cujo optimismo e valentia quase não eram virtudes – brotavam-lhe espontaneamente da alma como exigência da própria natureza –, o Exército português desencadeara o movimento, triunfante sem luta, glorioso sem sangue, porque na verdade a voz de comando foi apenas a expressão militar de uma ordem irresistível da Nação. E começou a nova era.
Eis agora o que se passou.
Às almas dilaceradas pela dúvida e o negativismo do século procurámos restituir o conforto das grandes certezas. Não discutimos Deus e a virtude; não discutimos a Pátria e a sua História; não discutimos a autoridade e o seu prestígio; não discutimos a família e a sua moral; não discutimos a glória do trabalho e o seu dever.
(...)
Assim se assentaram os grandes pilares do edifício e se construiu a paz, a ordem, a união dos portugueses, o Estado forte, a autoridade prestigiada, a administração honesta, o revigoramento da economia, o sentimento patriótico, a organização corporativa e o Império Colonial.

António de Oliveira Salazar in discurso «As Grandes Certezas da Revolução Nacional», 28 de Maio de 1936.

Aniversário da instauração da Ditadura Nacional


Era, pois, necessário permitir a acção de um qualquer governo, de uma solução política, mesmo que provisória. Esta solução conduziu à Ditadura Nacional, estabelecida sem luta pelo Exército em 28 de Maio de 1926, precedendo assim – o que era de toda a lógica política – a obra de reorganização a empreender nos diferentes domínios, a começar pelas finanças. Nisto consistiu a Ditadura: encerramento e dissolução das Câmaras, dissolução dos partidos, instituição de um governo forte e independente, algumas outras restrições necessárias no tocante à liberdade de imprensa e de reunião. A experiência passada mostrava que dar liberdade de acção aos antigos partidos era permitir-lhes corromper a opinião pública e entravar toda a acção eficaz, através dos seus partidários e dos funcionários da sua devoção.

António de Oliveira Salazar in «Como se levanta um Estado», 1937.

Viva o 28 de Maio! Abaixo a República!


A Revolução de 28 de Maio não abriu um novo capítulo na conturbada história da República, deu origem a um outro regime, bem diferente daquele que os revoltosos da Rotunda impuseram pela força ao nosso País.
Aconteceu que, constitucionalmente, o regime salazarista conservou o nome de república, herdado da situação anterior: mas isso não quer dizer nada porque a palavra em si não tem significado especial, o que importa realmente é o qualificativo que acompanha a referida expressão. A República Corporativa, como estabelece a Constituição Política do Estado, perdeu a maior parte dos vícios inerentes ao sistema demo-liberal e preservou a essência monárquica do Poder, afastando da plebe a escolha dos governantes. Neste sentido, a república corporativa é muito mais autoritária e monárquica do que certos reinos minados pelo cancro democrático.

Luís Fernandes in jornal «Agora», 26 de Outubro de 1968.


Nota: Parece-me imprópria a designação "Revolução de 28 de Maio". Mais correcto seria chamar Contra-Revolução, pois foi um restabelecimento da ordem social e política, contra os erros liberais e republicanos.

Viva o 28 de Maio! Abaixo a República!


Somos antiparlamentares, antidemocratas, antiliberais e queremos construir um Estado corporativo. Tais afirmações são capazes de fazer tremer certos povos – e até mesmo de causar horror a alguns –, mais habituados a corrigir pelas virtudes da sua formação social os defeitos do seu sistema político, do que a vislumbrar os danos causados por estas mesmas instituições nos países que têm uma formação diferente.

António de Oliveira Salazar in «Como se levanta um Estado», 1937.

Viva o 28 de Maio! Abaixo a República!


Ora nós quisemos dar ao País, assolado pelas devastações da sua anarquia, um regime novo; mas muitos dos nossos homens públicos, educados na filosofia política do século XIX, têm-nos considerado sempre um governo à espera de eleições «livres» para uma «assembleia constituinte» que vote «nova Constituição» e com ela garanta ao povo «todas as felicidades». De modo que se verifica o seguinte: abolidas neste País as instituições tradicionais, não se encontra de 1820 a 1926, através das Constituições, Carta constitucional e Actos adicionais à Carta, entre revoluções, golpes de Estado, ditaduras ou vida constitucional, não se encontra regime, dizia, de que possa afirmar-se ter vivido ao menos os quarenta anos que para o ano perfaremos. Ao mesmo tempo, nenhum foi tão estável, tão pacífico e eficiente como o actual. E daí provir o absurdo de o provisório ser mais duradouro que o definitivo e o temporário mais estável que o consagrado para a eternidade.

António de Oliveira Salazar in discurso «Erros e Fracassos da Era Política», 18 de Fevereiro de 1965.

Os princípios base da política de Salazar


Nesta óptica, de resto, não pedimos grande coisa: noção e sentido da Pátria e da solidariedade nacional; família – célula social por excelência; autoridade e hierarquia; valor espiritual da vida e do respeito devido à pessoa humana; obrigação do trabalho; superioridade da virtude; carácter sagrado dos sentimentos religiosos – eis o essencial para a formação mental e moral do cidadão do Estado Novo. Somos, pois, contra todos os internacionalismos, contra o comunismo, contra o socialismo, contra o sindicalismo libertário, contra tudo o que diminui, divide, desagrega a família, contra a luta de classes, contra os sem-Pátria e os sem-Deus, contra a escravidão do trabalho, contra a concepção puramente materialista da vida, contra a força como origem do direito. Somos contra todas as grandes heresias do nosso tempo, tanto mais que nunca tivemos a prova da existência de um único lugar no mundo onde a liberdade de propagar semelhantes heresias tenha constituído uma fonte de bem; esta liberdade, quando se a concede aos bárbaros dos tempos modernos, só serve para minar os fundamentos da nossa civilização.

António de Oliveira Salazar in «Como se levanta um Estado», 1937.

90 anos: 28 de Maio de 1926


Reduzir, tal como já vimos, o movimento que instaurou a ditadura a uma "conspiração de caserna" para que a classe militar pudesse usufruir do poder, significa ignorar as razões profundas do desassossego geral, as tendências do nosso tempo, todas as fraquezas, as abdicações, as insuficiências do poder público, que estão na base daquilo que se podia chamar a crise do Estado moderno. [30 de Julho de 1930]

A garantia suprema da estabilidade da obra realizada está precisamente na reforma moral, intelectual e política, sem a qual as melhorias materiais, o equilíbrio financeiro e a ordem administrativa, ou não se podem realizar, ou não podem durar. [27 de Abril de 1935]

António de Oliveira Salazar in «Discursos e Notas Políticas».

28 de Maio de 1926


Não há homens honrados e patriotas neste País que não estejam hoje connosco de alma e coração. O nosso movimento não foi preparado com a simples e estúpida preocupação de assaltar o Poder; simplesmente nos move o desejo veemente de acabar com o estado de coisas nojento e repugnante que há alguns anos se mantém para vergonha deste País, dando-lhe aquelas possibilidades legítimas de ressurgir para a vida e para a civilização.

Gen. Gomes da Costa in jornal «O Século», 28 de Maio de 1926.