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Festa de Cristo Rei


Cristo Rei. Celebra-se a festa de Cristo Rei no último domingo do mês de Outubro. Foi o Papa Pio XI quem instituiu esta festa, dando a Jesus aquele título, para que os homens reconhecessem e confessassem, que Jesus Cristo é o Rei da humanidade, e para afirmarem o dever que têm de obedecer à sua Santa Lei.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

Portugal e anti-Portugal


No dia em que Portugal celebra o 65º aniversário da inauguração do monumento a Cristo Rei, construído em cumprimento de um voto solene, a República, através do seu órgão legislativo, festeja o "Orgulho LGBT". A contradição essencial (ontológica) entre as duas celebrações é evidente, tanto quanto é evidente a contradição essencial entre Portugal e a República, ou seja, entre um Reino Católico e a sua negação materializada. Portugal e anti-Portugal.

Último domingo de Outubro: Festa de Cristo Rei


Portanto, em virtude da Nossa Autoridade Apostólica, instituímos a Festa da Realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo, a ser observada anualmente em todo o mundo no último domingo do mês de Outubro, ou seja, no domingo que precede imediatamente a Festa de Todos os Santos. Ordenamos ainda que a consagração do género humano ao Sagrado Coração de Jesus, que Nosso predecessor, de santa memória, o Papa Pio X, ordenou que fosse renovada anualmente, seja recitada anualmente nesse dia.

Papa Pio XI in encíclica «Quas primas», 11 de Dezembro de 1925.

Festa de Cristo Rei


Fixando a nova festa num domingo, quisemos que o clero não fosse o único a prestar as suas homenagens a Cristo Rei, com a celebração do Santo Sacrifício e a recitação do Santo Ofício, mas que o Povo, desimpedido de suas ocupações ordinárias, e animado de santa alegria, pudesse dar a Cristo, como a seu Senhor e Soberano, um manifesto testemunho de obediência. Finalmente, mais apropriado Nos pareceu o último domingo de Outubro, porque este domingo, em certo modo, encerra o ciclo do ano litúrgico; assim, os mistérios da vida de Jesus Cristo, comemorados no decorrer do ano que finda, terão na solenidade de Cristo Rei como que o seu termo e coroa, e antes de celebrar a glória de Todos os Santos, a liturgia proclamará e enaltecerá a glória d'Aquele que em Todos os Santos, e em todos os eleitos, triunfa. É dever, é direito vosso, Veneráveis Irmãos, fazer preceder a festa por uma série de instruções que se dêem, em dias determinados, nas diferentes paróquias, para instruir acuradamente o Povo, da natureza, significado, e importância desta festa, por onde os fiéis regulem a sua vida, em modo a torná-la digna de súbditos leais, e submissos de coração, à soberania do Divino Rei.

Papa Pio XI in encíclica «Quas Primas», 11 de Dezembro de 1925.

Último Domingo de Outubro: Dia de Cristo-Rei


Na sua Encíclica de 11 de Dezembro de 1925, Pio XI declara que o laicismo é directamente oposto aos direitos de Deus e de Cristo, sobre as pessoas e os povos, porque esta heresia moderna recusa reconhecer a autoridade suprema do Ser divino e de Jesus sobre eles, organizando a vida individual e social como se Ele não existisse. O Papa mostra como, por consequência desastrosa, mas infelizmente de longa data, o próprio laicismo é a perda da sociedade que arruína. Esta apostasia geral produz, com efeito, frutos amargos de orgulho e egoísmo a substituírem o amor de Deus e do próximo. Gera o ciúme entre os indivíduos, o ódio entre as classes e a rivalidade entre as nações. E esses vícios, desenvolvendo-se, produzem as dilacerações fraternais, discórdias civis e guerras homicidas.
O laicismo, eis o inimigo: depois de haver produzido esses males, impede os indivíduos e as sociedades de se livrarem dele, pondo-os em rebelião contra Deus e Cristo, os únicos que lhe podem assegurar a paz e livrá-los de piores catástrofes.
Entre os meios de vencer esse adversário temível, Pio XI julga ser a liturgia o mais eficaz, porque é uma afirmação pública, social e oficial dos direitos divinos de Jesus sobre os homens. Por isso, instituiu no Ciclo uma nova festa em honra de Cristo-Rei. O mundo renega a Jesus porque ignora as Suas prerrogativas reais como Deus e como Homem, como Verbo encarnado e Redentor. É preciso instrui-lo a respeito e «uma solenidade anual terá mais eficácia para realizá-lo do que todos os documentos, mesmo os mais graves do magistério eclesiástico» (Encíclica). A festa de Cristo-Rei faz conhecer, de modo que se adapta perfeitamente à psicologia humana individual e social, os direitos reais de Deus e de Cristo; e ao mesmo tempo os faz reconhecer pelos homens e sociedades, por meio dos actos mais distintos do culto.
Entre esses actos devemos nomear, antes de tudo, a Santa Missa. Nela a Santa Igreja concentrará o ensinamento que nos quer dar sobre a realeza de Jesus e por ela prestará a este divino Rei as suas supremas homenagens, pois o Santo Sacrifício tem por fim o reconhecimento em Deus da mais alta soberania e em nós da mais profunda dependência.
E este acto realiza-se, não somente no Calvário, mas também no sacerdócio real que Jesus não cessa de exercer no Seu Reino que é o Céu. A grande realidade do Cristianismo não é um cadáver suspenso na cruz, mas sim o Cristo ressuscitado, reinando em todo o esplendor da Sua vitória, entre os Seus eleitos, conquista Sua. Eis porque a Missa começa por uma das mais belas visões do Apocalipse, onde o Cordeiro de Deus é aclamado pelos Anjos e os Santos.
O Santo Padre quis que esta festa fosse celebrada no fim do Ciclo litúrgico, no último Domingo de Outubro, como coroação de todos os mistérios pelos quais Jesus estabeleceu plenamente os seus poderes reais, e na véspera de Todos-os-Santos, em que os realiza já em parte, sendo «o Rei dos reis e a coroa de todos os Santos» enquanto espera ser também o de todos os que ainda estão nesta terra, e que salva, graças sobretudo à Santa Missa. Com efeito, é principalmente pela Eucaristia, Sacrifício e Sacramento, ao mesmo tempo, que Cristo, na glória, assegura os resultados do sacrifício conquistador do Calvário, tornando-se senhor das almas, pela aplicação que Ele próprio lhes faz dos méritos da Sua Paixão, e unindo-os a Si como membros à cabeça. O fim da Eucaristia, diz o Catecismo do Concilio de Trento, é «formar um só corpo místico de todos os fiéis» a fim de levá-los ao culto que Cristo, Rei adorador, como sacerdote e vítima, prestou de modo sangrento sobre a Cruz, e ainda o presta de modo incruento sobre o altar de pedra de nossas igrejas, e sobre o altar de ouro do Céu, a Cristo, Rei adorado como Filho de Deus, e a Seu Pai, ao qual oferece essas almas.

Fonte: «Missal Quotidiano e Vesperal», 1940.

Dia de Cristo Rei

Santuário de Cristo Rei (Almada)

Instituindo a festa de Cristo Rei, o Papa Pio XI quis proclamar solenemente a realeza social de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre o mundo. Rei das almas e das consciências, das inteligências e das vontades, Cristo é também o Rei das famílias e das cidades, dos povos e das nações, o Rei de todo o universo. Como Pio XI demonstrou na encíclica Quas Primas de 11 de Dezembro de 1925, o laicismo é a negação radical desta realeza de Cristo; organizando a vida social como se Deus não existisse, leva à apostasia das massas e conduz a sociedade à ruína.
Toda a missa e o ofício da festa de Cristo Rei são uma proclamação solene da realeza universal de Cristo contra o laicismo do nosso tempo. A missa começa por uma das mais belas visões do Apocalipse, em que o Cordeiro de Deus, imolado, mas doravante na glória, é aclamado pela imensa legião dos anjos e dos santos. Fixada no último domingo de Outubro, no fim do ciclo litúrgico, e precisamente nas vésperas de Todos os Santos, a festa de Cristo Rei apresenta-se como a coroa de todos os mistérios de Cristo e como a antecipação no tempo, da realeza eterna por Ele exercida sobre todos os eleitos na glória do Céu. A grande realidade do Cristianismo é Cristo ressuscitado, reinando com todo o esplendor da Sua vitória, no meio dos eleitos que são a Sua conquista.

Fonte: «Missal Romano Quotidiano», 1963.

§

Hino: Ó Cristo, nós vos proclamamos Príncipe dos séculos, Rei das nações, único árbitro dos espíritos e dos corações. Ámen.

Solenidade de Cristo Rei


Velas que passam Tejo abaixo...
É vê-las todas orgulho e glória
Velas que passam Tejo abaixo...
Nelas vão sonhos de fazer futuro e história.

Velas que passam Tejo acima...
Além nasce a rosa do Sol que as ilumina.
Velas que passam Tejo acima...
Quem as faz andar pela manhã divina?

Talvez não seja o vento... Talvez não.
Basta a luz acordá-las, logo as velas
Abrem no céu enamorado, e vão
Como se houvesse um anjo à espera delas!

Talvez não seja o vento nem a luz.
Talvez não seja nada, senão isto:
O eterno apelo do Sinal da Cruz
Que é na terra o sinal de Jesus Cristo.

Mons. Francisco Moreira das Neves

Festa de Cristo Rei


Instituindo a festa de Cristo Rei, o Papa Pio XI quis proclamar solenemente a realeza social de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre o mundo. Rei das almas e das consciências, das inteligências e das vontades, Cristo é também o Rei das famílias e das cidades, dos povos e das nações, o Rei de todo o universo. Como Pio XI demonstrou na encíclica Quas Primas de 11 de Dezembro de 1925, o laicismo é a negação radical desta realeza de Cristo; organizando a vida social como se Deus não existisse, leva à apostasia das massas e conduz a sociedade à ruína.
Toda a missa e o ofício da festa de Cristo Rei são uma proclamação solene da realeza universal de Cristo contra o laicismo do nosso tempo. A missa começa por uma das mais belas visões do Apocalipse, em que o Cordeiro de Deus, imolado, mas doravante na glória, é aclamado pela imensa legião dos anjos e dos santos. Fixada no último domingo de Outubro, no fim do ciclo litúrgico, e precisamente nas vésperas de Todos os Santos, a festa de Cristo Rei apresenta-se como a coroa de todos os mistérios de Cristo e como a antecipação no tempo, da realeza eterna por Ele exercida sobre todos os eleitos na glória do Céu. A grande realidade do Cristianismo é Cristo ressuscitado, reinando com todo o esplendor da Sua vitória, no meio dos eleitos que são a Sua conquista.

Fonte: «Missal Romano Quotidiano», 1963.