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Dons do Espírito Santo


Dons do Espírito Santo são hábitos sobrenaturais que dispõem as faculdades a obedecer prontamente à moção do divino Espírito Santo. Posto que as virtudes movam aos actos bons, os Dons são necessários para a prática dos actos mais perfeitos e para actos heróicos. Nisso se distinguem as virtudes dos Dons do Espírito Santo. São sete:
I Sapiência – move-nos a julgar rectamente das coisas divinas e a dedicarmo-nos a elas.
II Entendimento – faz-nos penetrar as verdades da Fé.
III Conselho – dirige-nos em todas as circunstâncias particulares da vida.
IV Fortaleza – aperfeiçoa a vontade, quanto aos nossos deveres em ocasião de perigo.
V Ciência – faz-nos julgar acertadamente das coisas humanas.
VI Piedade – aperfeiçoa a vontade, quanto aos deveres relativos ao próximo e a Deus.
VII Temor de Deus – aperfeiçoa a vontade, quando é necessário resistir ao atractivo dos prazeres proibidos.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

Pentecostes


Pentecostes é o décimo dia após a Ascensão do Senhor. Chama-se dia de Pentecostes – palavra que quer dizer quinquagésimo – porque a festa se realiza 50 dias depois da Páscoa. Chama-se também Domingo do Espírito Santo, porque nesse dia, estando os Apóstolos reunidos numa casa da cidade de Jerusalém, em oração, desceu sobre eles o divino Espírito Santo, em forma de línguas de fogo, produzindo efeitos maravilhosos.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

Espírito Santo


Espírito Santo é uma Pessoa Divina, a terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Esta verdade é ensinada pela Sagrada Escritura, dizendo Jesus Cristo aos seus Apóstolos que baptizassem «em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo» (Ev. S. Mat. X X V III, 19). Com estas palavras proclama que o Espírito é igual ao Pai, que é Deus, e ao Filho, que é igualmente Deus. Nos Actos dos Apóstolos conta S. Lucas que o apóstolo S. Pedro, repreendendo Ananias, disse-lhe: «Satanás tentou o teu coração para que tu mentisses ao Espírito Santo; não mentiste aos homens, mas a Deus» (Act. V, II). Deus Pai e Deus Filho e Deus Espírito Santo são um só Deus em três pessoas divinas, e, embora estas três divinas Pessoas operem igualmente em toda a nossa vida natural e sobrenatural, atribuímos a Deus Pai a nossa criação, a Deus Filho a nossa redenção e a Deus Espírito Santo a nossa santificação. Peçamos ao divino Espírito Santo que nos conceda as graças precisas para cooperarmos com as graças que lhe pedimos, e nos santificarmos.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

A catolicidade da Igreja


Catolicidade é um dos quatro caracteres da Igreja, e exprime a sua universalidade. A Igreja é universal quanto aos seus adeptos, os quais habitam em todas as nações conhecidas e em obediência ao mesmo Chefe, que é o Papa. É universal quanto à doutrina, porque em toda a parte ensina a mesma doutrina e condena os mesmos erros. É universal quanto à sucessão, porque abraça todos os tempos desde os Apóstolos, isto é, começou com os Apóstolos, e desde então não se pode dizer que a Igreja Católica tenha principiado em algum lugar da terra, como se diz de cada seita religiosa aparecida em tal ou tal tempo.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

§

Conforme ensinou ainda D. Marcel Lefebvre: A nota de catolicidade da Igreja reside precisamente na sua capacidade de reunir numa unidade sublime de Fé, os povos de todos os tempos, de todas as raças e de todos os lugares, sem suprimir as suas legítimas diversidades.

Sequência de Pentecostes


Vinde, ó Espírito Santo,
e mandai-nos, lá do Céu,
um raio da Vossa luz!

Vinde até nós, Pai dos pobres,
caudal de todos os dons,
e fulgor dos corações!

Ó Consolador supremo,
hóspede santo das almas,
e refrigério dulcíssimo!

No trabalho sois descanso,
a calma na turbação,
e sois bálsamo no pranto!

Inundai, ó luz santíssima,
os recessos mais profundos
das vossas almas fiéis!

Sem a Vossa protecção,
nada subsiste no homem
sem a jaça do pecado!

Lavai toda a impureza,
fecundai toda a aridez,
curai todas as feridas!

Curvai-nos o nosso orgulho,
fundi-nos o nosso gelo,
velai o nosso extravio!

Aos que confiam em Vós,
que são os Vossos fiéis,
dai os sete dons sagrados!

Coroai-lhes a virtude,
dai-lhes o porto da glória,
e a alegria que não finda!
Ámen. Aleluia.

Estevão Langton, arcebispo de Cantuária (século XIII).