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Da Sinagoga de Satanás


Todo aquele que bem compreender o carácter, as tendências e o fim das sociedades secretas, sob qualquer disfarce em que se envolvam, comparando-as com o carácter, a natureza e o desenvolvimento desta guerra declarada à Igreja, quase sobre toda a superfície do globo, não poderá duvidar que todas as calamidades presentes, não devem ser atribuídas, senão à sua causa principal, isto é, às maquinações e aos ardis dessas seitas. São elas que compõem a Sinagoga de Satanás, cujas forças reunidas, como um exército em ordem de batalha, marcham, com as bandeiras desfraldadas ao assalto da Igreja.

Papa Pio IX in encíclica «Etsi multa», 21 de Novembro de 1873.

A Maçonaria revela seus intentos


Vamos já à Maçonaria.
Como sabem os leitores, esta menina até hoje, com receio que a sua beleza não fosse muito atraente, fechava-se nas lojas e de lá encapotada com sombras misteriosas, ordenava e obrigava os seus muitos namorados parlamentos a fazer-lhe a vontadinha. Mas com os arrebóis matutinos do século vinte, saiu o réptil da cova, e apareceu com toda a sua fealdade a luz luciferina da Acácia, seu novo periódico oficial, que proclamou aos quatro ventos:
«A Franco-Maçonaria é uma parte organizada do partido republicano contra a Igreja Católica... A Franco-Maçonaria é uma igreja contra a Igreja – é o contra-catolicismo»...
O novo órgão da Maçonaria desmascarada foi anunciado por uma pastoral, em que se expunha o programa da Acácia:
«A luta contra o ensino da Igreja Católica e a sua disciplina é a preocupação principal da maioria dos franco-mações franceses, belgas, italianos, espanhóis, portugueses (notem bem) e americanos do Sul»...
«Esta situação – acrescenta a circular – não é a mesma nos países protestantes, porque a Maçonaria não trata de descristianizar, mas sim de descatolizar os países latinos, isto é, os católicos».
Escusávamos que nos dissesse a Acácia o que era a Maçonaria, o que quer e de onde vem. Já sabíamos tudo isso, e já aqui desmascaramos muitas vezes as suas traças, e nos jornais católicos não havia ignorância a esse respeito; todos sabiam que só podia tal gente vir do inferno e que de tal parte não sai coisa boa. Mas é bom que se saiba este novo e ousado passado das lojas luciferinas, para se precaver quem deve estar alerta.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 9º Ano, Nº 2, Fevereiro de 1903.

A seita socialista em 1881


O socialismo ou niilismo trabalha deveras. Entre nós já se contam os seus periódicos por dezenas. O seu desideratum não é somente acabar com os tronos; é sobretudo acabar com a religião.
«Enforcar o último rei seria pouco; seja enforcado com as tripas do último padre, e a humanidade deixará de ser escrava»: – eis o supremo desideratum dos grandes humanitários!
Embrutecer as multidões; desmoralizar a juventude; criar em cada escola um centro de impiedade e de ateísmo; nivelar todas as classes e prégar às turbas o grande princípio: – a propriedade é um roubo – tal o fim satânico dos inimigos de Deus e da sociedade.
Em Espanha, na Itália, na Rússia, na Bélgica, em Portugal, em França, em toda a extensão do orbe, existe a mesma seita, predomina o mesmo pensamento, e não há fronteiras nem cordões sanitários que livrem os povos desta contagião terrível e assustadora...
Enganamo-nos: há um cordão sanitário que nos pode preservar, é o dos princípios católicos aplicados à política e a tudo, mas os moderados e conservadores do liberalismo sentem calafrios quando nisso se lhes fala, e não os querem aplicar! Tempo virá... em que já talvez não seja tempo.

Fonte: Revista «O Progresso Católico», 3º Ano, Nº 14, 15 de Maio de 1881.

Da guerra infernal contra a Missa Tradicional


Para terminar, uma exortação...
Devemos estar conscientes que desde há mais de cinquenta anos o Santíssimo Sacramento é oficialmente profanado de diversas maneiras...
Devemos tomar consciência de que todos os esforços do Inferno são dirigidos para impedir que a Santa Missa seja celebrada – e bem celebrada! –, isto é, segundo a própria vontade de Deus, formulada nos Santos Cânones da Igreja Romana...
Devemos advertir que, enquanto não acabar totalmente com este único acto de adoração agradável a Deus, Satanás tentará limitá-lo aos espíritos e aos corações do menor número possível de indivíduos...
Devemos saber que esta luta continuará até ao fim dos tempos, e se intensificará de dia para dia… até conseguir a abolição do Sacrifício Perpétuo...
Devemos, pois, por tudo isto, reconhecer a gravidade da missa bastarda montiniana, a dos indultos (verdadeiros insultos à Missa Tridentina) de 1984 e 1988, assim como também (e até mais) à do motu proprio de 2007, muito mais grave e astuto que a do motu proprio de 2021...
Devemos conservar, custodiar e transmitir, à medida do nosso alcance, a verdadeira Missa Católica, codificada por São Pio V no Missal Romano...

Pe. Juan Carlos Ceriani in «Sermão do segundo domingo depois da Epifania», 16 de Janeiro de 2022.

Revolução


Há na Revolução um mistério, um mistério de iniquidade que os revolucionários não podem compreender, pois somente a Fé, que eles não possuem, pode dar a chave.
Para compreender a Revolução, é preciso remontar até ao pai de toda revolta, que primeiro ousou dizer e ousa repetir até o final dos séculos: Non serviam, não servirei.
Satanás é o pai da Revolução. A Revolução é sua obra, começa no Céu e se perpetua pela humanidade a cada era. O pecado original, pelo qual Adão, nosso primeiro pai, igualmente se revoltou contra Deus, introduziu na Terra, não ainda a Revolução, mas o espírito de orgulho que é o seu princípio; e desde então o mal cresceu sem parar, até a aparição do Cristianismo, que o combateu e o fez recuar.
A Renascença pagã, depois Lutero e Calvino, Voltaire e Rousseau, despertou o poder maldito de Satanás, seu pai; e, favorecido pelos excessos do cesarismo, este poder recebeu, no início da Revolução Francesa, uma espécie de consagração, uma constituição que ela não tinha tido até então e que faz dizer com justiça que a Revolução nasceu em França em 1789. «A Revolução Francesa, dizia em 1793 o feroz Babeuf, não é senão a precursora de uma revolução bem maior, bem mais solene, e que será a última». Esta revolução suprema e universal, que já cobre o mundo, é a Revolução. Pela primeira vez, desde há seis mil anos, ela ousou designar-se perante o Céu e a Terra por seu nome verdadeiro e satânico: a Revolução, quer dizer: a grande revolta.
Ela tem por lema, como o demónio, a famosa frase: Non serviam. Ela é satânica na sua essência; e, ao derrubar todas as autoridades, tem por fim último a destruição total do Reino de Cristo sobre a Terra. A Revolução, não esqueçamos, é antes de tudo um mistério de ordem religiosa; é o anticristianismo. É isto que constatou, na sua encíclica de 8 de Dezembro de 1849, o Soberano Pontífice Pio IX: «A Revolução é inspirada pelo próprio Satanás. A sua meta é destruir de alto-a-baixo o edifício do Cristianismo e de reconstruir sobre as suas ruínas a ordem social do paganismo». Admoestação solene confirmada à risca pelos próprios fiéis da Revolução: «A nossa meta final, diz a instrução secreta da Alta Venda, é aquela de Voltaire e da Revolução Francesa, a aniquilação definitiva do Catolicismo e até mesmo da ideia cristã».

Mons. Louis-Gaston de Ségur in «La Révolution», 1861.

Cartas de um diabo ao seu aprendiz


É muito recomendável o inapreciável trabalho de C. S. Lewis, professor de filosofia da Universidade de Oxford, Cartas de Broca, que tirou vinte e cinco edições em cinco anos. É uma série hipotética de cartas entre um tio velho, diabo, no Inferno, cujo nome é Broca, e um sobrinho, diabo, na Terra, que dá pelo nome de Réptil. Este esforça-se por ganhar a alma de um estudante seu colega e está em constante comunicação com o seu tio Broca sobre a melhor maneira de arruinar o rapaz. Por vezes Broca fala do «Inimigo» que é Deus. O contexto do livro é diabólico, e portanto o inverso da verdade; mas está apresentado de tal maneira, que se principia logo a ver a falácia do método demoníaco. Ao leitor, em vez de lhe ensinar o que é bom, ensinam-se-lhe os caminhos que conduzem firmemente à ruína. Entre outras sugestões encontram-se estas: Broca diz ao Réptil que deve deixar de argumentar com o colega sobre se as coisas são verdadeiras ou falsas, o que, di-lo ele, é o caminho do «Inimigo». Há poucos séculos, afirma ele, as pessoas estavam mais interessadas em saber se uma coisa se podia provar ou não. E diz-lhe mais: «Não percas tempo a fazer-lhe pensar – ao jovem – que o materialismo é verdadeiro. Mas diz-lhe antes que é a filosofia do futuro, ou que é progressivo, e que deve evitar tornar-se um reaccionário ou um medievalista». Broca também recomenda que o homem crédulo, sentimental, seja alimentado com poetas menores e com novelistas de quinto plano, até acreditar que o amor é irresistível, que toda a repressão é um erro, e que a bênção nupcial é uma ofensa.

Mons. Fulton Sheen in «Aprendei a Amar», 1957.

Satanás no mundo


Abordemos o problema mais de perto. Em que reconhecemos, sobretudo, a presença de Satanás? É ao Evangelho, fonte de toda a clareza, que convém perguntar.
Jesus Cristo disse sobre Satanás uma certa quantidade de coisas que devemos reunir e meditar.
Falando aos fariseus, que não cessavam de acusá-Lo, disse um dia: "Vós tendes por pai o demónio, e quereis satisfazer os desejos do vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não permaneceu na verdade; porque a verdade não está nele. Quando ele diz a mentira, fala do que é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira." (João, VIII, 44).
Acaso isto não está suficientemente claro?
Se queremos saber como se manifesta a presença de Satanás entre nós, no próprio dia em que nos encontramos, tratemos de discernir as grandes mentiras destes tempos, por um lado, e os progressos alcançados na arte de matar os homens, por outro.
Quanto mais uma época está embebida em mentiras, quanto mais seja tida em menor consideração e seja esmagada a vida dos homens sob a ameaça da morte, mais estará aí Satanás!
Podemos duvidar destes dois pontos? A mentira e o homicídio são os dois sinais da presença de Satanás. Não corremos, pois, o risco de nos enganarmos ao afirmar esta presença no coração das principais mentiras e das principais ameaças de morte que comprovamos neste momento.
(...)
A negação de Deus é o primeiro e mais grave dos embustes do nosso mundo actual. Mas não é o único. Estamos submersos na mentira, ao ponto de respirá-la sem quase darmos conta.
E o sinal desta mentira é a contradição.
(...)
Mentira e contradição, tal é o primeiro sintoma da presença de Satanás no mundo moderno.

Mons. Léon Cristiani in «Présence de Satan dans le monde moderne», 1959.

O ateísmo e a superstição


Há dois erros semelhantes e opostos em que podemos cair a respeito dos demónios. Um é não acreditar na sua existência. O outro é acreditar, e ter um interesse excessivo e doentio por eles. Os próprios demónios ficam igualmente agradados com ambos os erros, e saúdam o materialista ou o bruxo com a mesma satisfação.

C. S. Lewis in «The Screwtape Letters», 1942.

Revolução


Há na Revolução um mistério, um mistério de iniquidade que os revolucionários não podem compreender, pois somente a Fé, que eles não possuem, pode dar a chave.
Para compreender a Revolução, é preciso remontar até ao pai de toda revolta, que primeiro ousou dizer e ousa repetir até o final dos séculos: Non serviam, não servirei.
Satanás é o pai da Revolução. A Revolução é sua obra, começa no Céu e se perpetua pela humanidade a cada era. O pecado original, pelo qual Adão, nosso primeiro pai, igualmente se revoltou contra Deus, introduziu na Terra, não ainda a Revolução, mas o espírito de orgulho que é o seu princípio; e desde então o mal cresceu sem parar, até a aparição do Cristianismo, que o combateu e o fez recuar.
A Renascença pagã, depois Lutero e Calvino, Voltaire e Rousseau, despertou o poder maldito de Satanás, seu pai; e, favorecido pelos excessos do cesarismo, este poder recebeu, no início da Revolução Francesa, uma espécie de consagração, uma constituição que ela não tinha tido até então e que faz dizer com justiça que a Revolução nasceu em França em 1789. «A Revolução Francesa, dizia em 1793 o feroz Babeuf, não é senão a precursora de uma revolução bem maior, bem mais solene, e que será a última». Esta revolução suprema e universal, que já cobre o mundo, é a Revolução. Pela primeira vez, desde há seis mil anos, ela ousou designar-se perante o Céu e a Terra por seu nome verdadeiro e satânico: a Revolução, quer dizer: a grande revolta.
Ela tem por lema, como o demónio, a famosa frase: Non serviam. Ela é satânica na sua essência; e, ao derrubar todas as autoridades, tem por fim último a destruição total do Reino de Cristo sobre a Terra. A Revolução, não esqueçamos, é antes de tudo um mistério de ordem religiosa; é o anticristianismo. É isto que constatou, na sua encíclica de 8 de Dezembro de 1849, o Soberano Pontífice Pio IX: «A Revolução é inspirada pelo próprio Satã. A sua meta é destruir de alto-a-baixo o edifício do Cristianismo e de reconstruir sobre suas ruínas a ordem social do paganismo». Admoestação solene confirmada à risca pelos próprios fiéis da Revolução: «A nossa meta final, diz a instrução secreta da Alta Venda, é aquela de Voltaire e da Revolução Francesa, a aniquilação definitiva do Catolicismo e até mesmo da ideia cristã».

Mons. Louis-Gaston de Ségur in «La Révolution», 1861.