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Dois sistemas envenenados


Os dois sistemas falharam inchando de exageros, de petições de princípio, de preconceitos camuflados, e – vendo bem de perto – de erros em muitos detalhes. E no entanto, encarados no seu conjunto, estes sistemas têm o efeito irresistível das mudanças de clima. Quando lanço um olhar aos dezoitos volumes das obras completas de Freud, nas prateleiras da minha biblioteca, lembro-me, por vezes, do aviso de Rembrandt aos visitantes do seu atelier, convidando-os a olhar para as suas telas de longe. – «Não metam o nariz nos meus quadros, o cheiro da pintura envenenar-vos-ia».
Poder-se-ia perguntar em que momento esse cheiro a pintura fresca se transformaria em veneno – em que momento Marx se torna "marxista" e Freud "freudiano". Seria satisfatório desculpar o mestre e atribuir todas as culpas aos alunos. Marx não teria provavelmente aprovado os métodos de Estaline e Freud ter-se-ia dificilmente responsabilizado pelos pesadelos iluminados de uma Mélanie Klein. Mas as sementes de tudo isto estavam já presentes no próprio mestre, na sua tendência fatal de saltar do pressentimento e da hipótese para a asserção dogmática, de brincar com os símbolos como um malabarista, de propagar uma mitologia pessoal na qual mistura o Museu Grévin e o Panteão Grego.

Arthur Koestler in prefácio a «La Scolastique Freudienne» de Pierre Debray-Ritzen, 1972.

Da deformação ideológica da Realidade

Sé Catedral de Évora

Tal como o Darwinismo e o Marxismo, o Freudismo não tem significação cultural, mas apenas anti-cultural. Os três são produtos do lado negativo da crise civilizacional, do lado que destrói os antigos valores espirituais, sociais, éticos, filosóficos, e os substitui por um Materialismo bruto. (...)
Para o Darwinismo, uma catedral gótica é um produto da evolução mecânica, para Marx é uma tentativa da burguesia enganar o proletariado, para Freud é um pedaço de sexualidade frígida.

Francis Parker Yockey in «Imperium», 1948.

Liberdade de ensino e relativismo


Guardemos pois estas palavras do Papa [Leão XIII na encíclica Libertas]: o poder civil não pode dar nas escolas chamadas públicas o direito de ensinar Marx e Freud, ou o que é pior, dar licença de ensinar que todas as opiniões e doutrinas têm igual valor, que nenhuma pode reivindicar a verdade para si, que todas devem tolerar-se mutuamente; isto constitui a pior das corrupções do espírito: o relativismo.

Mons. Marcel Lefebvre in «Do Liberalismo à Apostasia: A Tragédia Conciliar».