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2 de Setembro: Rei Santo Estevão da Hungria


Descendente dos orgulhosos e terríveis invasores, conhecidos pelo nome de Hunos, Estevão foi escolhido por Deus para unir os seus súbditos a Cristo e ao Seu vigário. O nome de Estevão foi-lhe dado no baptismo, porque a sua mãe tivera uma visão do Mártir Santo Estevão, predizendo-lhe que havia de converter a Hungria, sendo o seu primeiro Rei, após a erecção do País em Reino pelo Papa. Casando-se com a irmã do imperador Santo Henrique, cercou-se, para governar o seu Reino, de homens de santidade e prudência comprovadas. Passava noites inteiras na contemplação das coisas do Céu, praticando as maiores austeridades, e, auxiliado pela Rainha, sua piedosa esposa, dava grandes esmolas às viúvas, aos órfãos e às igrejas. Com justa razão, a grandeza do seu zelo pela extensão da fé, mereceu-lhe o título de Rei Apostólico ou de Apóstolo da Hungria, recebendo da Santa Sé o privilégio, transmitido também aos seus sucessores, de fazer levar a cruz diante de si. Fez construir uma grande basílica em honra de Maria, instituindo-a Padroeira da Hungria. «Seu zelo em propagar e fortalecer a fé no País valeu-lhe a glória da realeza celeste» (Postcomm.). Morreu em 1038 no «dia da Grande Senhora», denominação que, em virtude de um édito do Santo Rei, os Húngaros dão à festa da Assunção.

Fonte: «Missal Quotidiano e Vesperal», 1940.


19 de Novembro: Santa Isabel da Hungria


Viera esta Princesa à igreja ouvir missa, grinalda de ouro na cabeça estrelada de diamantes, grande fausto, grande cortejo de criados e senhores. Ajoelha diante de um Crucifixo, levanta os olhos, vê uma coroa de espinhos, e em si uma de pedraria; vê um corpo nu e chagado, e o seu bem vestido e tratado; vê o Senhor do Céu cercado de dor, angústia e desamparo, e a si de honra, estimação e glória. Cai em terra com um desmaio, como morta. Todos se assustam; levam-na em braços para o palácio; torna a si; muda de vida e começa a ser o que depois foi Santa Isabel, a amantíssima da Cruz e sempre sequiosa de padecer.

Pe. Manuel Bernardes in «Sermões e Práticas», 1711.

A Hungria resiste!


Mais uma vez o governo de Viktor Orbán está de parabéns. Depois da aprovação da nova Constituição em 2012, a Hungria volta a dar provas de resistência ao secularismo mundial: A partir de 1 de Março de 2015 entrará em vigor a nova lei que proíbe a abertura do comércio aos Domingos. Uma óptima medida e que vai de encontro ao 3º Mandamento da Lei de Deus que obriga à santificação dos Domingos e festas de guarda.

Deus abençoe os húngaros!


A 1 de Janeiro do ano corrente, entrou em vigor a nova Constituição da Hungria que consagra a predominância da Fé e da Comunidade sobre o indivíduo, sublinhando o papel essencial da família e da religião católica na preservação da identidade húngara. O Preâmbulo começa por «Deus abençoe os húngaros» e nele desaparece a designação «República da Hungria» dando lugar a apenas «Hungria». A nova Carta passa também a excluir o aborto, protegendo a vida desde a concepção, e as relações homossexuais, defendendo o casamento e a instituição familiar. No Texto surge ainda a referência à colaboração de classes com vista ao Bem Comum e é reduzida a independência da Banca.
Porém, e apesar destas reformas terem sido realizadas com a aprovação da maioria parlamentar e por um governo democraticamente eleito, não tardou a que contra elas se insurgissem democratas da mais diversa natureza. Internamente, os partidos da oposição (liberais, socialistas e ecologistas) acusam o governo de «fascismo» e «autoritarismo» e promovem boicotes e manifestações de rua. Externamente, a UE e o FMI exigem que o executivo húngaro mude a Constituição, e as agências de rating colocam a Hungria no nível "lixo". Ou a Hungria revê a sua nova Constituição, ou então será a próxima vítima da Crise.