Mostrar mensagens com a etiqueta Nova Ordem Mundial. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Nova Ordem Mundial. Mostrar todas as mensagens

"Globalismo" confirmado por um dos seus corifeus


A 8 de Abril de 2011, o maçon, republicano e socialista António Almeida Santos, proferiu um discurso ao congresso do Partido Socialista, no qual afirmava, sob o nome de Globalização, o velho projecto maçónico da República Universal. Considero, pois, oportuno lembrar esse discurso de significado negativo, trazendo à luz aquilo que tem vindo a ser maquinado e implementado nas sombras. Passo a citar:

(...) Também não foi fácil, há duzentos anos, criar o Estado-Nação [= Constitucionalismo], e foi criado. E a União Europeia, exemplo de uma mais que tendencial Confederação do espaço continental europeu, está aí, criada sem bulha, por um método que pode voltar a ser tentado, agora a nível mundial. Se há quarenta anos me tivessem perguntado se a União Europeia de hoje era possível, eu teria dito que não. E foi, apesar de, à data, o espaço europeu vir de uma das mais cruentas guerras de sempre, e não ter, a pressionar a sua unificação, os problemas que o mundo, já globalizado por metade, hoje tem. Reconheçamos que o processo de globalização não é parcelável, nem em definitivo travável ou detenível.
Retiro esta minha esperança também do facto de, entretanto, o mundo ter entrado na fase final do seu processo de globalização. Era grande, desconhecido, dificilmente percorrível. Hoje é, a muitos títulos, um acanhado e devassado recinto. Contacta à velocidade da luz. E pode deslocar-se a velocidades superiores à do som. Imagens dele entram-nos todos os dias porta-a-dentro. É-nos familiar. Milhões de turistas diariamente o percorrem. Milhões de cidadãos diariamente contactam. Onde era o isolamento é hoje o convívio. As mais distintas identidades nacionais se fundem. O processo de globalização entrou na sua fase terminal sem recuo. Quem tentar travá-lo acabará trucidado por ele.
Soljenítsin disse no seu célebre discurso de Harvard: "quando formos milhões, já nada poderão fazer contra nós". Pois bem: já somos. Só falta que a 'lei da transformação da quantidade em qualidade' [erro comunista] faça o que lhe compete. E o que lhe compete é obrigar o modelo económico neoliberal a levantar o pé do travão, e aceitar que à globalização económica, se adicione a globalização política, e por extensão, social, fiscal e militar.
Gostava de morrer com o mundo globalizado por inteiro, e com a família humana universalizada por comuns culturas, sentimentos e afectos. Foi esse o sonho de grandes líderes políticos e espirituais. A lógica que preside ao processo histórico está com o arredondamento da actual civilização. E perante esta evidência, a tentativa da salvaguarda de soluções divisionistas e parcelares, está condenada ao fracasso.

República universal: projecto maçónico


A Maçonaria (diz o Irmão Ragon, autor sagrado da seita, na sua obra Curso Filosófico) não é de país nenhum; não é francesa, escocesa ou americana, etc. É uma e universal: tem muitos centros de acção, mas só um centro de unidade e universalidade. Se ela perdesse esse carácter de unidade e universalidade, deixaria de existir.
Logo, todas as lojas maçónicas, assim como todas as repúblicas e monarquias liberais, por elas dirigidas, obedecem a esse centro comum de unidade, e têm a mesma essência, embora com diverso nome, segundo os fins desse centro.
Diz a Aliança Republicana Universal, organizada em Nova Iorque em 1857: O fim da associação é afirmar o direito de todos os países de mudarem os seus governos em republicanos, de se unirem entre si, para formarem uma solidariedade republicana.
Logo, o fim último que a Maçonaria tem em vista, é formar uma República universal em todo o mundo.
Que terrível futuro nos preparam os tais filantropos!
As palavras principais que o Grão-Mestre dirige à Perfeita-Mestra, quando ela é admitida a este grau, são estas: A principal das vossas obrigações será irritar o povo contra os Reis e os Padres: no botequim, no teatro, nos bailes, trabalhai com esta sacrossanta intenção. (Gautr. pág. 129).
O juramento dos membros da sociedade das Quatro Estações contém estas palavras: Em nome da República, juro ódio eterno a todos os Reis, etc. (Gautr. pág. 129).
Logo, a Maçonaria nem quer Reis, que lhe estorvem as suas maldades, nem Padres, que lhas descubram.
Vê-se, pois, que o fim da Maçonaria, por essência cosmopolita e universal, é estabelecer a todo o custo a República ou Anarquia em todo o mundo, e por consequência tolera a Monarquia constitucional, porque ela na essência é o mesmo que a República, e porque ambas produzem os mesmos efeitos.
Por isso conhece-se com clareza, que ambos estes sistemas foram inventados pela seita maçónica mui de propósito com o fim malévolo de roubar as Nações, e acabar com a Igreja Católica, e com os seus ministros.

Pe. Casimiro José Vieira in «Apontamentos para a História da Revolução do Minho em 1846 ou da Maria da Fonte», 1883.

O Plano Kaufman para a Alemanha


Um ano antes da dita Conferência de Wannsee, a 1 de Março de 1941, o judeu nova-iorquino Theodore N. Kaufman, publicou o livro «A Alemanha deve perecer!». Com um título bem explícito, o livro defende a tese de que a paz mundial só é possível com a extinção da Alemanha. E para esse efeito, Kaufman apresenta uma solução final (sic) de ocupação e fragmentação territorial da Alemanha, a par do extermínio ou erradicação do Povo Alemão através da esterilização forçada.
Embora criminoso, este plano foi bastante divulgado na imprensa norte-americana da época. Jornais como o The New York Times ou o New York Post, e revistas como a Time, não se coibiram de publicitar o diabólico plano de Theodore N. Kaufman. Em entrevista ao jornal The Canadian Jewish Chronicle o mesmo Kaufman declarou:
A operação é extremamente rápida, não levando mais de dez minutos para ser concluída... Tomando 20 mil cirurgiões como um número arbitrário e assumindo que cada um realizará no mínimo 25 operações diárias, não levaria mais de um mês, no máximo, para completar a sua esterilização.
Eu acredito que os Judeus têm uma missão na vida. Eles devem trabalhar para que as nações do mundo se reúnam numa vasta confederação. "Union Now" é o começo disso. Lentamente, mas com firmeza, o mundo irá desenvolver-se num paraíso. Teremos a paz perpétua. E os Judeus trabalharão afincadamente para criar essa confederação, porque eles são quem mais tem a ganhar. Mas como poderemos obter a paz mundial se a Alemanha existe? A única maneira de conseguir a paz eterna, é tornar o castigo de travar uma guerra mais horrível do que a própria guerra. Os seres humanos são condenados por homicídio, não são? Bem, a Alemanha começa todas as guerras de magnitude. Esterilizemos todos os Alemães e as guerras de dominação mundial chegarão ao fim!

A Rússia vista dos EUA


Moscovo é hoje um centro de tirania corrupta, censura, repressão autoritária, violência policial, propaganda, mentiras e desinformação governativa e de planeamento de crimes de guerra. É um centro mundial de ódio anti-feminista, anti-gay e anti-trans, bem como a pátria da teoria da grande substituição pela imigração. Ao apoiar a Ucrânia, estamo-nos a opor a essas visões fascistas e a apoiar os princípios fundamentais do pluralismo democrático.

Jamie Raskin, congressista dos EUA, comunicado de imprensa aos 25 de Outubro de 2022.

Hoje a maioria é maçónica sem o saber


Eis a confissão de um grão-mestre maçon:

A Franco-Maçonaria pode tornar-se uma vastíssima associação, sobretudo se ela se espiritualiza, divulgando os seus princípios, sem exigir aos que os aceitam que venham tomar parte nos mistérios das lojas. Os mações sem avental são muitas vezes os melhores. Por que não favorecer a sua autoformação?

Oswald Wirth in revista «Le Symbolisme», Outubro de 1912.

Nunca a humanidade viveu tão às cegas


Coimbra, 26 de Fevereiro de 1948 – Tanto jornal, tanta rádio, tanta agência de informações, e nunca a humanidade viveu tão às cegas. Cada hora que passa é um enigma camuflado por mil explicações. A 'verdade', agora, é uma espécie de sombra da mentira. E como qualquer de nós procura quase sempre apenas o concreto, cada coisa que toca deixa-lhe nas mãos o simples negativo da sua realidade.

Miguel Torga in «Diário», 1999 (póstumo).

A origem da União Europeia


No início de 1924, recebemos uma carta do Barão Louis Rothschild: um dos seus amigos, Max Warburg, de Hamburgo, havia lido o meu livro e queria conhecer-nos. Para minha grande surpresa, Warburg ofereceu-me espontaneamente sessenta mil marcos de ouro para promover o movimento [Pan-Europeu] durante os três primeiros anos.

Richard Coudenhove-Kalergi in «Ein Leben für Europa», 1966.

A República Universal


De facto, amadureceu nos desejos e nas expectativas de todos os revoltosos, o advento de uma certa república universal, a qual seria fundada sobre a igualdade absoluta dos homens e sobre a comunhão dos bens, e na qual não haveria distinção alguma de nacionalidade, nem se reconheceria a autoridade do pai sobre os filhos, nem do poder público sobre os cidadãos, nem de Deus sobre os homens reunidos em sociedade civil. Coisas que, se forem implementadas, dariam lugar a tremendas convulsões sociais, como aquela que agora está a devastar uma grande parte da Europa.

Papa Bento XV in motu proprio «Bonum Sane», 25 de Julho de 1920.

Quando a ONU apoiou o terrorismo contra Portugal


A insistência em menosprezar o princípio fundamental da não-intervenção nos assuntos internos dos Estados membros, mereceu tais reparos e causa tais apreensões aos que ainda depositam alguma confiança no futuro da Organização, que é de prever esta venha a alterar a sua conduta, no caso de desejar sobreviver.

O convite às autoridades portuguesas para cessarem imediatamente as medidas de repressão [ao terrorismo] é uma atitude, digamos, teatral do Conselho de Segurança [da ONU] e que ele não tem a menor esperança de ver atendida, tão gravemente ofende os deveres de um Estado soberano. Desde os meados de Março não acharam, nem o Conselho, nem a Assembleia, oportunidade para ordenar aos terroristas que cessassem os seus morticínios e depredações, e tantos dos seus membros o podiam ter feito com autoridade e eficácia. Mas quando intervém a autoridade cuja obrigação é garantir a vida, o trabalho e os bens de toda a população, essa obrigação, ou primeiro dever do Estado, não haverá de ser cumprido, porque é necessário que os terroristas continuem impunemente a sua missão de extermínio e de regresso à vida selvagem.

À consideração de que a situação em Angola é susceptível de se tornar uma ameaça para a paz e para a segurança internacionais, essa, sim, pode ter algum fundamento, mas só na medida em que alguns dos votantes [da ONU] se decidam a passar do auxílio político e financeiro que estão dando, para o auxílio directo com as suas próprias forças contra Portugal em Angola. Tudo começa a estar tão do avesso no mundo que os que agridem são beneméritos, os que se defendem são criminosos, e os Estados, cônscios dos seus deveres, que se limitam a assegurar a ordem nos seus territórios, são incriminados pelos mesmos que estão na base da desordem que aí lavra. Não. Não levemos ao trágico estes excessos: a Assembleia das Nações Unidas funciona como multidão que é, e portanto dentro daquelas leis psicológicas e daquele ambiente emocional a que estão sujeitas todas as multidões. Nestes termos é-me difícil prever se o seu comportamento se modificará para bem ou não agravará ainda para pior. Se porém virmos este sinal no céu de Nova lorque, é meu convencimento que estão para breve catástrofes e o total descalabro da Instituição.

António de Oliveira Salazar in discurso «O Ultramar Português e a ONU», 30 de Junho de 1961.

Do Império Americano


A supremacia americana produziu assim uma nova ordem internacional, que não apenas replica, mas institucionaliza no exterior muitas das características do próprio sistema americano. As suas características básicas incluem:
– Um sistema de segurança colectiva, incluindo o comando e forças integradas (NATO, Tratado de Cooperação e Segurança EUA-Japão, e assim por diante);
– Cooperação económica regional (APEC, NAFTA) e instituições especializadas na cooperação global (Banco Mundial, FMI, OMC);
– Procedimentos que enfatizam a tomada de decisão consensual, ainda que dominada pelos Estados Unidos;
– Uma preferência pela adesão democrática nas alianças-chave;
– Uma estrutura constitucional e judicial global rudimentar (desde o Tribunal Internacional até a um tribunal especial para julgar crimes de guerra na Bósnia).

Zbigniew Brzezinski in «The Grand Chessboard», 1997.

Entendendo a guerra na Ucrânia



Segundo a doutrina dominante no Ocidente, a crise na Ucrânia deve ser atribuída quase exclusivamente à agressão Russa. Diz o argumento que o Presidente Russo, Vladimir Putin, anexou a Crimeia pelo imenso desejo em ressuscitar o Império Soviético, e que ele eventualmente pode ir atrás do resto da Ucrânia, bem como dos outros países da Europa Oriental. Nesta visão, a deposição do Presidente Ucraniano, Viktor Yanukovych, em Fevereiro de 2014, foi apenas um pretexto para Putin ordenar que as forças Russas ocupassem parte da Ucrânia.

Mas esta narrativa está errada: os Estados Unidos e os aliados Europeus partilham da maior parte da responsabilidade na crise. A raiz do problema é o alargamento da NATO, o elemento central de uma estratégia maior para tirar a Ucrânia da influência Russa e integrá-la no Ocidente. Ao mesmo tempo, a expansão da UE para Leste e o apoio do Ocidente ao movimento pró-democracia na Ucrânia – que começou com a Revolução Laranja em 2004 – também foram elementos críticos. Desde meados da década de 1990 que os líderes Russos se opuseram veementemente ao alargamento da NATO, e, nos últimos anos, eles deixaram claro que não ficariam quietos enquanto o seu vizinho estrategicamente mais importante se transformasse num bastião Ocidental. Para Putin, a deposição ilegal do Presidente Ucraniano democraticamente eleito e pró-Russo – que ele correctamente rotulou de "golpe" – foi a gota de água. Ele respondeu conquistando a Crimeia, uma península que ele temia vir a albergar uma base naval da NATO, e trabalhando para desestabilizar a Ucrânia até que esta abandonasse os seus esforços para se juntar ao Ocidente.

A reacção de Putin não deveria ter sido uma surpresa. Afinal, o Ocidente estava a mover-se para o espaço da Rússia e a ameaçar os seus principais interesses estratégicos, um ponto que Putin frisou enfática e repetidamente. As elites dos Estados Unidos e da Europa foram apanhadas de surpresa pelos eventos, apenas porque têm uma visão deturpada da política internacional. Eles tendem a acreditar que a lógica do realismo tem pouca importância no século XXI, e que a Europa pode ser mantida inteira e livre com base em princípios liberais, como o Estado de Direito, a interdependência económica e a Democracia.

Mas este grande plano correu mal na Ucrânia. A crise mostra que a realpolitik contínua relevante – e que os Estados que a ignoram, fazem-no por sua conta e risco. Os líderes dos EUA e da Europa erraram ao tentarem transformar a Ucrânia num reduto Ocidental junto à fronteira Russa. Agora que as consequências foram expostas, seria um erro ainda maior continuar essa política disparatada.

(...)

O pacote triplo de políticas do Ocidente – alargamento da NATO, expansão da UE e promoção da Democracia – acrescentou combustível a um fogo que esperava ser ateado. A faísca veio em Novembro de 2013, quando Yanukovych rejeitou um grande acordo económico, que estava a negociar com a UE, e decidiu aceitar uma contraproposta Russa de 15 biliões de dólares. Essa decisão deu origem a manifestações antigovernamentais que se intensificaram nos três meses seguintes, e que, em meados de Fevereiro, levaram à morte de uns cem manifestantes. Emissários ocidentais voaram à pressa para Kiev para resolver a crise. Em 21 de Fevereiro, o governo e a oposição fecharam um acordo que permitiu a Yanukovych permanecer no poder até que novas eleições fossem realizadas. Mas o acordo imediatamente se desfez e Yanukovych fugiu para a Rússia no dia seguinte. O novo governo em Kiev era pró-Ocidental e anti-Russo em essência, e tinha quatro membros de alto escalão que podiam ser legitimamente rotulados de neofascistas.

Embora a extensão total do envolvimento dos EUA ainda não tenha sido revelada, está claro que Washington apoiou o golpe. Victoria Nuland e o senador republicano John McCain participaram em manifestações antigovernamentais, e Geoffrey Pyatt, o embaixador dos EUA na Ucrânia, proclamou, após a queda de Yanukovych, que era «um dia para ficar nos livros de História». Como revelou uma escuta telefónica, Nuland havia defendido a mudança de regime e queria que o político Ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, se tornasse primeiro-ministro no novo governo, algo que veio a acontecer. Não é de admirar que os Russos de todas as convicções pensem que o Ocidente desempenhou um papel na queda de Yanukovych.

Para Putin, chegou a hora de agir contra a Ucrânia e o Ocidente. Pouco depois de 22 de Fevereiro, ele ordenou que as forças Russas tomassem a Crimeia, e, logo depois, incorporou-a na Rússia. A tarefa mostrou-se relativamente fácil, graças aos milhares de tropas Russos estacionados numa base naval do porto de Sebastopol, na Crimeia. A Crimeia também foi um alvo fácil, uma vez que os Russos étnicos compõem cerca de 60% da sua população. A maioria deles queria abandonar a Ucrânia.

Em seguida, Putin pôs imensa pressão no novo governo de Kiev para desencorajá-lo a aliar-se ao Ocidente contra Moscovo, deixando claro que destruiria a Ucrânia como Estado funcional, antes de permitir que esta se tornasse num reduto Ocidental às portas da Rússia. Para esse fim, ele forneceu conselheiros, armas e apoio diplomático aos separatistas Russos no leste Ucraniano, que por sua vez estão a empurrar o País para a guerra civil. Ele reuniu um enorme exército na fronteira Ucraniana, ameaçando invadi-la se o governo reprimir os rebeldes. E também aumentou drasticamente o preço do gás natural, que a Rússia vende à Ucrânia, e exigiu o pagamento de exportações anteriores. Putin está a jogar duro.

As acções de Putin deviam ser fáceis de compreender. Uma enorme extensão de terra plana, que a França napoleónica, a Alemanha imperial e a Alemanha nazi cruzaram para atacar a própria Rússia, a Ucrânia serve como um Estado-tampão de enorme importância estratégica para a Rússia. Nenhum líder Russo iria tolerar uma aliança militar, que até recentemente era inimiga mortal de Moscovo, mudar-se para a Ucrânia. Nem nenhum líder Russo ficaria de braços cruzados, enquanto o Ocidente ajudava a instalar ali um governo empenhado em integrar a Ucrânia no Ocidente.

Washington pode não gostar da posição de Moscovo, mas deve entender a lógica por trás dela. Isto é Geopolítica básica: as grandes potências são sempre sensíveis a eventuais ameaças próximas ao seu território de origem. Afinal, os Estados Unidos não toleram que grandes potências distantes enviem forças militares para qualquer parte do Hemisfério Ocidental, muito menos nas suas fronteiras. Imagine a indignação em Washington, se a China edificasse uma impressionante aliança militar e tentasse incluir nela o Canadá e o México. Lógica à parte, os líderes Russos disseram a seus pares Ocidentais, em várias ocasiões, que consideram inaceitável a expansão da NATO na Geórgia e na Ucrânia, juntamente com qualquer esforço para colocar esses países contra a Rússia – uma mensagem que a guerra Russo-Georgiana de 2008 também deixou clara.

(...)

Mas a maioria dos realistas opôs-se à expansão, acreditando que uma grande potência em declínio, com uma população envelhecida e uma economia unidimensional, não precisava de facto ser contida. E eles temiam que o alargamento só desse a Moscovo um incentivo para causar problemas no Leste Europeu. O diplomata Americano, George Kennan, articulou esta perspectiva numa entrevista em 1998, logo após o Senado Americano ter aprovado a primeira ronda de expansão da NATO. «Acho que os Russos reagirão gradualmente de forma bastante adversa e isso afectará as suas políticas», disse ele. «Acho que é um erro crasso. Não havia nenhuma razão para isto. Ninguém estava a ameaçar ninguém».

A maioria dos liberais, por outro lado, era a favor do alargamento, incluindo muitos membros-chave da administração Clinton. Eles acreditavam que o fim da Guerra Fria havia transformado substancialmente a política internacional e que uma nova ordem, pós-nacional, havia substituído a lógica realista que costumava governar a Europa. Os Estados Unidos não eram apenas a «nação indispensável», como disse a Secretária de Estado Madeleine Albright; era também uma potência hegemónica benigna, e, portanto, improvável de ser vista como uma ameaça em Moscovo. O objectivo, em essência, era fazer com que todo o Continente se parecesse com a Europa Ocidental.

E assim os Estados Unidos e os seus aliados procuraram promover a Democracia nos países da Europa Oriental, aumentar a interdependência económica entre eles e incorporá-los nas instituições internacionais. Tendo vencido o debate nos Estados Unidos, os liberais tiveram pouca dificuldade em convencer os aliados Europeus a apoiar o alargamento da NATO. Afinal, dadas as conquistas anteriores da UE, os Europeus estavam ainda mais apegados do que os Americanos à ideia de que a geopolítica não mais importava e que uma ordem liberal abrangente poderia manter a paz na Europa.

(...)

Em essência, os dois lados têm operado segundo diferentes perspectivas: Putin e os seus compatriotas têm pensado e agido de acordo com ditames realistas, enquanto os pares Ocidentais têm aderido a ideias liberais sobre a política internacional. O resultado é que os Estados Unidos e os seus aliados provocaram, sem o saber, uma grande crise na Ucrânia.

(...)

Contudo, há uma solução para a crise na Ucrânia – embora exige que o Ocidente pense no País de uma maneira essencialmente diferente. Os Estados Unidos e os seus aliados devem abandonar o plano de ocidentalizar a Ucrânia e, em vez disso, tentar torná-la num espaço neutro entre a NATO e a Rússia, semelhante à posição da Áustria durante a Guerra Fria. Os líderes Ocidentais devem reconhecer que a Ucrânia é tão importante para Putin, que eles não podem promover lá um regime anti-Russo. Isso não significa que um futuro governo Ucraniano teria que ser pró-Rússia ou anti-NATO. Pelo contrário, o objectivo deve ser uma Ucrânia soberana que não caia nem para o lado Russo, nem para o lado Ocidental.

Para atingir esse objectivo, os Estados Unidos e os seus aliados devem descartar publicamente a expansão da NATO na Geórgia e na Ucrânia. O Ocidente deve também ajudar a elaborar um plano de resgate económico da Ucrânia financiado conjuntamente pela UE, o FMI, a Rússia e os Estados Unidos – uma proposta que Moscou deve acolher, dado o seu interesse em ter uma Ucrânia próspera e estável no seu flanco ocidental. E o Ocidente deve limitar consideravelmente os seus esforços de engenharia social dentro da Ucrânia. É hora de acabar com o apoio ocidental a outra Revolução Laranja. No entanto, os líderes dos EUA e da Europa devem incentivar a Ucrânia a respeitar os direitos das minorias, especialmente os direitos linguísticos dos russófonos.

(...)

Os Estados Unidos e os seus aliados Europeus enfrentam agora um dilema sobre a Ucrânia. Eles podem continuar a sua actual política, que exacerbará as hostilidades com a Rússia e devastará a Ucrânia no processo – um cenário em que todos sairiam a perder. Ou podem mudar de rumo e trabalhar para criar uma Ucrânia próspera, mas neutra, que não ameace a Rússia e permita que o Ocidente repare as suas relações com Moscovo. Com esta abordagem, todos os lados sairiam vencedores.

John Mearsheimer in revista «Foreign Affairs», Setembro-Outubro de 2014.

Pior do que ver maçons em todo o lado...


Mais grave erro do que «ver franco-mações em toda a parte», é não os ver em parte nenhuma. Se a acção oculta da Maçonaria não explica toda a História, desde há quase dois séculos, todavia não é desde então explicável a História, sem o prévio conhecimento da Maçonaria e da sua actividade oculta.

Jacques Ploncard d'Assac in prefácio a «Três Estudos Políticos», 1956.

Relembrar a falsa pandemia de Gripe A


«A pandemia de Gripe A nunca existiu». Esta é a conclusão do relatório aprovado ontem pela assembleia parlamentar do Conselho da Europa, que acusa a Organização Mundial de Saúde (OMS) de ter «sobrestimado o vírus H1N1».
A investigação, chefiada pelo deputado britânico Paul Flynn, denuncia o «desperdício de fundos públicos na compra de vacinas» e as «ligações entre os peritos da OMS e os laboratórios farmacêuticos».
Um relatório publicado também ontem pelo British Medical Journal revela que as recomendações da OMS teriam sido redigidas por peritos, contratados como consultores por vários laboratórios farmacêuticos.
A OMS enfrenta assim uma nova vaga de críticas, um dia depois de ter decidido prolongar até Julho o nível máximo de alerta de pandemia, em vigor desde Julho de 2009.
Em um ano, a Gripe A provocou mais de 18 mil mortos, um número distante das previsões iniciais, quando a gripe sazonal provoca anualmente mais de 500 mil mortes.


Mais informações, aqui.

O moderno totalitarismo


Não há nenhuma razão, bem vistas as coisas, para que os novos totalitarismos se assemelhem aos antigos. O governo por meio de bastões e pelotões de fuzilamento, de fomes artificiais, de prisões e deportações em massa, não é apenas desumano (ninguém se importa muito com isso hoje em dia) é comprovadamente ineficiente, e na era da tecnologia avançada, a ineficiência é pecado contra o Espírito Santo. Um Estado totalitário realmente eficiente será aquele em que o todo-poderoso executivo dos chefes políticos e o seu exército de directores controlarão uma população de novos escravos que não necessitam ser coagidos, pois terão amor à sua servidão. Fazer que eles a amem, tal será a tarefa, atribuída nos modernos Estados totalitários aos ministérios de propaganda, aos editores dos jornais e aos mestres-escola.

Aldous Huxley in prefácio a «Admirável Mundo Novo», 1946.

Da religião de Mamom


O Capital não conhece pátrias, nem fronteiras, nem cores, nem raças, nem idades, nem sexos; ele é o Deus internacional, o Deus universal, ele curvará todos os filhos dos homens sob a sua lei! Apaguemos as religiões do passado; esqueçamos os nossos ódios nacionais e as nossas querelas religiosas, unamo-nos de alma e coração para formular os dogmas da nova fé, da Religião do Capital.

Paul Lafargue in «La Religion du Capital», 1887.

Capitalistas e comunistas pela abolição de fronteiras


A este respeito, não podemos deixar de ficar impressionados pela forma como as redes de "ilegais" da extrema-esquerda, que acreditam encontrar nos imigrantes um proletariado de substituição, servem os interesses do patronato. Redes mafiosas, traficantes de pessoas e de mercadorias, grandes empresários, activistas "humanitários", empregadores de mão-de-obra barata: todos são adeptos da abolição de fronteiras pelo comércio-livre mundial. Olivier Besançenot [comunista] e Laurence Parisot [capitalista], o mesmo combate!
(...)
Quem critica o capitalismo e aprova a imigração, da qual a classe trabalhadora é a primeira vítima, faria melhor que se calasse. Quem critica a imigração e permanece mudo sobre o capitalismo, deveria fazer o mesmo.

Alain de Benoist in revista «Éléments», nº 139, Abril-Junho de 2011.

Do moderno farisaísmo


São sinais de farisaísmo, mais do que claros hoje em dia:
– A hipertrofia da "disciplina";
– Os meios convertidos em fins;
– A sinuosidade e a dissimulação no obrar;
– A rigidez implacável;
– A chantagem por meio de coisas sagradas;
– A ignorância completa da pessoa humana;
– A falta de misericórdia e de justiça, substituídas por "mandatos humanos" mortos e metálicos.

Pe. Juan Carlos Ceriani in «Sermão do 16º Domingo depois de Pentecostes», 20 de Setembro de 2020.

As falsas oposições e a manutenção do Sistema


Curiosamente, Marxismo, Comunismo, e o seu derivado, o Socialismo, quando analisados anos mais tarde, na prática, não são nada mais do que capitalismo de estado e governo por uma minoria privilegiada, exercendo controlo total e despótico sobre uma maioria que fica virtualmente sem propriedade ou direitos legais. Isto explica porque os Rothschild estavam tão interessados em subsidiar estas ideologias, as quais poderiam evoluir para "democracia", um sistema de dois partidos, no qual ambos são controlados pela mesma força, e embora possam lutar sobre matérias insignificantes, de modo a dar a impressão de se oporem um ao outro, na realidade eles seguem a mesma ideologia base. É por isso que os habitantes das democracias cedo descobrem que não importa em quem votem, nada vai mudar.

Andrew Carrington Hitchcock in «The Synagogue of Satan», 2007.

Um Novo Homem para uma Nova Ordem Mundial


Para o sistema dominante, o homem é concebido como uma matéria-prima (dito "recurso humano"). Ele deve, antes de tudo, ser permutável para as necessidades da oligarquia mercantil. Deve portanto ter quatro características negativas:

– Não ter raízes (nem raça, nem nação, nem religião);
– Não ter um ideal: deve ser um consumidor e um produtor materialista e relativista, disposto a engolir todos os produtos lançados no mercado (incluindo os produtos bancários permitindo endividá-lo e, portanto, submetê-lo melhor);
– Não ter religião para além da do seu próprio ego, para ser mais facilmente isolado e, portanto, manipulável;
– Não ter personalidade a fim de se fundir na massa (deve por isso ser educado de forma puramente técnica e utilitária, sem cultura que lhe permita situar-se como homem livre do sistema dominante).

Jean-Yves Le Gallou, comunicado «Les convergences paradoxales de l'extrême gauche et de la superclasse mondiale», 18 de Outubro de 2009.

Harry Truman


33º presidente americano e maçon grau 33, Harry Truman foi o maior responsável moral e político pelo lançamento das bombas atómicas sobre Hiroxima e Nagasaki, a 6 e a 9 de Agosto de 1945, respectivamente, reduzindo a pó aquelas que, tradicionalmente, são as duas cidades mais católicas do Japão, em grande parte devido à influência portuguesa.
Co-fundador da O.N.U. (1945) e impulsionador da criação dos Estados Unidos da Europa, também se deve a Harry Truman a execução do Plano Marshall (1948) e a fundação da N.A.T.O. (1949), que deixaram a Europa Ocidental em grande dependência económica, militar e política dos E.U.A.
Inimigo público da Igreja Católica e apoiante do Sionismo, Harry Truman também contribuiu activamente para a implementação do moderno Estado de Israel (1948).
Trata-se, pois, de um precursor do Anti-Cristo e uma figura-chave no estabelecimento de uma nova ordem mundial, nascida em 1945.