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Pio XII sobre a gesta portuguesa


A fé católica, como foi em certo modo a linfa vital, que alimentou a Nação portuguesa desde o berço, assim foi, se não a única, certamente a principal fonte de energia, que elevou a vossa Pátria ao apogeu da sua glória de nação civil e nação missionária, «dilatando a fé e o império». Refere-o a história e os factos o atestam.

Efectivamente, quando os filhos de D. João I lhe pediram, que autorizasse a primeira expedição ultramarina, que havia de levar à libertação de Ceuta, o grande e piedoso monarca, antes de mais nada, quis saber deles, se a empresa seria ou não útil ao serviço de Deus. Como esta, todas as empresas seguintes tiveram igualmente por fim principal a propagação da fé, daquela fé que animara «a Cruzada do Ocidente» e as Ordens militares na épica luta contra o domínio dos Mouros.

Nas caravelas que, arvorando o níveo pendão rubricado com a cruz de Cristo, levavam os intrépidos descobridores lusíadas às praias ocidentais da África e das Ilhas adjacentes, navegavam também os Missionários, «para atraírem as nações bárbaras ao jugo de Cristo», como se exprimia o grande pioneiro da expansão colonial e missionária portuguesa, o Infante D. Henrique, o Navegador.

O príncipe dos descobridores portugueses, Vasco da Gama, quando levantava âncoras para iniciar a sua venturosa viagem das Índias, levava consigo dois Padres Trinitários, um dos quais, depois de ter pregado o evangelho com zelo apostólico aos povos da Índia, havia de coroar o seu laborioso apostolado com o martírio. O sangue deste e doutros heróicos Missionários portugueses foi naquelas remotas paragens, como sempre e em toda a parte o sangue dos mártires, semente de cristãos; e os seus luminosos exemplos foram para todo o mundo católico, mas em primeiro lugar para seus generosos compatriotas chamamento e estímulo ao apostolado missionário.

Viu-se então, – precisamente quando urna série de funestos acontecimentos arrancava grande parte da Europa do grémio da Igreja, que com tanta sabedoria e carinho materno a tinha educado, – viu-se Portugal com a nação irmã, a Espanha, abrir à mística Esposa de Cristo imensas regiões desconhecidas, e trazer ao seu regaço materno, em compensação dos miseramente perdidos, filhos inumeráveis nos vastos continentes da África, Ásia e América. Dioceses e paróquias, seminários e conventos, hospitais e orfanotrófios surgiram e se multiplicaram naquelas terras, a demonstração da perene vitalidade da Igreja católica, pela qual o divino Fundador incessantemente intercede, e na qual o Espírito Paráclito opera incessantemente, mesmo nas horas mais trágicas.

Mas donde veio «que vós, por muito poucos que sejais, muito façais na santa cristandade»? Donde veio a Portugal a força para abraçar no seu domínio tantas plagas da África e da Ásia, e estendê-lo ainda às terras longínquas da América? Donde, se não daquela ardente fé do Povo Lusitano, cantada pelo seu maior poeta, e da sabedoria cristã dos seus governantes, que fizeram de Portugal um dócil e precioso instrumento nas mãos da Providência, para a realização de obras tão grandiosas e benéficas?

De facto, em quanto os Albuquerques, os Castros e outros varões igualmente assinalados, conscientes da própria responsabilidade, governam com rectidão e prudência as diversas colónias portuguesas, e prestam auxílio e protecção aos zelosos pregoeiros da fé, que grandes monarcas, como D. João III, se empenham em mandar aqueles países, então Portugal impõe-se à admiração do mundo inteiro pela potência do seu império e por sua gigantesca obra civilizadora.

Papa Pio XII in encíclica «Saeculo exeunte octavo», 13 de Junho de 1940.

Do apostolado missionário português


Afinal, quando os filhos do Rei D. João I lhe pediram autorização para a primeira expedição ultramarina, que implicou depois na libertação de Ceuta, o grande e piedoso monarca, antes de qualquer outra coisa, quis saber se a iniciativa seria útil para o serviço de Deus. A semelhança de todas as outras iniciativas que se seguiram, também esta teve como escopo principal a propagação da Fé, aquela mesma Fé que teria animado a cruzada do ocidente e as ordens de cavalaria na épica luta contra o domínio dos mouros.
Nas caravelas que, ostentando o branco pendão assinalado pela cruz de Cristo, deslocavam os intrépidos descobridores portugueses nas costas ocidentais da África e das ilhas adjacentes, navegavam também os missionários, "para atrair as nações bárbaras ao jugo de Cristo", como se exprimia o grande pioneiro da expansão colonial e missionária portuguesa, o Infante D. Henrique, o navegador.
O príncipe dos exploradores portugueses, Vasco da Gama, quando levantou âncora para iniciar a sua aventurosa viagem à Índia, levou consigo dois padres trinitários, um dos quais, após ter pregado com zelo apostólico o evangelho às gentes da Índia, coroou o seu árduo apostolado com o martírio. O seu sangue, e aquele de outros heróicos missionários portugueses, foi naqueles lugares remotos, como sempre e em toda parte é o sangue dos mártires, semente de cristãos; o seu luminoso exemplo foi para todo o mundo católico, mas antes de tudo para os seus generosos compatriotas, uma chamada e um estímulo ao apostolado missionário.

Papa Pio XII in encíclica «Saeculo Exeunte Octavo», 13 de Junho de 1940.

O erro do Historicismo


Existe igualmente um falso historicismo, que se atém somente aos acontecimentos da vida humana, e, tanto no campo da filosofia como no dos dogmas cristãos, destrói os fundamentos de toda a verdade e lei absoluta.

Papa Pio XII in encíclica «Humani Generis», 12 de Agosto de 1950.

Um milagre chamado Portugal


Como é possível que vós, embora sendo poucos, tenham feito tanto na santa cristandade? Onde Portugal encontrou forças para acolher tantos territórios da África e da Ásia sob o seu domínio, e estendê-lo até às mais distantes terras americanas? Onde, senão naquela ardente fé do povo português, cantada pelo seu maior poeta, e na sabedoria cristã dos seus governantes, que fizeram de Portugal um dócil e precioso instrumento nas mãos da Providência, para a realização de obras tão grandiosas e benéficas?

Papa Pio XII in encíclica «Saeculo Exeunte Octavo», 13 de Junho de 1940.

São José, Padroeiro da Santa Igreja


As razões que teve a Igreja, diz Leão XIII, para proclamar São José seu especial Patrono, e confiar tanto na valiosa protecção do grande Santo, não são outras senão as dos Títulos singulares que ele possuiu de Esposo de Maria e Pai adoptivo de Jesus Cristo (Quamquam pluries).
A José do Egipto, diz o Faraó, proclamando-o Vice-Rei: «Governarás a minha casa e ao império, da tua voz todo o meu povo te obedecerá» (Génesis, XLI, 40). «Ide a José e fazei o que vos disser».
O Rei dos Céus não deu menor poder ao novo José, Esposo de Maria.
Ite ad Ioseph é o que nos repete a Igreja, dando-nos como patrono São José.
Em 1869, setecentos e setenta e sete bispos, seis mil sacerdotes, por ocasião do Concílio Vaticano, pedem ao Santo Padre Pio IX, a aclamação solene e oficial do Patrocínio de São José sobre a Igreja Universal.
A 8 de Dezembro de 1870 a súplica é ouvida. O Pontífice da Imaculada Conceição e da Infalibilidade Pontifícia declara solenemente São José Patrono da Igreja Universal.

Pe. Ascânio Brandão in «Glória e poder de São José», 1945.

§

Outrora, no dia de hoje, quarta-feira depois do Domingo de Pascoela, a Igreja inteira celebrava a festa do Patrocínio de São José. No entanto, esta importante solenidade foi suprimida do calendário litúrgico pelo Papa Pio XII, que a substituiu pela festa de São José Operário, a 1 de Maio de 1955.
Neste ano de 2020 cumprem-se cento e cinquenta anos sobre a solene proclamação do Papa Pio IX. Reavivemos, pois, a tão católica devoção do Patrocínio de São José.

São José, protector da Santa Igreja, rogai por nós!

No aniversário do Tratado de Latrão


A obra de Mussolini em todos os domínios da vida colectiva italiana é vastíssima e profunda.
Dir-se-ia que Mussolini, empunhando arado gigantesco, lavrara de lés-a-lés a Campina romana, abrindo sulcos fundos como abismos, e largos como oceanos.
Não sei se erro. Mas penso que maior que a conquista da Etiópia e a secagem dos pântanos; maior do que os Códigos e a legislação dos trabalhadores; maior do que as reformas universitárias e as escavações – maior do que tudo o que deslumbra e fascina os olhos das massas, ou que contenta e satisfaz os corpos das turbas, maior do que tudo isso é a resolução da Questão Romana, espinho cravado no coração da Igreja e no coração da Itália.
Qualquer que seja a opinião que se tenha sobre a forma dessa resolução, ninguém pode negar que foi uma resolução que veio ao encontro de todo o mundo católico.
Os Acordos de Latrão são a pedra mais fulgida de toda a sua obra de Duce da Itália.
Ainda que não tivesse feito mais nada, nos vinte e um anos da sua vida política, os Acordos de Latrão seriam motivo bastante para que o seu nome ficasse para sempre esculpido na história da Igreja e da Itália.
Pois, como hei-de dizê-lo?
Quem ouve os homens de hoje, os que sobreviveram à derrota da Europa e à vitória das Democracias; quem, amanhã, daqui a anos ou a séculos, ler os homens de hoje, terá que ao formar juízos candentes como brasas, ou concluir esta coisa estupenda: Mussolini nunca existiu! Figura mais do que lendária, mais do que mitológica, porque as personagens da Lenda e da Mitologia ainda são descritas nos contos da carochinha ou nos poemas heróicos ou líricos da velha antiguidade; Mussolini porém não deixa rasto, não se menciona, e enterra-se a mil braças de profundidade, e some-se sob Himalaias de silêncio.
Desgraçadamente não exagero. Os factos são os factos, e contra eles não há considerações que valham.
O chamado Dissídio Romano é fenómeno complexo, ligado ao problema da legitimidade ou não legitimidade da existência do Estado temporal dos Papas. Abriu-o a Revolução Francesa. Enchem-no dezenas de incidentes, até que em 1870, com a ocupação de Roma pelas tropas italianas de Victor Manuel, e em 13 de Maio de 1871, com a votação da Lei das garantias, o governo italiano considerou, por sua parte, arrumada, morta, a questão.
O Papado tomou posição contrária, a adoptou o regime do non possumus. Não que pretendesse voltar ao passado. Mas exigia uma solução bilateral, e não aceitava a imposição de um Diktat.
Passam os tempos. Ao non possumus sucede o non expedit. E a certa altura, em 23 de Maio de 1887, Leão XIII manifesta claramente o seu desejo de ver a questão romana resolvida com justiça e dignidade. Mas o governo italiano, pela voz de Crispi, declarava que não lhe interessava o que se pensava no Vaticano, porque a Itália só reconhecia um chefe – o Rei.
E os anos passaram. O non expedit foi revogado (1919).
Em 21 de Junho de 1921, em Montecitorio, uma voz, a do deputado nacionalista Rocco, diz que não lhe parece impossível um acordo entre a Itália e o Vaticano.
Mas era necessário que «a nação italiana se pusesse de pé, e fossem dispersos os resíduos demo-maçónicos, que a Maçonaria fosse quebrada, e as forças católicas restauradas», para que o acordo encontrasse o seu momento próprio. Era indispensável ainda mais uma coisa. Era indispensável, para me servir da expressão eloquente do Pontífice Pio XI, que existisse «um homem como aquele que a Providência» pôs diante de si, «um homem sem as preocupações da escola liberal», para ele, Pontífice, poder «restituir Deus à Itália, e a Itália a Deus» (Alocução de 13 de Fevereiro de 1929).
Mas antes disso, Mussolini preparara o ambiente: cedera a biblioteca do Palácio Chigi à Biblioteca Vaticana; restituíra o convento de Assis, restaurara o culto de dezenas de igrejas; fizera voltar muitos conventos ao poder das ordens religiosas; reconhecera títulos pontifícios; restabelecera o ensino católico nas escolas primárias; reimplantara o crucifixo nas escolas, nas repartições públicas e no Parlamento; instituíra capelães militares, e a assistência católica na Juventude e na Mocidade... Et j'en passe... E finalmente, promovera a reforma da legislação eclesiástica vigente, com a colaboração de três prelados romanos.
Em 14 de Maio de 1926, o Ministro da Justiça podia aludir a «bases mais largas» de uma futura conversa entre o Vaticano e a Itália. Nesse mesmo dia, o Vaticano telefonava a Monsenhor Pucci, jornalista, para lhe pedir que lhe dissesse o significado das palavras do Ministro. No dia seguinte, o esclarecimento era dado: tratava-se de resolver a questão romana. E logo o Cardeal Gasparri avisa Monsenhor Pucci de que se é assim, que Mussolini encarregue alguém, por meio de carta, de se entender com o Vaticano, e este verá o que é possível fazer-se.
Não estou a escrever a história do grande acontecimento. Direi apenas que em 24 de Novembro de 1926 se fixava um ante-projecto assinado pelo jurisconsulto Barone, representante de Mussolini, e pelo advogado Pacelli, representante do Cardeal Gasparri.
Correram, vagarosas, as negociações e no maior dos segredos. Mas em 11 de Fevereiro de 1929, entre as onze da manhã e o meio-dia, no Palácio de Latrão, o Cardeal Gasparri e Mussolini assinavam três convenções que punham termo à Questão Romana.
Como é possível tentar-se arrancar isto da História? Como é possível pretender-se apagar isto da História? Como é possível defraudar-se a Verdade?
Dez anos depois, foi a guerra que as Democracias provocaram, procurando cercar, para as abafar, a Alemanha hitleriana e a Itália mussolínica.
Ao fim de cinco anos de luta, em que nem a Alemanha nem a Itália deram tudo quanto podiam dar, porque cedo começaram a sofrer as consequências da traição dos generais, na Alemanha, e da traição da Corte, na Itália, ao fim de cinco anos de luta, as Democracias venceram, morrendo Hitler sob os escombros da Chancelaria do Reich, morrendo Mussolini às mãos de agentes das Democracias.
Quatro anos depois, celebra-se em Roma, e no Vaticano, o vigésimo aniversário dos Acordos de Latrão.
Na manhã de 11 de Fevereiro de 1949, é recebido, no Vaticano, pelo Sumo Pontífice Pio XII, em audiência, «in Udienza solenne», o sr. De Gasperi, Presidente do Conselho da República italiana – liberal, democrática, maçónica e comunizante, que inscreveu na sua Constituição, por benevolência requintada dos comunistas, os Acordos de Latrão que tinham posto termo ao dissídio católico-italiano.
O sr. De Gasperi fez-se acompanhar de grande comitiva; e grande foi o cortejo que se formou, e atravessou os salões do Vaticano, até à Biblioteca particular de Sua Santidade em que o Presidente do Conselho italiano foi introduzido. A conversa entre o Chefe da Igreja e o Chefe do Governo durou mais de cinquenta minutos. Terminado o colóquio cordial, a comitiva do político italiano foi apresentada ao Pontífice. Este falou, então. E as suas palavras estão no Osservatore Romano. Disse o Santo Padre que a visita do Chefe do Governo italiano significava «um riconoscimento e una promessa». Reconhecimento da «grande obra de paz e conciliação que um Papa de largas vistas e de grande coração realizara com firmeza e coragem».
Permito-me observar duas coisas:
1.º - A obra de paz e conciliação de que em 11 de Fevereiro de 1949 se festejou o vigésimo aniversário foi uma obra unilateral, individual, ou foi obra bilateral, colectiva, de colaboração?
2.º - No primeiro caso, como se compreende que Pio XI não tivesse posto em execução o seu projecto de 24 de Novembro de 1926?
Na já citada Alocução de 13 de Fevereiro de 1929, o Papa Pio XI, depois de ter lembrado que, para resolver o grande dissídio, era preciso um Papa alpinista, para não temer as vertigens, e um Papa bibliotecário, para se documentar, acrescentou que devia dizer que «fora nobremente secundado também pela outra parte». Esta outra parte que colaborara nobremente na resolução do dissídio era precisamente aquele homem despido dos preconceitos da escola liberal que o ajudara a restituir Deus à Itália e a Itália a Deus, e se chamou, em vida, e se chamará na eternidade da História, Benito Mussolini.
Como é que o Papa Pio XII celebra, e com toda a justiça, o nome de um dos autores dos Pactos de Latrão, e não tem sombra de palavra piedosa, humana e caritativa, para o outro, o que foi ignobilmente massacrado em Dongo por aqueles que levaram ao Poder Sua Excelência De Gasperi, Chefe do Governo italiano, que Sua Santidade recebeu em audiência solene?
Sempre quis acreditar que o Papa, mesmo em matéria política, saberia manter-se superior a paixões mesquinhas, a injustiças arrepiantes, a tentações que degradam. Temeu, porventura, Sua Santidade, ofender os ouvidos castamente democráticos do sr. De Gasperi, e do seu aliado, o camarada Togliatti, e do seu cúmplice, o conde Sforza, pronunciando o nome do mártir do Dongo, que a Providência enviara a Pio XI, para que Deus voltasse à Itália, e a Itália voltasse a Deus? Receou, acaso, o Augusto Pontífice, irritar o herói democrático que caçou Mussolini e o executou cobardemente, miseravelmente?
Nem uma palavra, nem um pensamento! Nada. Mussolini nunca existiu! Os Acordos de Latrão foram única e exclusivamente obra de Pio XI. Ele os concebeu, ele os redigiu, ele os emendou, ele os promulgou, ele os impôs à Itália e à Catolicidade. Ele é o Pontífice de largas vistas e de coração magnânimo. Mussolini? Nunca existiu!
Nesse mesmo dia, em Roma, «nella chiesa di S. Ivo ala Sapienza», houve Missa Solene celebrada por Sua Eminência o Cardeal Pizzardo, para festejar o vigésimo aniversário da Conciliação.
Ao Evangelho, Sua Eminência falou aos assistentes, para lhes dizer que a Conciliação «é um dos maiores actos do grande Pontífice Pio XI que quis dar à sua queridíssima Pátria italiana a Paz de Cristo no Reino de Cristo». Para a alcançar, era necessária grande clareza de vistas e uma força de vontade verdadeiramente extraordinária. Ele conduziria «pessoalmente» as negociações, assumindo-lhes todas as responsabilidades. Não há nos Acordos de Latrão «uma linha, uma expressão, que não tenham sido objecto do seu estudo pessoal, da sua meditação, e principalmente das suas orações». Por fim, pediu aos presentes uma «oração pelo grande Pontífice, pelo Cardeal Gasparri, pelo advogado Pacelli, seus fiéis colaboradores».
Mussolini? Nunca existiu! E por isso nem um Padre-Nosso e uma Ave-Maria pelo descanso da sua alma! Mas quando Roosevelt, maçon, filho da heresia luterana, cheio de preconceitos da escola liberal, morreu de morte natural, a Igreja deu-lhe as honras de exéquias solenes na Notre-Dame de Paris – contra as prescrições formais do Código Canónico! Para o pobre Mussolini, nem um Padre-Nosso, Ave-Maria! É que sua Eminência o Cardeal Pizzardo nunca deu por ele, ao estudar a Conciliação!
No próprio dia 11 desse Fevereiro, o Osservatore Romano publicava extenso artigo sobre o acontecimento. Exposição histórica, na sua quase totalidade. Mas ao aproximar-se do fim, fala nos Acordos. Lembra o Pontífice Pio XI e... Francesco Pacelli.
Mussolini? Nunca existiu!
Mas em 15 de Março de 1929, o Sacro Colégio, indo felicitar o Santo Padre pela assinatura dos Acordos de Latrão, louvando as suas disposições tão generosas e tão santas, enaltecera também as «disposições da Providência que servindo-se da alta sabedoria do eminente Chefe do Governo italiano e das nobres intenções do Augusto Soberano da Itália», permitiram esses Acordos.
E o Santo Padre, em resposta, confessava que as suas disposições tinham sido bem escolhidas «pelo Augusto Soberano da Itália e pelo seu Primeiro-Ministro».
Então, Mussolini existia; Mussolini era gabado; Mussolini era lisonjeado. Então, Mussolini existia!
No primeiro telegrama expedido do Vaticano, depois de instituído o novo Estado, em 7 de Junho de 1929, dirigido a Victor Manuel, Pio XI não se esquecera de dizer que na bênção que lhe enviava, e à Rainha, à Família Real, à Itália e ao Mundo, envolvia o seu «Real Plenipotenziario».
Então, Mussolini existia...
Agora...
Dir-se-ia que se adoptou como mot d'ordre sagrado, aquilo de Togliati, ao aprovar que se inserissem na Constituição da Itália os Acordos de Latrão, quando preconizava a substituição da «assinatura infamante do Fascismo que está no final daqueles Acordos, pela assinatura da República italiana».
Dir-se-ia que se pretende obedecer a esse mot d'ordre sinistro, – talvez por valer mais Togliatti vivo, com os seus energúmenos, demagogos e bandidos, do que Mussolini morto, com a sua grandeza, o seu génio e a sua obra!
Não repugnou ao Osservatore Romano que se pudesse seguir a directriz de Togliatti – e por isso escreveu que a Conciliação de 1929 não fora «obra de um regime político, mas de um governo italiano – reconhecido como os que o precederam».
Os governos que o precederam? Eram, na opinião de Pio XI, «os governos sectários, ou submetidos, ou enfeudados, aos inimigos da Igreja, mesmo quando pessoalmente não eram talvez seus inimigos» (Alocução de 11 de Fevereiro de 1929).
Dar-se-á o caso de que a ingratidão dos Papas seja maior do que a ingratidão dos Reis?
Pensava e dizia Crispi que «o maior homem de Estado da Itália seria aquele que resolvesse a Questão Romana».
Mussolini resolveu-a. E resolveu-a tão bem, que ninguém teve a coragem de tocar na sua solução; antes a enxertaram na Constituição da República.
Mas Togliatti propõe que se apague do instrumento diplomático em que essa solução está exarada, a «assinatura infamante» de Mussolini. E no Vaticano, faz-se-lhe a vontade; e, ao solenizar-se o vigésimo aniversário da resolução do grande dissídio, fala-se em toda a gente, mas condena-se ao mais profundo silêncio o nome de Mussolini.
É sacrilégio.
Estas minhas palavras, sendo de respeitoso protesto contra este silêncio, e de indignada revolta contra a injustiça e a falta de caridade, são também de enternecida homenagem ao grande e esclarecido espírito que, durante vinte anos, governou a Itália – «domando a anarquia; restabelecendo a ordem; fazendo respeitar a Monarquia; restaurando a Religião; desenvolvendo o poder militar, naval e aéreo; estimulando e amplificando a colonização; fomentando todas as actividades do País; transformando pântanos em cidades; descobrindo minas; indo ao encontro de todas as acções pessoais, de todas as obras intelectuais, morais, educativas; cuidando da Juventude», para me servir da síntese de um escritor francês, e, acrescento eu, merecendo o título justo de o maior homem de Estado da Itália, por ter resolvido a Questão Romana.

Alfredo Pimenta in prefácio a «Testamento Político de Mussolini», 1949.

13 de Junho: Santo António de Lisboa


Sto. António nasceu em Lisboa a 15 de Agosto de 1195. Cónego regular, depois franciscano, prégou por toda a parte, primeiro em Portugal, depois em Itália, numa linguagem toda alimentada da doutrina das Sagradas Escrituras. Pio XII, que elevou Sto. António à honra de doutor da Igreja, deu-lhe o título de doutor evangélico, de tal modo gostava de apoiar todas as suas afirmações em citações do Evangelho. Simultaneamente professor de teologia e prégador das grandes multidões, combateu a heresia com extremo vigor e com uma força de convicção excepcional.
Sto. António morreu em Pádua a 13 de Junho de 1231, com a idade de 35 anos, aureolado por uma reputação de grande santidade. Logo após a sua morte, inumeráveis milagres levaram os fiéis a invocá-lo como taumaturgo de uma incansável condescendência.

Fonte: «Missal Romano Quotidiano», 1963.

A quimera da Democracia


Pio XII, de saudosa memória, falou na Mensagem Natalícia, de 1944, transmitida por via radiofónica, sobre as qualidades que deveria ter a democracia para ser cristã. Eram tantos os requisitos exigidos pelo Pontífice que, tida por muitos a célebre Radiomensagem como uma apologia da democracia, na realidade bem mais parece ser a condenação total e definitiva desse regime, por nunca poder vir a ser cristão. Uma das exigências do Pontífice era a sujeição da democracia a uma lei superior, à lei de Deus. Caso contrário seria um regime «totalitário», na acepção condenável do termo.
Sujeitar-se a democracia a uma lei superior, transcendente, à lei de Deus... mas como se a democracia se sujeita a votos e os votos estão sujeitos à vontade soberana do cidadão?

Luís de Sena Esteves in revista «Política», Julho de 1972.

O amor cristão da pátria


Nem se deve recear que a consciência da fraternidade universal, fomentada pela doutrina cristã, e o sentimento que ela inspira, estejam em contraste com o amor às tradições e glórias da própria pátria, ou impeçam que se promovam a prosperidade e os interesses legítimos, porquanto essa mesma doutrina ensina que existe uma ordem estabelecida por Deus no exercício da caridade, segundo a qual se deve amar mais intensamente e auxiliar de preferência os que estão a nós unidos com vínculos especiais. E o divino Mestre deu também exemplo dessa preferência pela Sua pátria, chorando sobre as ruínas da Cidade Santa. Mas o legítimo e justo amor à própria pátria não deve excluir a universalidade da caridade cristã que faz considerar também aos outros e a sua prosperidade, na luz pacificadora do amor.

Papa Pio XII in encíclica «Summi Pontificatus», 1939.

Da Cristandade


Noutras épocas – não em si totalmente imunes de falhas e erros – uma fé religiosa penetrava e invadia o conjunto da sociedade, especialmente a vida familiar, sendo as paredes do lar adornadas com o crucifixo e imagens piedosas. A literatura e a arte da casa eram baseadas na Sagrada Escritura. As cidades, vilas, montanhas, nascentes, levavam os nomes dos santos, ao longo das vias na zona rural e em cruzamentos, o viajante contemplava a imagem de Cristo Crucificado e de Sua Mãe Santíssima. Parecia que tudo, o próprio ar, falava de Nosso Senhor, porque os homens viviam em contacto estreito com Deus, viviam conscientes da Sua presença universal e do Seu poder soberano. O sino da igreja acordava-os e convidava-os para o sacrifício divino; a oração do Angelus, três vezes ao dia, para as funções do sagrado; governava a rotina diária do trabalho, assim como o sacerdote assegurava que o trabalho fosse bem feito. Cada família de então possuía um Catecismo, uma História da Bíblia, muitas vezes, também, a vida dos santos para cada dia do ano. Mas quantas casas existem hoje, mais ou menos desordenadas com várias publicações, com romances e contos, mas com a falta daqueles livros! Quantos pais não estão, justamente, ansiosos por garantir que os seus filhos aprendam bem as regras de higiene, mas dificilmente prestam todos estes cuidados à sua educação religiosa!

Papa Pio XII, alocução às moças da Acção Católica, 6 de Outubro de 1940.

Nossa Senhora, Rainha de Portugal

Quis a Providência que a Virgem de Fátima fosse coroada no 300º aniversário da coroação da Imaculada Conceição.

O amor ardente e reconhecido vos trouxe: e vós quisestes dar-lhe uma expressão sensível condensando-o e simbolizando-o naquela coroa preciosa, fruto de tantas generosidades e tantos sacrifícios, com que, por mão do Nosso Cardeal Legado, acabamos de coroar a Imagem taumaturga.
Símbolo expressivo, que, se aos olhos da celeste Rainha atesta o vosso filial amor e gratidão, primeiro vos recorda a vós o amor imenso, expresso em benefícios sem conta, que a Virgem Mãe tem desparzido sobre a sua «Terra de S. Maria». Oito séculos de benefícios! Os cinco primeiros sob a signa de S. Maria de Alcobaça, de S. Maria da Vitória, de S. Maria de Belém, nas lutas épicas contra o Crescente pela constituição da nacionalidade, em todos os heroísmos aventurosos dos descobrimentos de novas ilhas e novos continentes, por onde vossos maiores andaram plantando, com as Quinas, a Cruz de Cristo. Estes três últimos séculos sob a especial protecção da Imaculada, a quem o Monarca restaurador com toda a Nação reunida em Cortes aclamou Padroeira de seus Reinos e Senhorios, consagrando-lhe a coroa, com especial tributo de vassalagem e com juramento de defender, até dar a vida, o privilégio de sua Conceição Imaculada: «esperando com grande confiança na infinita misericórdia de Nosso Senhor, que por meio desta Senhora, Padroeira e Protectora de nossos Reinos e Senhorios, de quem por honra nossa nos confessamos e reconhecemos vassalos e tributários, nos ampare e defenda de nossos inimigos, com grandes acrescentamentos destes Reinos, para a glória de Cristo nosso Deus e exaltação de nossa Santa Fé Católica Romana, conversão dos Gentios e redução dos Hereges» (Auto da aclamação de Nossa Senhora da Conceição como Padroeira de Portugal, 1646).
E a Virgem fidelíssima não confundiu a esperança que n'Ela se depositava. Basta reflectir nestes três últimos decénios, pelas crises atravessadas e pelos benefícios recebidos equivalentes a séculos; basta abrir os olhos e ver esta Cova da Iria transformada em fonte manancial de graças soberanas, de prodígios físicos e muito mais de milagres morais. Que a torrentes daqui se derramam sobre todo Portugal, e de lá, rompendo pelas fronteiras, se vão espraiando por toda a Igreja e por todo o mundo.
Como não agradecer? Ou antes, como agradecer condignamente? Há trezentos anos o Monarca da restauração, em sinal do amor e reconhecimento seu e do seu povo, depôs a coroa real aos pés da Imaculada, proclamada Rainha e Padroeira. Hoje vós todos, todo o povo da Terra de Santa Maria, com os Pastores de suas almas, com o seu Governo, às preces ardentes, aos sacrifícios generosos, às solenidades eucarísticas, às mil homenagens que vos ditou o amor filial e reconhecido, juntastes aquela preciosa coroa e com ela cingistes a fronte de Nossa Senhora da Fátima, aqui neste oásis bendito, impregnado de sobrenatural, onde mais sensível se experimenta o seu prodigioso patrocínio, onde todos sentis mais perto o seu Coração Imaculado a pulsar de imensa ternura e solicitude materna por vós e pelo mundo.
Coroa preciosa, símbolo expressivo de amor e gratidão!
(...)
É que a sua realeza é essencialmente materna, exclusivamente benéfica.
E não é precisamente essa realeza que vós tendes experimentado? Não são os infindos benefícios, os carinhos inumeráveis com que vos tem mimoseado o Coração materno da augusta Rainha, que vós hoje aqui proclamais e agradeceis? A mais tremenda guerra que nunca assolou o mundo, por quatro longos anos andou rondando as vossas fronteiras, mas não as ultrapassou, graças sobretudo a Nossa Senhora, que deste seu trono de misericórdia, como de sublime atalaia, colocada aqui no centro do país, velava por vós e por vossos governantes; nem permitiu que a guerra vos tocasse, senão o bastante para melhor avaliardes as inauditas calamidades de que a sua protecção vos preservava.
Vós coroai-la Rainha da paz e do mundo, para que o ajude a encontrar a paz e a ressurgir das suas ruínas.
E assim aquela coroa, símbolo de amor e gratidão pelo passado, de fé e de vassalagem no presente, torna-se ainda, para o futuro, coroa de lealdade e esperança.
Vós, coroando a imagem de Nossa Senhora, assinastes, com o atestado de fé na sua realeza, o de uma submissão à sua autoridade, de uma correspondência filial e constante ao seu amor. Fizestes mais ainda: alistastes-vos Cruzados para a conquista ou reconquista do seu Reino, que é o Reino de Deus. Quer dizer: obrigastes-vos a trabalhar para que Ela seja amada, venerada, servida à volta de vós, na família, na sociedade, no mundo.

Papa Pio XII in «Anúncio radiofónico aos fiéis portugueses por ocasião da solene celebração da coroação de Nossa Senhora de Fátima», 13 de Maio de 1946.

O erro do Historicismo


Não foram os Papas que cometeram um erro histórico, ou que estavam prisioneiros de circunstâncias históricas, mas são estes teólogos que estão imbuídos do preconceito historicista, apesar daquilo que possam dizer. Basta-nos ler as referências históricas que trazem Roger Aubert e John Courtney Murray sobre a liberdade religiosa, para comprovar que eles revêem sistematicamente os ensinamentos do Magistério dos Papas do século XIX, segundo um princípio que se pode expressar assim: "Todo o enunciado doutrinal é estritamente relativo ao seu contexto histórico, de tal modo que, mudado o contexto, a doutrina pode mudar".

Não será necessário dizer o quanto este relativismo e este evolucionismo doutrinal é contrário à estabilidade da Rocha de Pedro no meio das flutuações humanas, e o quão contrário é à Verdade imutável que é Nosso Senhor Jesus Cristo.

Estes teólogos, de facto, não são teólogos, nem bons historiadores, pois não têm qualquer noção da Verdade ou de uma doutrina permanente da Igreja, principalmente em matéria social e política; extraviam-se na sua erudição e são prisioneiros dos seus próprios sistemas de interpretação; são pensadores cheios de ideias, mas não são bons pensadores. Razão teve Pio XII ao condenar a sua teologia cambiante, sob o nome de Historicismo:
A isto se soma um falso historicismo que, aferrando-se unicamente aos acontecimentos da vida humana, subverte os fundamentos de toda a Verdade e de toda a Lei Absoluta, tanto no que se refere à filosofia como no que se refere aos dogmas cristãos. (Encíclica «Humani Generis»)

Mons. Marcel Lefebvre in «Do Liberalismo à Apostasia: A Tragédia Conciliar», 1987.

Decreto contra o Comunismo


Foi perguntado à Suprema Sagrada Congregação:

1. Se é permitido aderir ao partido comunista ou favorecê-lo de alguma maneira? 
2. Se é lícito publicar, divulgar ou ler livros, revistas, jornais ou tratados que sustentam a doutrina e a acção dos comunistas, ou escrever neles? 
3. Se fiéis cristãos que consciente e livremente fizeram o que está em 1 e 2, podem ser admitidos aos sacramentos? 
4. Se fiéis cristãos que professam a doutrina materialista e anticristã do comunismo, e sobretudo os que defendem ou propagam, incorrem pelo próprio facto, como apóstatas da fé católica, na excomunhão reservada de modo especial à Sé Apostólica?

Os Eminentíssimos e Reverendíssimos Padres, responsáveis pela protecção da Fé e da Moral, tiveram o voto dos Consultores, na reunião plenária de 28 de Junho de 1949, e responderam decretando:

Quanto a 1.: Não, o comunismo é de facto materialista e anticristão, embora declarem às vezes em palavras que não atacam a religião, os comunistas demonstram de facto, quer pela doutrina, quer pelas acções, que são hostis a Deus, à verdadeira religião e à Igreja de Cristo.
Quanto a 2.: Não, pois são proibidos pelo próprio direito (cf. CIC, cânone 1399).
Quanto a 3.: Não, segundo os princípios ordinários determinando a recusa dos sacramentos àquele que não tem a disposição requerida.
Quanto a 4.: Sim.

No dia 30 do mesmo mês e ano, o Papa Pio XII, na audiência habitual ao assessor do Santo Ofício, aprovou a decisão dos Padres e ordenou a sua promulgação no comentário oficial da Acta Apostolicae Sedis.

De Roma, dia 1 de Julho de 1949.

O activismo ou heresia da acção


«Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem» (Salmo 127)

Já dissemos em público documento, que devem ser chamados a melhores sentimentos quantos presumam que se possa salvar o mundo por meio daquela que foi justamente designada como a heresia da acção: daquela acção que não tem os seus fundamentos nos auxílios da Graça, e não se serve constantemente dos meios necessários à obtenção da santidade, que Cristo nos proporciona.

Papa Pio XII in «Menti Nostrae», 1950.

Heresia da Acção

A idolatria do humanismo sem Deus

Não nos podemos abster de exprimir a nossa preocupação e a nossa ansiedade por aqueles que, por especiais circunstâncias do momento, se deixaram levar pelo vórtice da actividade exterior, assim como a negligenciar o principal dever do sacerdote, que é a santificação própria. Já dissemos em público documento que devem ser chamados a melhores sentimentos quantos presumam que se possa salvar o mundo por meio daquela que foi justamente designada como a "heresia da acção": daquela acção que não tem os seus fundamentos nos auxílios da graça, e não se serve constantemente dos meios necessários a obtenção da santidade, que Cristo nos proporciona.

Papa Pio XII in «Menti Nostrae».

Action française


Jornal e movimento político dirigido por Charles Maurras, L'Action française lutava baseada em sãs verdades naturais contra o democratismo liberal. Foi acusada falsamente de naturalismo. O Papa Pio XI, enganado, condenou-a. Pio XII viria a levantar esta sanção. Porém o mal estava feito: 1926 marca em França uma etapa decisiva na "ocupação" da Igreja pela facção católico-liberal.

Mons. Marcel Lefebvre in «Do Liberalismo à Apostasia: A Tragédia Conciliar», 1987.