Mostrar mensagens com a etiqueta Mário Saa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mário Saa. Mostrar todas as mensagens

Do assalto ao Estado


Nos republicanos do século XX, não há apenas a inconsciente voz do sangue, unindo-os numa única fórmula política, por fenómenos de simpatia, e movendo-os contra o Estado e contra a Igreja, por inconscientes fenómenos de antipatia! Há mais alguma coisa, há a tradição, há a continuidade educativa! Não digo tradição de se ser hebreu (tradição que a maioria tem perdido) mas de liberalismo combativo contra os dominadores de Portugal, contra o Clero e contra a Realeza! Portanto, além da inconsciente voz do sangue, há a tradição, o continuado exemplo, a educação: – O republicano recebeu no lar a educação do seu pai liberal, e de uma liberdade passou a duas; o liberal recebeu no lar os princípios libertários do pai cristão-novo, e de meia liberdade passou a uma. O cristão-novo recebeu o sangue e o ensino do pai judeu! Enfim se vê, como as ligações dos actuais revolucionários aos judeus das comunas, é mais continuada e cheia, e com maior extensão, do que à primeira vista pode parecer.

Mário Saa in «A Invasão dos Judeus», 1924.

As origens judaicas do Pai da República "Portuguesa"


– E Afonso Costa também é judeu?
– Sim, e directo representante de judeus, e representante directo da República, e representante de Portugal lá fora! Afonso Costa, filho do Dr. Sebastião da Costa, ambos naturais da Vila de Seia. Averiguei, numa tarde que por lá passei, serem descendentes em linha recta do escrivão de almotaçaria em Seia, Pêro da Costa, cristão-novo, sentenciado na Inquisição de Coimbra à pena máxima, o relaxamento em pessoa, após alguns anos de prisão. Foi um dos falsos mártires do Judaísmo, um dos mais integérrimos. Ardeu em 1636 por herege, apóstata, negativo e pertinaz. O processo-crime jaz na Torre do Tombo, número 6633, Inquisição de Coimbra.
É interessante lembrar que a angústia desta espécie de Rabi da Vila de Seia teve princípio num dia 5 de Outubro e na mesma idade com que o Dr. Afonso Costa, símbolo da República, se encontrava a 5 de Outubro de 1910, vingando a afronta de trezentos anos de Inquisição.
«Coisas do destino», dizia-me ontem o Rabi Samuel Mucznik, «é notório cá entre nós israelitas, que naquela mesma noite que precedeu a Revolução de 5 de Outubro, Afonso Costa chegava a uma eminência de Lisboa e antes de soltar um sinal convencional, brandira no ar um facho vermelho e outros cabalísticos sinais em memória da Inquisição vencida!»

Mário Saa in «Portugal Cristão-Novo ou Os Judeus na República», 1921.