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Da estratégia de Gramsci


Deste modo, a principal estratégia revolucionária, além da guerrilha em países subdesenvolvidos, é a descoberta por António Gramsci e hoje em dia aplicada pelos partidos comunistas. Trata-se de conquistar o poder por meio do domínio da Cultura, das instituições tradicionais, do desarmamento ideológico. O objectivo não é ganhar eleições e ter votos: é eliminar a influência da Igreja, conquistar a Universidade e a Escola, controlar o Exército, possuir os meios de comunicação, bombardear a população com novos conceitos, fazendo as pessoas mudar a sua mundivisão. Em resumo: é a conquista ideológica do Estado, que uma vez efectuada, é seguida pela tomada do poder.
É neste sentido que os esforços se encaminham e não há dúvida que esta estratégia revolucionária parece ser a mais adequada às sociedades modernas, tão vulneráveis e com tantos pontos-chave. Na rota para este objectivo, de pouca relevância será o resultado das votações, porque não é aí que assenta a manobra. Muito mais importante se revelará o domínio de um jornal, a conquista de uma empresa, o controle de um bispo ou de um general, a publicação de uma revista pornográfica, a criação de um grupo de intelectuais afectos às directivas do partido.

António Marques Bessa e Jaime Nogueira Pinto in «Introdução à Política», 1977.

A propaganda e a vinculação pelo medo


A propaganda reforça as solidariedades de diferentes modos. Já se analisou o mecanismo da vinculação pelo medo e viu-se que um indivíduo aterrorizado procura o contacto com os seus congéneres. Ora, sempre que há dificuldades internas, crises, conflitos insanáveis, o poder constituído recorre em regra a este mecanismo instintivo. Cria-se, então, o inimigo externo, exibe-se o perigo da perda da independência, explica-se que esse inimigo é vicioso e deseja a aniquilação total. Inventam-se internamente os traidores, as maquinações, as quintas-colunas. A ameaça, que a propaganda torna verosímil, vincula os cidadãos pelo medo, estimula as solidariedades de combate, canaliza a agressão colectiva para o exterior ou contra o bode expiatório que entretanto se descobriu dentro do País. Os judeus, os fascistas, os capitalistas, os estrangeiros, os americanos, os brancos, têm desempenhado frequentemente este papel, bem como os bolcheviques, os sovietes, os russos. Mas se nuns casos a ameaça é possível, noutros não passa de mera construção propagandística ao serviço da classe política instalada.

António Marques Bessa e Jaime Nogueira Pinto in «Introdução à Política», 1977.

Da perseguição maçónico-republicana


«Proudhon tinha razão escrevendo: Deus é o mal. Laplace tanto ou mais tinha razão ainda, escrevendo também: a hipótese de Deus é inútil. Mas, acima de todos, a apóstrofe exacta, indispensável, urgente de realizar, vibrou-a Bakunine: "Deus! Mas é preciso suprimi-lo."»
O autor destas palavras foi um dos chamados "vultos republicanos", de seu nome Fernão Botto Machado. Quem folheie o Almanaque Republicano e dê com ele, de jaquetão e bigodes retorcidos, mais depressa dirá estar perante um galã da Vizinha do Lado, de André Brun, que de um ferrabrás do ateísmo. Mas engana-se.
Nascido em 1865, autodidacta (não fez exame da instrução primária), Botto Machado entrou para a Maçonaria em 1893, na Loja "Cavalheiros da Verdade" e circulou depois por outras Lojas com nomes igualmente ambiciosos em termos programáticos, como a "Renascença" e a "Razão Triunfante". De resto, grande parte dos dirigentes republicanos de há 90 anos, quando proclamaram a Primeira República, pertencia à Maçonaria. Eram maçons os dois líderes desaparecidos nas vésperas da vitória, Cândido dos Reis e Miguel Bombarda; era maçon Machado Santos, o herói da Rotunda; eram maçons Bernardino Machado, Sebastião de Magalhães Lima, Afonso Costa e António José de Almeida. E todos tinham expressivos nomes de guerra – Afonso Costa, por exemplo, era "Platão".
Para a maçonaria francesa do Grande Oriente, a versão dominante e triunfante em Portugal, a Igreja era o inimigo a abater, devendo os maçons, amantes da Razão, da Ciência e do Progresso, seguir o conselho do irmão Voltaire, iniciado na loja das Nove Irmãs de Paris, e "Écrasez l'Infâme". Além das questões teológicas de fundo, não seria, pois, de estranhar que sucessivos papas e encíclicas condenassem a Maçonaria e proibissem aos católicos qualquer filiação maçónica.
A primeira vez que os maçons tiveram verdadeiro poder temporal foi com a Revolução Francesa. Então, milhares de sacerdotes e religiosos foram mortos. E como os camponeses vendeanos, católicos, monárquicos e fiéis à pequena nobreza local, estragavam o cenário revolucionário (saindo da categoria de "sábio povo em armas pela Liberdade, Igualdade e Fraternidade" e entrando directamente na de "deplorável povo ignaro"), a "Razão, a Ciência e o Progresso" ditaram o genocídio.
Em França, este anticlericalismo activo marcou, depois, a modalidade revolucionária da Comuna de Paris, que fuzilou vinte e quatro eclesiásticos, entre eles o Arcebispo de Paris, Monsenhor Darboy. E políticos da época, como Jules Ferry e Léon Gambetta, não deixaram de perseguir as ordens religiosas, de prender padres e, sobretudo, de lançar as mais absurdas calúnias sobre a Igreja.
Em Portugal, em 1910, os activistas mais zelosos entre os correligionários de Botto Machado, não podendo matar Deus – invisível mesmo ao olho vivo da Loja –, liquidaram dois padres Lazaristas, o Padre Bernardino Barros Gomes, ilustre cientista botânico, e o Padre Alfredo Fragues, confessor da Rainha, morto à coronhada e a tiro.
Seguiram-se a expulsão dos Jesuítas (após científicas medições cranianas indiciadoras de anomalias anatómicas que sinalizavam inequívocas tendências criminais) e uma série de medidas laicizantes, como o fim dos feriados religiosos. O Natal, mais difícil de abolir, foi esvaziado e reformulado como "Festa da Família Portuguesa".
E como era também necessário higienizar a História, o Primeiro de Janeiro passou a Dia da Fraternidade Universal e o 31 de Janeiro a Dia dos Precursores e Mártires da República. O Primeiro de Dezembro escapou como feriado, mas deixou de ser Dia da Restauração para passar a ser... o Dia da Autonomia da Pátria Portuguesa. Deu-se também o habitual saneamento da toponímia e multiplicaram-se os nomes de ruas e praças 5 de Outubro e República, como, décadas depois, as 25 de Abril.
As esquerdas (liberais maçonizantes, anarco-progressistas e comunistas) promoveram, em todas as revoluções do século XX, uma encarniçada perseguição à Igreja e aos cristãos, prendendo, torturando e matando padres, religiosos e leigos – na Revolução Bolchevique, na Revolução Mexicana, nos regimes comunistas implantados na Europa Oriental, na China, no Vietname e em Espanha, na Guerra Civil, onde os frente-populistas mataram mais de sete mil bispos, padres, religiosos e freiras, e milhares de católicos, apenas por o serem. Mais que Diocleciano, que não fora meigo com os seguidores de Cristo. Tal como os primeiros séculos da Era Cristã até Constantino, o século XX foi também um século de mártires.
Mas porque se tornaram impossíveis as revoluções bolcheviques – com o ataque armado e a ocupação das centrais telefónicas, das estações de comboios, dos Palácios de Inverno –, e porque Lenine e a sua teoria da revolução foram sendo, no ocidente euroamericano, substituídos por Gramsci e pelas revoluções culturais, a guerra à Igreja... foi mudando de forma.
Hoje já não se trata de expulsar ordens religiosas, de matar padres, de queimar igrejas, como fizeram os democráticos de Afonso Costa em 1910 ou os frente-populistas madrilenos na Primavera de 1936. Trata-se de descristianizar a sociedade mansamente, em suaves prestações, de modo politicamente correcto, indolor, através de leis passadas com ar inocente e distraído, como grandes conquistas da liberdade e do progresso, ou já nem isso.

Jaime Nogueira Pinto in jornal «Observador», 30 de Outubro de 2020.


Relembro:

O mito da grande imprensa


Como veículo das ideologias, a chamada grande imprensa merece um tratamento especial. De facto, os grandes jornais mundiais estão geralmente associados à informação objectiva, à notícia correcta, ao profissionalismo mais completo, enfim, ao jornalismo como deve ser. Para o efeito cita-se Le Monde, The Times, The Economist, Die Welt e outras publicações periódicas de âmbito mundial, como símbolo da independência e da análise desapaixonada dos assuntos. É o mito da grande imprensa, tendente a fazer aceitar como verdades incontestáveis tudo o que aparece nas suas páginas. Ora, um exame mais atento deste problema indica que essa reputação anda longe de corresponder aos factos.
Em primeiro lugar, há por detrás dessas publicações a questão do mercado. Em sentido económico, isto quer dizer que a publicação, para ser rentável (cobrir as despesas), não pode desagradar aos seus consumidores e muito menos aos seus anunciantes, que constituem as principais fontes de entrada de dinheiro. Não podem, portanto, colidir com os interesses das multinacionais ou com os gostos dos seus leitores. Se isso viesse a suceder, a empresa jornalística tornar-se-ia deficitária e acabaria comprada por uma multinacional ou simplesmente desapareceria do mercado.
Por outro lado, o director e os redactores têm as suas próprias idiossincrasias, as suas preferências partidárias, as suas adesões ideológicas. Tudo isso transparece na forma do jornal, nos títulos, no modo de redigir a notícia, na disposição das fotografias, no método de abordar os assuntos. Sob a capa de neutralidade, há toda uma focagem muito particular do acontecer político-social.
A tudo isto soma-se a mentalidade nacional das publicações, que procuram defender os interesses dos seus respectivos países, acompanhando frequentemente o poder político nas suas acções a nível mundial, ou até mesmo preparando o terreno para certas diligências através de campanhas bem orquestradas.
Outro factor que normalmente se esquece é a corrupção. Como em todas as actividades relacionadas com o poder, directa ou indirectamente, há sempre a possibilidade de comprar espaço e tempo nos meios de comunicação, subornar os redactores e directores, comprar campanhas, e, inclusive, comprar os próprios meios de informação.
Por outro lado, a evolução da técnica respeitante ao jornalismo, a subida das matérias-primas, o custo da mão-de-obra e do pessoal especializado, faz com que a larga maioria das publicações de importância mundial caiam nas mãos de fortes empresas internacionais, que as utilizam como meios de pressão sobre o poder político e instrumentos de luta no campo económico. Os jornalistas são autorizados a algumas originalidades, desde que não vão contra a política geral do grupo económico-financeiro (caso do Washington Post e da celebérrima denúncia de Watergate), mas em muitos não deixam de ser empregados de uma cadeia que tanto produz revistas como sabonetes e detergentes.

António Marques Bessa e Jaime Nogueira Pinto in «Introdução à Política», 1977.

O Fascismo só existiu em Itália


Os autores marxistas, e toda uma gama de divulgadores pouco preocupados com o rigor classificativo, costumam incluir os regimes autoritários peninsulares dentro dos "fascismos", como variantes regionais do sistema, que nos anos vinte e trinta, se estabeleceu na Alemanha e na Itália, e deu lugar a experiências não europeias, como o Japão antes da guerra e o peronismo argentino. Por outro lado, o termo "fascista", utilizado como adjectivo, assumiu tal carga emocional, que em situações polémicas e de profundo confusionismo terminológico, se torna difícil a sua precisão. Como diz Maurice Bardèche «é-se sempre o fascista de alguém», para a direita ou para a esquerda. Estalinistas e eurocomunistas chamaram-se de fascistas, como de tal pecado se acusaram, sucessivamente, Adenauer, De Gaulle, Nixon, Kossiguine. No actual processo revolucionário português, poucos dirigentes ou grupos políticos, todos de reconhecido e comprovado passado antifascista, escaparam a tal classificação por parte dos seus adversários de momento. E souberam, generosamente, retribuir o epíteto.
Num sentido mais restrito, o qualificativo é dado a qualquer regime autoritário, ou às práticas autoritárias de qualquer regime; nesta acepção, fascista contrapõe-se a democrático. A acepção também não é muito feliz, pois a utilizá-la, descobrir-se-ia uma infinidade de regimes e práticas "fascistas", desde a União Soviética ao Portugal pós 25 de Abril, ao Brasil, a Cuba, e a quase todos os estados socialistas do chamado Terceiro Mundo. Em sentido técnico, o termo apenas se aplica à ideia ou realidade a que historicamente está associado: a experiência italiana entre 1922 e 1945.

António Marques Bessa e Jaime Nogueira Pinto in «Introdução à Política», 1977.

Totalitarismo democrático


Talmon filia o nascimento desta concepção na revolução intelectual operada na segunda metade do século XVIII. Nessa época, um sector da filosofia ocidental, conclui que «as condições resultantes da fé, tempo e costumes, nas quais tinham vivido até então, eles e os seus antepassados, eram anti-naturais e tinham que ser substituídas por normas uniformes, deliberadamente planeadas, naturais e racionais».
No essencial, a democracia totalitária assenta na ditadura como método de imposição da utopia. A sociedade perfeita, o reino da vitória, é o fim supremo da acção humana e política. Para a instaurar, todos os meios são bons, todas as resistências devem ser esmagadas. Os Niveladores, os Jacobinos, os Bolcheviques, instauraram, ou tentaram instaurar, modelos de totalitarismo democrático: para que venha o Paraíso, a República dos Iguais, ou a Sociedade sem Classes, matam-se refractários, cortam-se cabeças, criam-se campos de reeducação e apetrecham-se hospitais psiquiátricos. A sociedade política não é um quadro de regras de jogo e compromissos, mas um instrumento, um degrau, um ensaio no caminho para a sociedade final, perfeita e acabada. Começa-se em Rousseau e acaba-se no Arquipélago Gulag, com uma lógica intrinsecamente perfeita.

António Marques Bessa e Jaime Nogueira Pinto in «Introdução à Política», 1977.

O poder conformador dos mass media


Referindo-se à influência dos meios de comunicação nas sociedades modernas, e às suas características como força determinante de certos comportamentos, Wright Mills escreveu: «Os meios de comunicação, tal como estão organizados e operam, não são apenas uma das causas principais da transformação da América do Norte numa sociedade de massas. São também um dos mais importantes instrumentos de poder, cada vez mais numerosos, de que dispõem hoje as elites do dinheiro e do poder».

António Marques Bessa e Jaime Nogueira Pinto in «Introdução à Política», 1977.

Gramscianismo ou Marxismo Cultural


Deste modo, a principal estratégia revolucionária, além da guerrilha em países subdesenvolvidos, é a descoberta por António Gramsci e hoje em dia aplicada pelos partidos comunistas. Trata-se de conquistar o poder por meio do domínio da Cultura, das instituições tradicionais, do desarmamento ideológico. O objectivo não é ganhar eleições e ter votos: é eliminar a influência da Igreja, conquistar a Universidade e a Escola, controlar o Exército, possuir os meios de comunicação, bombardear a população com novos conceitos, fazendo as pessoas mudar a sua mundivisão. Em resumo: é a conquista ideológica do Estado, que uma vez efectuada, é seguida pela tomada do poder.
É neste sentido que os esforços se encaminham e não há dúvida que esta estratégia revolucionária parece ser a mais adequada às sociedades modernas, tão vulneráveis e com tantos pontos-chave. Na rota para este objectivo, de pouca relevância será o resultado das votações, porque não é aí que assenta a manobra. Muito mais importante se revelará o domínio de um jornal, a conquista de uma empresa, o controle de um bispo ou de um general, a publicação de uma revista pornográfica, a criação de um grupo de intelectuais afectos às directivas do partido.

António Marques Bessa e Jaime Nogueira Pinto in «Introdução à Política», 1977.

Meios de desinformação em massa


A imprensa, a rádio e a televisão, que constituem os meios de comunicação de massas, são, a par de importantes meios de combate, instrumentos fundamentais das ideologias. Os jornais, os boletins informativos, ou formativos, da televisão, os programas da rádio, nunca são neutrais: veiculam uma concepção do mundo e da vida, defendem um determinado tipo de doutrina, fazem a propaganda de certos modelos e atacam directa, ou indirectamente, as outras posições.
O seu alcance é considerável: os mass media cobrem todo o território, transformando os Estados no que McLuhan chamou de "aldeia global". Penetram todos os rincões, invadem todos os lares, difundem verdades, factos, mentiras e semi-mentiras, a um ritmo inultrapassável. Os estudos de propaganda política, que se ocupam da eficácia destes meios no tratamento das populações, demonstram que bem manipulados e cientificamente utilizados, os mass media podem controlar os gostos e as aspirações dos cidadãos. Encaminhá-los num sentido ou empurrá-los para outro. Fazê-los odiar o que antes admiravam, levá-los a desejar o que anteriormente recusavam. (...)
A imprensa, mais antiga, reparte-se por formações partidárias, grupos industriais e comerciais, bancos, empresas jornalísticas, instituições sociais e, normalmente, reflecte a ideologia dos seus detentores. Cada partido procura possuir um ou vários diários, controlar semanários, editoras, emissoras, e daí difundir a sua propaganda sob o aspecto de notícias ou comentários objectivos. Como afirmava Lenine, um jornal é indispensável à organização e progresso de um partido. É efectivamente o "grande organizador colectivo", e, à falta de meios mais eficazes como a televisão, ele ainda desempenha essa tarefa primordial.

António Marques Bessa e Jaime Nogueira Pinto in «Introdução à Política», 1977.

Ideologias contra a Verdade


No tempo de Estaline, os grandes biólogos russos, que descobriram o gene como núcleo invariável da herança humana, foram condenados por Lisenko e enviados a morrer na Sibéria. De facto, o gene, invariável, estabilizado, passando a mesma herança cromossómica de pais para filhos, não se acomodava à dialéctica marxista, e era, segundo a óptica dos funcionários do partido, uma heresia idealista. Mas mais recentemente, nos Estados Unidos, vários professores universitários foram banidos e caluniados por terem descoberto uma sensível diferença entre a inteligência de negros, brancos e mestiços. Além disso, puseram a claro uma correlação entre a herança genética e o grau de inteligência. Tais descobertas iam contra a ideologia reinante que afirmava ser a inteligência um factor igual para todos e só dependente da educação e do meio familiar. Toda a investigação foi paralisada e os cientistas foram condenados como racistas e nazis.
Estes dois exemplos demonstram que embora a ciência contrarie as teses fundamentais das ideologias mais divulgadas, estas conservam a sua dinâmica e poder de proselitismo, porque o seu impacto nas massas não se baseia na verdade, ou falsidade, dos seus dogmas e explicações. Antes repousa nos mitos, nas emoções que desencadeiam e nos interesses que cobrem.

António Marques Bessa e Jaime Nogueira Pinto in «Introdução à Política», 1977.