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O chamado "politicamente correcto"


O politicamente correcto é propaganda comunista de baixa intensidade. No meu estudo das sociedades comunistas, cheguei à conclusão de que o objectivo da propaganda comunista não era persuadir ou convencer, nem informar, mas humilhar; e portanto, quanto menos correspondesse à realidade, melhor. Quando as pessoas são obrigadas a permanecer em silêncio enquanto lhes são contadas as mentiras mais óbvias, ou pior ainda, quando são obrigadas a repetir as mesmas mentiras, elas perdem completamente o seu sentido de rectidão. Consentir em mentiras óbvias é cooperar com o mal e, de certa forma, tornar-se mau. Assim, a própria capacidade de alguém resistir a qualquer coisa fica erodida e até destruída. Uma sociedade de mentirosos desvirilizados é fácil de controlar. Penso que se examinarmos o politicamente correcto, ele tem esse efeito e essa intenção.

Theodore Dalrymple in entrevista a «Frontpage Magazine», 31 de Agosto de 2005.

O fenómeno da "espiral do silêncio"


O termo "espiral do silêncio" foi cunhado pela alemã Elisabeth Noelle-Neumann para explicar a razão pela qual as pessoas tendem a permanecer silenciosas quando têm a sensação, por vezes falsa, de que as suas opiniões e mundividências estão em minoria. O modelo do conceito de "espiral do silêncio" baseia-se em três características:

1. As pessoas têm uma percepção natural que lhes permite saber qual a tendência da opinião pública, mesmo sem ter acesso a sondagens;
2. As pessoas normalmente têm medo de ser socialmente isoladas ou ostracizadas, e sabem qual o tipo de comportamento que poderá contribuir para esse isolamento social;
3. As pessoas tendem a apresentar receio em expressar as suas opiniões minoritárias, por medo de sofrer isolamento da sociedade ou do círculo social próximo.

Quanto mais alguém acredita que a sua opinião está mais próxima da opinião pública maioritária, maior probabilidade existe que essa pessoa expresse a sua opinião em público. E se a opinião pública entretanto mudar, essa pessoa passará a reconhecer que a sua opinião já não coincide com a opinião da maioria, e terá menos vontade de a expressar publicamente. À medida que a distância entre a opinião pessoal e a opinião pública aumenta, também aumenta a probabilidade de essa pessoa se calar publicamente.

Os mass media são um factor essencial no estabelecimento da "espiral do silêncio", na medida em que formatam a opinião pública. Perante uma opinião pública formatada, as pessoas que não concordam com a mundividência emanada da comunicação social, tendem a entrar em "espiral do silêncio" – muitas vezes constituindo uma "maioria silenciosa".

Fonte: «Sofos: Expressões Filosóficas».