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13 de Maio: S. Roberto Belarmino


S. Roberto Belarmino era Professor de Teologia e prégador em Lovaina; depois foi encarregado de dar cursos de controvérsia em Roma, onde teve como penitente S. Luís Gonzaga; daí foi enviado a França por Xisto V, em missão diplomática; mais tarde veio a ser provincial dos Jesuítas, em Nápoles, e finalmente Cardeal. Prestou os mais relevantes serviços aos Papas do seu tempo. Com seus livros de controvérsia deu terríveis golpes no Protestantismo. Não menos influência teve o seu Catecismo, traduzido em quarenta línguas, que espalhava por toda a parte um conhecimento seguro da Doutrina cristã. S. Roberto morreu em Roma a 17 de Setembro de 1621; foi canonizado por Pio XI em 1930 e proclamado Doutor da Igreja em 1931.

Fonte: «Missal Romano Quotidiano», 1963.

Do trono do Anticristo em Jerusalém


Há também isto, como demonstrámos acima, a saber: o Anticristo será Judeu, tanto o Messias dos Judeus como Rei; portanto, sem dúvida, estabelecerá o seu trono em Jerusalém e tentará restaurar o Templo de Salomão. Pois os Judeus não sonham com outra coisa senão com Jerusalém e o Templo; e parece que nunca aceitarão alguém como Messias, se este não tiver a sua sede em Jerusalém e, de alguma forma, restaurar o Templo. Por isso, diz Lactâncio, no livro 7, capítulo 15, que haverá um grande reino na Ásia durante o tempo do Anticristo, que o Ocidente o servirá e que ele governará o Oriente. No capítulo 17, ele designa a parte da Ásia onde esse reino estará e diz que é a Síria, ou seja, a Judeia, que faz parte da Síria e que pelos latinos é sempre chamada de Síria. Do mesmo modo, Jerónimo e Teodoreto, nos seus comentários sobre Daniel 11, concluem que o Anticristo estabelecerá as suas tendas na região de Jerusalém e, por fim, será morto no Monte das Oliveiras. E Irineu, no livro 5, afirma claramente que o Anticristo governará na terra de Jerusalém.

São Roberto Belarmino in «Disputationes de Controversiis Christianae Fidei», Tomo I, 1586.

Como agir perante um mau Papa?


Assim como é lícito resistir ao Pontífice que agride o corpo, é também lícito resistir ao que agride as almas ou que perturba a ordem civil, ou, acima de tudo, que tenta destruir a Igreja. Digo que é lícito resistir-lhe, não fazendo o que ele ordena e impedindo que as suas ordens sejam executadas; não é lícito, porém, julgá-lo, castigá-lo ou depô-lo, porque estes actos competem a um superior.

São Roberto Belarmino in «De Romano Pontifice», Livro II, Capítulo 29.