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Grave escândalo da imprensa jacobina


Os jornais jacobinos «Folha do Povo» e «Vanguarda», no intuito propositado de atacar a religião católica e seus ministros, tiveram o descaramento de lançar ao vento da publicidade uma notícia falsa e absurda, atribuindo aos Padres de S. Luís, em Lisboa, um roubo de 4 contos, que nem foi cometido e muito menos inspirado pelos ilustres Lazaristas.
«O Jornal de Lisboa» deu-se ao trabalho de investigar a verdade do facto e pôs-lhes bem a calva à mostra. Mas de gente daquela não há que esperar emenda.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 4º Ano, Nº 16, Abril de 1898.

Das calúnias da imprensa republicana


Um jornal espanhol, noticiando a morte de Luciano Jaunet, director do Leão Republicano, conta o facto seguinte: Um dia, um sacerdote, amigo de infância de Jaunet, perguntou-lhe: «Por que motivo publicas tu no teu periódico essas historietas repugnantes e asquerosas contra os sacerdotes, sabendo tu perfeitamente que elas são fábulas?» – Amigo, responde Jaunet, que queres que eu faça? É o único assunto que faz ganhar algum dinheiro ao meu periódico!

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», Nº 4, Abril de 1895.

A verdade sobre o "Caso Galileu"


Adoptando o sistema coperniciano, Galileu foi mais adiante, acrescentando-lhe outras doutrinas.
«O ar – diz ele nos seus Diálogos – como corpo desligado e fluído, pouco solidamente unido à Terra, não parece estar na necessidade de obedecer ao movimento dela, ao menos enquanto as rugosidades da superfície terrestre o não arrastam, e levam consigo uma porção que lhe está contígua, e que não excede muito aos mais altos cumes dos montes; a qual porção de ar deverá opor tanto menos resistência à revolução terrestre quanto está cheia de vapor, fumo e exalações, matérias todas que participam das qualidades da Terra, e por conseguinte adaptadas aos seus próprios movimentos».
Depois, enquanto à explicação do fluxo e refluxo do mar, Galileu atribui-o à rotação da Terra, e não à pressão [=gravidade] da Lua, como Kepler, do qual zomba amargamente.
Todo este sistema de Copérnico, reformado e ampliado, Galileu podia ensiná-lo hipoteticamente, o que ninguém lhe teria contestado; mas quis dogmatizá-lo, fundando-o na Bíblia. Não se contentou com ser astrónomo, quis também ser teólogo.
«Ele exigiu – diz Guichardino, seu amigo e embaixador em Roma, no seu ofício de 4 de Março de 1616 – que o Papa e o Santo Ofício declarassem este sistema de Copérnico fundado na Bíblia».
Escrevendo à Duquesa de Toscana, Galileu esforça-se por prová-lo teologicamente e mostrar que é tirado do Génesis.
Ora aí está o que Roma condenou, essa insistência em querer dogmatizar um ponto da ciência falível e controversa.
Hoje a doutrina de Galileu é em parte demonstrada falsa por Newton, Bacon e Laplace. Este último diz na sua exposição do sistema do mundo, a respeito das marés: «As descobertas ulteriores confirmam a exposição de Kepler e destruíram a explicação de Galileu, que repugna às leis do equilíbrio do movimento dos fluídos».
E se Roma houvesse condescendido com a vontade de Galileu, dogmatizando aquele sistema, reconhecido hoje como falso em grande parte, que diriam os seus inimigos?
Diriam que Roma se opunha ao progresso das luzes, mistificando a ciência.
Como, porém, ela manteve à razão, os seus legítimos direitos, acusam-na de perseguir Galileu!
Sempre a mesma justiça.
Mas a respeito dos cárceres, dos maus-tratos, das cadeias, com que foi mimoseada a vítima do Santo Ofício?
Tudo isso é falso, e vamos às provas.
Lê-se no Mercúrio de 17 de Junho de 1784, nº 29: «Cita-se Galileu, condenado e perseguido pelo Santo Ofício, por haver ensinado o movimento da Terra sobre si mesma. Felizmente está hoje provado, pelas cartas de Guichardino, e do Marquês Nicolini, embaixador de Florença, ambos amigos, discípulos e protectores de Galileu, que há um século se mente ao público sobre este facto. Este filósofo não foi perseguido como bom astrónomo; mas como mau teólogo, por ter querido meter-se a explicar a Bíblia. As suas descobertas suscitaram-lhe por certo inimigos invejosos, porém foi a sua teima em querer conciliar a Bíblia com Copérnico que lhe deu juízes, e só a sua petulância foi causa das suas aflições. Foi metido, não nas prisões da Inquisição, mas no aposento do Fiscal, com plena liberdade de comunicar para fora. Na sua defesa não se tratou da essência do seu sistema, senão da sua pretendida conciliação com a Bíblia. Depois de dada a sentença e exigida a retractação, Galileu foi senhor de voltar a Florença. Devem-se estas informações a um protestante, Mallet Dupan, que, apoiado em documentos originais, vingou a Cúria Romana».
Assim Galileu não foi obrigado a abjurar o movimento da Terra, que Roma já tinha admitido como hipótese; mas a prometer que dali em diante trataria só do que competia a um astrónomo, e deixaria à Igreja a interpretação da Escritura, e portanto não havia lugar para exclamações: não esteve nos cárceres da Inquisição; mas habitou no próprio quarto do Fiscal: não houve maus-tratos, mas foi tratado com todas as atenções.
Diz Nicolini nas suas Cartas que Galileu, chamado de Florença, chegou a Roma a 15 de Fevereiro de 1633 e hospedou-se em sua casa. No mês de Abril pôs-se à disposição do Santo Ofício, «que o recebeu – acrescenta ele – o mais benevolamente e lhe assinou para morada a própria câmara do Fiscal do tribunal. Permitiu-se que o meu criado o sirva e durma ao seu lado, e que os meus servos lhe levem de comer ao seu quarto e voltem para minha casa de manhã e à noite».
Mas quereis ainda um testemunho mais concludente?
Seria sem dúvida o do próprio Galileu, não é verdade?
Pois bem, será a própria suposta vítima do fanatismo clerical que virá depor contra os caluniadores de Roma.
Numa carta ao Padre Receneri, seu discípulo [de astronomia], na colecção publicada em Modena, em 1818 e 1821, diz Galileu: «O Papa julgou-me digno da sua estima: fui alojado no delicioso palácio da Trindade dos Montes. Quando cheguei ao Santo Ofício, dois dominicanos me convidaram mui cortesmente a fazer a minha apologia. Para me castigarem, proibiram os meus Diálogos e despediram-me depois de cinco meses de assistência em Roma. Como a peste reinava em Florença, assinaram-me para morada o palácio do meu melhor amigo, Mons. Piccolomini, Arcebispo de Siena, onde gozei de plena tranquilidade. Hoje estou na minha aldeia de Arcetri, onde respiro um ar puro ao pé da minha cara pátria».
Aí está patente a calúnia. Contudo, não o duvideis, nem por isso deixará de ser repetida todas as vezes que for conveniente apresentar a Igreja sob feias cores.

João Joaquim de Almeida Braga in «O Prestígio das Palavras», 1860.

Jesus Cristo, luz do mundo e sol de justiça


Através desta homenagem prestada ao deus nunca vencido, abriu-se o caminho para o culto do Sol, também nunca vencido, astro venerado pelos povos do Oriente sob diferentes nomes; no ano 274 d.C., Aureliano erigiu em sua honra um templo no Campo de Marte. A festa do Sol ficou estabelecida para o 25 de Dezembro, data em que – segundo o calendário antigo – o astro voltava a empreender a sua ascensão.
Fonte: «História Universal», Publicações Alfa, Volume I, 1985.

25 de Dezembro de 274, ia a Igreja no seu 26º Papa quando o Imperador Aureliano estabeleceu a festa pagã do Sol Invicto. No entanto, difunde-se hoje em certos meios historiográficos que a festa foi usurpada pelos cristãos aos pagãos e substituída pelo Nascimento de Jesus Cristo. Mas a verdade é o oposto: ainda antes de Aureliano, já os cristãos celebravam o Natal a 25 de Dezembro, pois é da Tradição da Igreja que o nascimento do Redentor do Género Humano seja coincidente com o Solstício de Inverno – ou não fosse o próprio Jesus Cristo a «luz do mundo» (cf. João VIII, 12) e o «sol de justiça» (cf. Malaquias IV, 2). «Cristo nasceu-nos», disse Santo Agostinho, «no momento em que os dias começam a crescer».
Anos antes da instituição da festa do Sol Invicto em 274 d.C., Padres da Igreja, como São Teófilo de Antioquia (em 180), Santo Irineu de Lião (em 202) ou São Hipólito de Roma (em 204), averiguaram e confirmaram que o nascimento de Cristo ocorreu de facto a 25 de Dezembro.
São Telésforo, Papa que governou a Igreja entre o ano 126 e 137, foi o responsável pela introdução da Missa do Galo, celebrada à meia-noite de 25 de Dezembro, marcando a hora exacta do nascimento de Nosso Senhor.
Há ainda registos históricos de peregrinações à gruta de Belém no século II, lugar que mais tarde veio a ser a Basílica da Natividade.

O mito da ignorância medieval


Longe de ser um período de trevas, como quiseram os historiadores do século passado, a Idade Média revela uma dinâmica tecnológica de grande envergadura: cria a agro-pecuária produtiva de afolhamento trienal, descobre a exploração e cultivo de terras húmidas e pesadas, inventa a navegação contra o vento, prepara o uso do cavalo na tracção, resolvendo o problema da atrelagem e da ferradura, aplica o estribo, inventa novos aproveitamentos de energias naturais e põe de pé a cidade moderna, muito diferente da cidade clássica, tão grata a romanos e gregos.

Fonte: Revista «Futuro Presente», Janeiro/Março de 1984.

Da queda do Império Romano


Palavras de um historiador agnóstico:

A principal causa do retrocesso cultural [material] não foi o Cristianismo, mas o barbarismo; não a religião, mas a guerra. As inundações humanas arruinaram ou empobreceram as cidades, os mosteiros, as bibliotecas, as escolas, e tornaram impossível a vida do estudioso ou do cientista. Talvez a destruição tivesse sido pior se a Igreja não mantivesse certa medida de ordem numa civilização em ruínas. «Entre as agitações do mundo», disse Santo Ambrósio, «a Igreja permanece imóvel; as ondas não a podem abalar. Enquanto tudo à sua volta está num horrível caos, ela oferece a todos os náufragos um porto de abrigo onde podem encontrar segurança». E muitas vezes assim foi.

Will Durant in «The Story of Civilization: The Age of Faith», 1950.

Rei de Jerusalém


Acaba de ser publicado no blogue amigo FIDELISSIMUS o brasão que a Cristandade reconhece como sendo do católico Rei de Jerusalém. É muito apropriado para o momento actual, na esperança de que católicos enganados, abdiquem do erro judaizante e sionista, lugares por onde já infelizmente andam lançados.

O Natal é uma festa pagã?


Alguns ateus, neo-pagãos, ou simplesmente anti-cristãos, gostam de dizer que o Natal (nascimento de Jesus Cristo) é uma usurpação da antiga festa romana pagã do Sol Invicto. Nada mais errado. Pelo contrário, a festividade do Sol Invicto foi introduzida e oficializada pelo imperador Aureliano no século III depois de Cristo, como forma de combater a rápida ascensão do Cristianismo no seio do Império Romano. A 'New Catholic Encyclopedia' de 1967 diz: "A 25 de Dezembro de 274, Aureliano mandou proclamar o deus-sol como o principal padroeiro do Império e dedicou um templo a ele no Campo de Marte". Desde essa data, Júpiter deixou de ser o maior e principal "deus" do Panteão Romano. Este imperador também se auto-proclamou como pessoa divina, mudando assim o costume romano que só reconhecia a "divindade" dos imperadores após a sua morte. O culto do Sol permaneceu como religião oficial até ao imperador Constantino.

Em relação a Jesus Cristo, e para aqueles que duvidam da Sua existência histórica, relembro que o historiador romano Tácito escreveu sobre a condenação e crucificação de Jesus nos Anais do século I. Já sobre as datas relacionadas com o Seu nascimento, morte e ressurreição, recomendo a leitura do seguinte texto: Datas da Concepção, Nascimento, Morte e Ressurreição de Cristo.

O Purim de Alcácer-Quibir


Ontem, dia 4 de Agosto, aniversário da Batalha de Alcácer-Quibir, foi um dia de má memória para Portugal, mas um dia de boa memória para os judeus do Magrebe. Pois ontem os judeus de Marrocos celebraram o anual Purim, uma festa religiosa que comemora o salvamento "miraculoso" dos judeus, vítimas de uma suposta perseguição dos portugueses. Segundo a lenda judaica, D. Sebastião teria jurado, antes de embarcar para Alcácer-Quibir, converter à força todos os judeus do Magrebe. Mas estes anteciparam-se, e através de dois soldados desertores, souberam das supostas intenções do Rei de Portugal. Assim, como forma de evitar a dita "crueldade", os judeus teriam feito um dia de jejum e oração. Tudo isto foi escrito numa Meguilá, rolo em pergaminho manuscrito, de que ainda existem alguns exemplares em Israel, e provavelmente em outros países. São lidas nas sinagogas e nas famílias, no dia a que eles chamam "Purim Sebastiano", ou "Purim de Sebastian YSV" (abreviatura de "Que se apaguem o seu nome e a sua memória"). É isto que os judeus de Tânger e de Tetuão comemoram todos os anos naquela data.


Livro: Galileu na Prisão e outros Mitos sobre Ciência

Até à década de 1970, o paradigma há muito dominante na história da ciência era o da ciência triunfante e da religião em conflito permanente e feroz com aquela. Este é o paradigma que ainda persiste nos principais meios de comunicação e em algumas publicações académicas. Todavia, há uma nova geração de historiadores da ciência e historiadores da religião que se tem debruçado sobre os episódios destas duas disciplinas, analisando-os à luz dos valores e conhecimentos dos respectivos protagonistas.
Este livro é fruto de algumas dessas investigações. Juntamente com outros vinte e quatro académicos que se dedicam a esta nova história da ciência, Ronald L. Numbers esclarece vinte e cinco mitos – que define simplesmente como «afirmações falsas» –, contrariando a ideia de que ciência e religião estão perpetuamente numa luta sem quartel. Cada um dos capítulos de Galileu na Prisão mostra o quanto temos a ganhar em ver para além dos mitos. Numa obra simultaneamente informativa e lúdica, os autores – que incluem agnósticos, ateus e cristãos – desmontam ideias que têm sido apresentadas sob a capa de verdade histórica, desde o encarceramento de Galileu à conversão de Darwin no leito de morte, passando pela crença de Einstein num Deus pessoal que «não joga aos dados com o universo». Sendo o obscurantismo o maior inimigo do conhecimento, a leitura deste livro que o enfrenta é imprescindível.

A Inquisição segundo Alfredo Pimenta


Os historiadores folhetinescos por um lado e os energúmenos da história por outro, criaram à Inquisição católica uma fama terrível, convencendo o pobre público ignorante e irreflectido de que, por obra dela, o Espírito viveu aferrolhado e encadeado, não podendo expandir-se... E, todavia, nada mais falso. A ciência foi livre. Livre foi a erudição. Livre a especulação filosófica. Livre foi a arte. O que não foi livre foi o denegrir da fé, o corromper a teologia, o envenenar as almas, semeando nelas erros e maldades.

Alfredo Pimenta, citado por José Hermano Saraiva in «História de Portugal», 1993.

Zeitgeist desmascarado


No site Zeitgeist Portugal podemos ler: "O Movimento Zeitgeist não é um movimento político, nem tão-pouco reconhece nações, governos, raças, religiões, credos ou classes. Estas distinções são incoerentes e obsoletas, estando longe de serem factores positivos para o verdadeiro desenvolvimento e potencial humano. As suas bases assentam na divisão de poder e na estratificação, não na igualdade e união, que são os nossos objectivos". De onde se conclui que o Movimento Zeitgeist é mais um dos inúmeros tentáculos da Nova Ordem Mundial, que visa subverter e destruir toda a ordem sobrenatural e natural.