Mostrar mensagens com a etiqueta Papa Gregório XVI. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Papa Gregório XVI. Mostrar todas as mensagens

Nos primórdios do Modernismo


Por outro lado, é digno de lágrimas até onde vão parar os desvarios da razão humana, assim que alguém se apega às novidades, e se empenha, contra a advertência do Apóstolo, em gostar delas mais do que convém, e, confiando demasiado em si próprio, pensa em procurar a verdade fora da Igreja Católica, dentro da qual ela se encontra limpa, até do mais pequeno pó de erro, e que por isso mesmo é chamada, e é, a coluna e o fundamento da verdade! Bem entendeis, Veneráveis Irmãos, que também falamos aqui daquele falacioso sistema filosófico, inteiramente repreensível e não introduzido ao princípio como tal, no qual, pelo vil e desenfreado desejo de novidades, a verdade não se procura onde certamente está, e menosprezando as santas e apostólicas tradições, se aprendem outras doutrinas vazias, fúteis, incertas e não aprovadas pela Igreja, nas quais homens vaníssimos pensam falsamente que se apoia e sustenta a verdade.

Papa Gregório XVI in encíclica «Singulari Nos», 24 de Junho de 1834.

Papa Gregório XVI sobre El-Rei D. Miguel


Não falaremos de ter o Senhor Dom Miguel sido reconhecido pelo Santíssimo Padre Gregório XVI; mas dos testemunhos que Sua Santidade deu de o reconhecer como legítimo Rei de Portugal.
Quando a Quádrupla Aliança, ao serviço da Maçonaria, conseguiu arrojá-lo do Trono, o Senhor Dom Miguel foi para Roma, onde foi recebido nos braços do Papa, e onde continuou a receber todas as demonstrações devidas à Realeza, e que já se não podiam dizer tributadas ao facto, mas só ao direito.
Gregório XVI fez mais; apresentou-o ao povo de Roma, dizendo: – «Eis o Rei mais católico que tenho, que tenho, note-se bem, em toda a Cristandade».

D. Jorge Eugénio de Lócio in «A Legitimidade Portuguesa», 1885 (póstumo).

A conspiração da Alta Venda contra a Igreja


Os papéis secretos da Alta Venda dos Carbonários, que caíram nas mãos do Papa Gregório XVI, cobrem um período que vai de 1820 a 1846. Foram publicados a pedido do Papa Pio IX, por Crétineau-Joly na sua obra «L'Eglise Romaine en face de la Révolution». E pelo breve de aprovação dirigido ao autor a 25 de Fevereiro de 1861, Pio IX confirma a autenticidade dos documentos, mas não permitiu que fossem divulgados os verdadeiros nomes dos membros da Alta Venda implicados na correspondência. Estas cartas são absolutamente aterradoras, e se os Papas pediram a sua publicação, foi para que os fiéis saibam da conspiração arquitectada contra a Igreja pelas sociedades secretas, para que conheçam os seus planos e estejam prevenidos para a sua eventual realização. Não digo mais nada por agora, apenas que é com temor que se lêem estas linhas; não invento nada, apenas faço ler, mas não é segredo nenhum que hoje elas já estejam em realização! Sem esconder que, mesmo os seus projectos mais audazes, já se encontrem ultrapassados pela realidade actual!

D. Marcel Lefebvre in «Do Liberalismo à Apostasia: A Tragédia Conciliar», 1987.

As causas do Modernismo


Não há que duvidar que a causa próxima e imediata é a aberração do entendimento. As remotas, reconhecemo-las duas: o amor por novidades e o orgulho. O amor por novidades basta por si só para explicar toda a sorte de erros. Por esta razão o Nosso sábio predecessor Gregório XVI, com toda a verdade escreveu (Encíclica Singulari Nos, 07-07-1834): «Muito lamentável é ver até onde se atiram os delírios da razão humana, quando o homem corre atrás de novidades e, contra as admoestações de São Paulo, se empenha em saber mais do que convém, e, confiando demasiado em si, pensa que deve procurar a verdade fora da Igreja Católica, onde ela se acha sem a menor sombra de erro». Contudo, o orgulho tem muito maior força para arrastar ao erro os entendimentos; e é o orgulho que, estando na doutrina modernista como em sua própria casa, aí acha à larga de que se cevar e com que ostentar as suas manifestações.

Papa São Pio X in encíclica «Pascendi Dominici Gregis», 1907.


Relembro: Do modernismo