Mostrar mensagens com a etiqueta Catecismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Catecismo. Mostrar todas as mensagens

O ímpio Diderot e o Catecismo Romano


Qual é o melhor livro? A esta pergunta dá uma resposta, digna de ponderação, Diderot. Foi ele um dos primeiros corifeus da filosofia ímpia do século passado. Não ousou confiar de ninguém a educação de sua filha única, menina de dez anos; ele mesmo tomou sobre si esse cuidado, ensinando-lhe o Catecismo.
Um amigo de Diderot, certa ocasião, deu com ele a ensinar o Catecismo a sua filha.
Que quer isso dizer, exclamou ele, então tu ensinas o Catecismo a tua filha? Estás em teu juízo perfeito?
Diderot, que só com seus amigos queria ser ímpio, não, porém, na presença de sua filha, franziu o sobrolho, e respondeu com gravidade: «Se conhecesse melhor livro para fazer de Maria uma menina respeitosa e terna, boa mulher e digna mãe de família, ensinar-lho-ia; em verdade, porém, não conheço no mundo livro que tudo isto possa fazer como o Catecismo; oxalá que, para a felicidade dela e minha, creia, ame e pratique tudo o que ele ensina!»

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 1º Ano, Nº 11, Novembro de 1895.

Doutrina católica sobre a pena de morte


Outra espécie de morte lícita é a que compete às autoridades. Foi-lhes dado o poder de condenar à morte, pelo que punem os criminosos e defendem os inocentes, de acordo com a sentença legalmente lavrada. Quando exercem seu cargo com espírito de justiça, não se tornam culpados de homicídio; pelo contrário, são fiéis executores da Lei Divina, que proíbe de matar.
Se o fim da Lei é garantir a vida e segurança dos homens, as sentenças (capitais) dos magistrados obedecem à mesma finalidade, enquanto eles são os legítimos vingadores dos crimes, reprimindo a audácia e a violência mediante a pena de morte. Por essa razão dizia David: «Desde o romper do dia, exterminava eu todos os pecadores da terra, a fim de suprimir da cidade de Deus todos os que praticam iniquidade» (Ps 100, 8).

Fonte: «Catecismo Romano», 1566 (reedição de 1951).

Das obrigações entre os maridos e suas mulheres


P. Quais são as obrigações da mulher a respeito do marido?
R. Muitas; porque lhe deve amor, obediência, fidelidade, paciência, e assistência.
P. Em que consiste esse amor?
R. Esse amor consiste em o tratar com afabilidade, como pessoa com quem Deus a ajuntou, para viverem em união.
P. Em que consiste a obediência que lhe deve?
R. Deve obedecer-lhe em tudo o que não for pecado, para que se não rompa a união de corações, que Deus intentou no Matrimónio.
P. Em que consiste a fidelidade que lhe deve?
R. Em não faltar à promessa que lhe fez quando casou com ele, de não violar este Sacramento.
P. E que paciência é essa que deve ter com ele?
R. O marido é a cabeça da mulher, e os membros devem acomodar-se com o mal da cabeça, se o há.
P. E não pode a mulher corrigir o marido dos defeitos que lhe prejudicam?
R. Pode; mas com amor, prudência, e respeito; porque os membros são obrigados a acudir ao mal da cabeça.
P. E que assistência deve a mulher fazer a seu marido?
R. Em todos seus trabalhos e enfermidades, ela deve ser a primeira em lhe dar ou procurar o socorro, quanto ao corpo e também quanto à alma.
P. E quais são as obrigações dos maridos a respeito de suas mulheres?
R. Também têm muitas obrigações.
P. Quais são?
R. Cinco principais: amor terno, sustento, fidelidade, paciência, a assistência.
P. Por que há-de esse amor ser terno?
R. Porque o seu sexo o pede: a mulher deve amar seu marido com respeito, e o marido deve amá-la com ternura.
P. E que obrigação é essa da fidelidade?
R. É a mesma que a mulher deve ao marido, porque tão grande pecado é faltar o marido ao que prometeu a sua mulher, como faltar ela ao que prometeu a seu marido.
P. E que obrigação é essa da Paciência?
R. É a mesma que deve a mulher ter com o marido; porque Deus quando os ajuntou, foi para se suportarem mutuamente as faltas um do outro.
P. E que assistência lhe deve fazer o marido?
R. A mesma que a mulher lhe deve fazer a ele.

Fonte: «Catecismo da Doutrina Cristã, composto por mandado do Exmo. e Revmo. Senhor Cardeal de Mendonça, Patriarca de Lisboa», 1791.

Das obrigações morais de Amos e Criados


Das obrigações dos criados a respeito de seus amos.

P. Quais são as obrigações dos criados a respeito dos amos?
R. São quatro; porque lhes devem ter Amor, Respeito, Fidelidade, e Obediência.
P. Que casta de amor devem ter os criados a seus amos?
R. Amor, que os faça zelar os interesses da casa que lhes competem, e acudir por eles.
P. E em que consiste o respeito que lhes devem ter?
R. Consiste em lhes responder atenciosamente.
P. E qual é a fidelidade a que estão obrigados?
R. Consiste em não consentir que tenham seus amos prejuízo, nem nos bens que lhes entregam, nem nas pessoas que confiam à sua vigilância.
P. E em que estão obrigados os criados a obedecer a seus amos?
R. Em tudo o que pertence ao seu legítimo serviço, não sendo contra a Lei de Deus.

Das obrigações dos amos a respeito dos criados.

P. Que obrigações têm os amos a respeitos dos criados?
R. Devem-lhes seis coisas principais.
P. Quais são?
R. Devem-lhes o salário, o sustento, a instrução, a correcção, o bom exemplo, e a assistência.
P. Que obrigação é a do salário?
R. Eles devem pontualmente pagar-lhes o salário em que se ajustaram.
P. E será pecado retardar-lho se eles o pedem?
R. É um pecado que clama ao Céu.
P. E que casta de assistência devem os amos aos criados?
R. Devem curá-los nas suas enfermidades, e acudir-lhes com os remédios da alma e corpo, ou procurar quem os socorra.
P. E que instrução lhes devem dar?
R. A Doutrina Cristã e tudo o que é preciso que saibam para se salvarem.
P. E que correcção é a que lhes devem dar em consciência?
R. A correcção no que toca aos costumes.
P. Em que género lhes devem dar bom exemplo?
R. Não devem diante deles fazer acções más, nem dizer palavra que lhes possa ser prejudicial às suas almas.
P. E têm obrigação de fazer acções boas diante deles?
R. Devem mostrar-lhes que observam a Lei de Deus e da Igreja.

Fonte: «Catecismo da Doutrina Cristã, composto por mandado do Exmo. e Revmo. Senhor Cardeal de Mendonça, Patriarca de Lisboa», 1791.


A vida humana tem um valor absoluto?


Num debate sobre a "eutanásia", a deputada esquerdista Isabel Moreira afirmou que «a vida humana não é um direito absoluto». Tal afirmação provocou indignação em muitos direitistas, que, assumindo uma posição mais humanista que católica, chegaram a diabolizar a deputada, acusando-a de "nazismo". Contudo, apesar de errada quanto ao fim, a afirmação está correcta quanto ao princípio. De facto, à luz do Direito e da Moral Católica, a vida humana não tem valor nem direito absoluto. Deus, que não Se engana nem nos engana, diz-nos pelo 5º Mandamento que é proibido matar. Mas também no diz, pelo mesmo Mandamento, que é lícito tirar a vida de outrem em certas ocasiões. Se o valor e o direito da vida humana fosse absoluto, não haveria excepções em que fosse lícito matar. Eis o que diz o Catecismo da Doutrina Cristã, de São Pio X (1908):

Que nos proíbe o quinto Mandamento: não matar? O quinto Mandamento, não matar, proíbe dar a morte, ferir, ou causar qualquer outro dano no corpo do próximo, por nós ou por meio de outrem. Proíbe também ofendê-lo com palavras injuriosas e querer-lhe mal. Neste Mandamento, Deus proíbe também ao homem dar a morte a si mesmo, isto é, o suicídio.
Por que é pecado grave matar o próximo? Porque o que mata, usurpa temerariamente o direito que só Deus tem sobre a vida do homem; porque destrói a segurança da sociedade humana, e porque tira ao próximo a vida, que é o maior bem natural que ele tem neste mundo.
Haverá casos em que seja lícito matar o próximo? É lícito matar o próximo: durante o combate em guerra justa; quando se executa por ordem da autoridade suprema a condenação à morte em castigo de algum crime grave; e finalmente, quando se trata de necessária e legítima defesa da vida, no momento de uma injusta agressão.

Fica assim reposta a verdade, que neste caso, como em tantos outros, foi ofuscada pelos clubismos políticos. E quão prejudiciais à Verdade têm sido esses clubismos... Ou tal como observou G. K. Chesterton: O papel dos progressistas é cometer erros continuamente; o papel dos conservadores é impedir que os erros sejam corrigidos.

Párocos e Fregueses: obrigações do 4º Mandamento


P. Que obrigações têm os Fregueses a respeito dos seus Párocos?
R. Muitas; porque devem honrá-los, como tendo o lugar de Deus: devem ouvir com respeito as suas instruções e advertências; devem obedecer-lhes no que lhes pertence, como a Jesus Cristo; e devem contribuir ao seu sustento com o que for de costume.
P. E que obrigações têm os Párocos a respeito dos Fregueses?
R. Também são muitas.
P. Quais são?
R. Devem instruí-los; devem dar-lhes bom exemplo; devem socorrê-los nas suas necessidades, e devem orar a Deus por eles.
P. E se os Párocos não instruírem os seus Fregueses, porque chamando-os eles, os Fregueses não acodem às instruções, quem é que faz o pecado?
R. Os Fregueses, que devem buscar e aproveitar as instruções que os Párocos lhes oferecem.

Fonte: «Catecismo da Doutrina Cristã, composto por mandado do Exmo. e Revmo. Senhor Cardeal de Mendonça, Patriarca de Lisboa», 1791.


O saco de penas


Era uma vez um homem que, por inveja, caluniou gravemente um amigo seu, levando-o à ruína.
Anos depois, arrependido do mal que as suas calúnias fizeram ao seu amigo, procurou um velho sábio, perguntando-lhe: "Que posso eu fazer para corrigir todo o mal que fiz ao meu amigo?" O velho respondeu: "Pega num saco cheio de penas de ave e solta-as ao vento".
No dia seguinte, o homem voltou ao velho sábio: "Já fiz como me mandaste". Ao que o velho lhe respondeu: "Essa foi a parte mais fácil, agora volta a encher o saco com as mesmas penas que soltaste ao vento". Mas o homem entristeceu-se, pois sabia que a tarefa era impossível.
E o velho sábio acrescentou: "Assim como não consegues juntar todas as penas que espalhaste ao vento, também não consegues reparar todo o mal que se espalhou de boca em boca. Vai, sê humilde e caridoso, pedindo perdão ao teu amigo e falando bem dele".

Catecismo Maior de São Pio X:
Quem pecou contra o Oitavo Mandamento [não levantar falsos testemunhos], não basta que se confesse disso, mas é também obrigado a retractar tudo o que disse caluniando o próximo, e a reparar, do melhor modo que possa, os danos que lhe causou.

Pecados contra o Espírito Santo

Santíssima Trindade

Quantos são os pecados contra o Espírito Santo?
Os pecados contra o Espírito Santo são seis:
1. Desesperação de Salvação;
2. Presunção de se salvar sem merecimentos;
3. Contradizer a Verdade conhecida como tal;
4. Ter inveja das mercês que Deus fez a outrem;
5. Obstinação no pecado;
6. Impenitência final.

Porque é que estes pecados se chamam particularmente: pecados contra o Espírito Santo?
Estes pecados chamam-se particularmente contra o Espírito Santo, porque se cometem por pura malícia, a qual é contrária à Bondade que se atribui ao Espírito Santo.

Fonte: «Catecismo Maior de São Pio X», 1908.

Dia das mentiras?


Que é a mentira?
A mentira é um pecado que consiste em afirmar como verdadeiro ou como falso, por meio de palavras ou de acções, o que se sabe não ser assim.

De quantas espécies é a mentira?
A mentira é de três espécies: jocosa, oficiosa e danosa.

Que é a mentira jocosa?
Mentira jocosa é aquela pela qual se mente por gracejo e sem prejuízo para ninguém.

Que é a mentira oficiosa?
Mentira oficiosa é a afirmação de uma falsidade para utilidade própria ou alheia, sem prejuízo para ninguém.

Que é a mentira danosa?
Mentira danosa é a afirmação de uma falsidade com prejuízo do próximo.

É lícito alguma vez mentir?
Nunca é lícito mentir, nem por gracejo, nem para proveito próprio ou alheio, porque é coisa má por si mesma.

Que pecado é a mentira?
A mentira, quando é jocosa ou oficiosa, é pecado venial; mas, quando é danosa, é pecado mortal, se o prejuízo que causa é grave.

Retirado do «Catecismo Maior de São Pio X» (que é uma simplificação por meio de perguntas e respostas do Catecismo Romano de 1566, o catecismo católico propriamente dito).

Pecados que pedem vingança a Deus


Quais são os pecados que bradam ao Céu e pedem vingança a Deus?
Os pecados que bradam ao Céu e pedem vingança a Deus são quatro:
1º homicídio voluntário;
2º pecado impuro contra a natureza;
3º opressão dos pobres, principalmente órfãos e viúvas;
4º não pagar o salário a quem trabalha.

Por que se diz que estes pecados pedem vingança a Deus?
Diz-se que estes pecados pedem vingança a Deus, porque o diz o Espírito Santo, e porque a sua malícia é tão grave e manifesta, que provoca o mesmo Deus a puni-los com os mais severos castigos.

Fonte: «Catecismo Maior de São Pio X», 1908.

Doutrina da Igreja sobre a Pena de Morte

Rei David

Evangelho segundo São João:
Disse-Lhe então Pilatos: Não me falas? Não sabes que tenho poder para Te soltar e poder para Te crucificar? Jesus respondeu: Nenhum poder terias sobre Mim se do Alto te não fosse dado.

Catecismo Romano ou Catecismo de Trento:
Outra espécie de morte lícita é a que compete às autoridades. Foi-lhes dado o poder de condenar à morte, pelo que punem os criminosos e defendem os inocentes, de acordo com a sentença legalmente lavrada. Quando exercem o seu cargo com espírito de justiça, não se tornam culpados de homicídio; pelo contrário, são fiéis executores da Lei Divina, que proíbe de matar.
Se o fim da Lei é garantir a vida e segurança dos homens, as sentenças dos magistrados obedecem à mesma finalidade, enquanto eles são os legítimos vingadores dos crimes, reprimindo a audácia e a violência mediante a pena de morte. Por essa razão dizia David: Desde o romper do dia, exterminava todos os pecadores da terra, a fim de suprimir da cidade de Deus todos os que praticam a iniquidade.

Catecismo Maior de São Pio X:
É lícito matar o próximo: durante o combate em guerra justa; quando se executa por ordem da autoridade suprema a condenação à morte em castigo de algum crime grave; e finalmente, quando se trata de necessária e legítima defesa da vida, no momento de uma injusta agressão.