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6 de Junho: São Norberto


Norberto, nascido em 1080, em Xanten, perto de Colónia, foi educado na Côrte do Imperador. Um dia em que cavalgava, acompanhado por um criado, vê-se assaltado por um furacão. Como Paulo no caminho de Damasco, ouve uma voz a chamá-lo ao serviço da Igreja; ao mesmo tempo, rebenta um raio, lançando-o por terra. Ao levantar-se, sente Norberto o desejo de consagrar-se a Deus. Iniciado nas sagradas Ordens, dedicou-se inteiramente à pregação da palavra de Deus. Depois, guiado pelo Espírito Santo, que continua no correr dos séculos a santificar a Igreja, escolhe um retiro num lugar deserto, chamado Premonstrado, não longe de Soissons, instituindo ali a Ordem que tomou esse nome. Ao morrer o santo Fundador, a nova família contava, só nesse lugar, mais de mil cónegos regulares. São Norberto participou da plenitude do sacerdócio de Cristo, sendo sagrado Arcebispo de Magdeburgo. Ajudou o Papa Inocêncio II a triunfar do Antipapa Anacleto. Foi também amigo de São Bernardo. Depois de ter feito plenamente valer os talentos que Deus lhe confiara para a direcção de sua família religiosa e de sua diocese, «esse homem de Deus, diz o Breviário, cheio do Espírito Santo e carregado de méritos, adormeceu no Senhor, no ano da salvação 1134». – Peçamos a Deus a graça «de praticar o que São Norberto ensinou por palavras e acções».

Fonte: «Missal Quotidiano e Vesperal», 1940.

O significado de "Colónia" e "Colono"


Colónia. Gente que se manda para alguma terra novamente descoberta, ou conquistada, para a povoar. A mesma terra assim povoada também se chama Colónia. Colonia, ae. Fem. Cic.
Os que são mandados para fazer uma Colónia, ou os moradores da Colónia. Coloniorum. Masc. Plur. Cic.
Fundar ou estabelecer colónias. Colonias constituere, ou collocare. Cic.
Levar uma colónia. Coloniam, ou Colonos deducere. Cic.
Coisa concernente a Colónia. Colonicus, a, um. Sueton. Foi povoada de antiga e nobre gente, que chegou com o domínio e Colónias à mesma Itália. Vida do Princ. Teod., pág. 6.
Colónia. Cidade de Alemanha sobre o Reno, cujo Arcebispo é Príncipe e Eleitor do Império. É uma das quatro cabeças das Cidades Hanseáticas; chamam-lhe a Roma de Alemanha e lhe dão o título de Santa, porque tem no seu recinto 365 igrejas, e nelas as relíquias de muitos corpos de Santos, e entre as cidades livres é a única que não está infecta de Heresia. Na Igreja Matriz de S. Pedro se vêm, entre muitos Mausoléus magníficos, as sepulturas dos três Reis que adoraram ao Divino Infante no presépio, os quais (segundo a tradição) foram trazidos de Constantinopla a Milão, e de Milão a Colónia. É cercada de grandes muros e guarnecidos de 83 torres, banhados de um triplicado toso, tem belas praças, fermosas ruas e sumptuosos edifícios, com a glória de ser pátria de S. Bruno, fundador dos Cartuxos. Colonia Agrippinensis, ou Colonia Agrippinae. Tomou este nome, ou porque no reinado de Augusto esteve debaixo da protecção de Agripa, ou porque Agripina, neta do dito Agripa e mãe de Nero, nascera em Colónia e acrescentara o seu circuito.
De Colónia. Coloniensis, is. Masc. et Fem. se, is. Neut.
Colono. Um dos fundadores de uma Colónia. Colonus, i. Masc. Cic. Distrito capaz para os novos Colonos. Mon. Lusit. tom. 5, pág. 100, col. 2.
Colono. Agricultor. Colonus, i. Masc. Cic. E no-lo tirará o mesmo Senhor, que no-lo deu como a maus Colonos. Vieira. tom. 4, pág. 548.

Pe. D. Rafael Bluteau in «Vocabulário Português e Latino», Tomo II, 1712.

O Plano Kaufman para a Alemanha


Um ano antes da dita Conferência de Wannsee, a 1 de Março de 1941, o judeu nova-iorquino Theodore N. Kaufman, publicou o livro «A Alemanha deve perecer!». Com um título bem explícito, o livro defende a tese de que a paz mundial só é possível com a extinção da Alemanha. E para esse efeito, Kaufman apresenta uma solução final (sic) de ocupação e fragmentação territorial da Alemanha, a par do extermínio ou erradicação do Povo Alemão através da esterilização forçada.
Embora criminoso, este plano foi bastante divulgado na imprensa norte-americana da época. Jornais como o The New York Times ou o New York Post, e revistas como a Time, não se coibiram de publicitar o diabólico plano de Theodore N. Kaufman. Em entrevista ao jornal The Canadian Jewish Chronicle o mesmo Kaufman declarou:
A operação é extremamente rápida, não levando mais de dez minutos para ser concluída... Tomando 20 mil cirurgiões como um número arbitrário e assumindo que cada um realizará no mínimo 25 operações diárias, não levaria mais de um mês, no máximo, para completar a sua esterilização.
Eu acredito que os Judeus têm uma missão na vida. Eles devem trabalhar para que as nações do mundo se reúnam numa vasta confederação. "Union Now" é o começo disso. Lentamente, mas com firmeza, o mundo irá desenvolver-se num paraíso. Teremos a paz perpétua. E os Judeus trabalharão afincadamente para criar essa confederação, porque eles são quem mais tem a ganhar. Mas como poderemos obter a paz mundial se a Alemanha existe? A única maneira de conseguir a paz eterna, é tornar o castigo de travar uma guerra mais horrível do que a própria guerra. Os seres humanos são condenados por homicídio, não são? Bem, a Alemanha começa todas as guerras de magnitude. Esterilizemos todos os Alemães e as guerras de dominação mundial chegarão ao fim!

E metade da Europa ficou em mãos comunistas...


Faz hoje, 3 de Setembro, 80 anos que os Aliados ocidentais declararam guerra à Alemanha, com a justificação de defender a Polónia da invasão germânica – e assim começava a Segunda Guerra Mundial. Porém, quase seis anos depois, derrotada a Alemanha, os mesmos Aliados entregaram deliberadamente, não só a Polónia, mas metade do território europeu nas mãos dos comunistas da União Soviética (que já em 1939-1940 tinham feito vários avanços territoriais para Ocidente, sem que aos Aliados isso inquietasse).

Relembro:

Lutero: herói da Alemanha Comunista


Celebra-se neste ano de 1983 os 500 anos do nascimento de Lutero. Ele nasceu em 10 de Novembro de 1483 e a sua influência é ainda considerável no nosso tempo. Na Alemanha, o Lutherjahr une as duas partes da nação alemã [ocidental e oriental] na comemoração da vida e obra do monge herege que professou na Ordem dos Agostinhos. Filmes, livros, cerimónias oficiais e iniciativas de índole religiosa, chamam a atenção do povo germânico para os remotos tempos do século XV.
No Ocidente, o presidente Karl Carstens inaugurou no Verão uma exposição em Nuremberga e declarou sintomaticamente: «Lutero tornou-se um símbolo de unidade para toda a Alemanha. Nós somos todos herdeiros de Lutero». Bustos, medalhas, colóquios e debates, fazem parte do bric-à-brac, que também inclui uma participação católica...
Na Alemanha de Leste, depois de o terem injuriado como um serventuário dos príncipes e um traidor à causa revolucionária, a elite política entendeu que ele é, a quinhentos anos de distância, um herói. É justamente o chefe do Partido Comunista, o presidente Erich Honecker, que chefia o quadro de honra das comemorações oficiais e foi ele que se lhe referiu como «o iniciador de um grande movimento revolucionário», descrevendo a Bíblia de Lutero como «uma das maiores realizações culturais da nossa história».
O governo do Leste, em cujo território se encontram a maior parte dos locais em que Lutero se movimentou, teve o cuidado de restaurar, à custa de milhões de dólares, as instalações primitivas: Eisleben, onde ele nasceu e morreu, Erfurt, onde se preparou para o sacerdócio católico, Wartburg, onde traduziu o Novo Testamento e, evidentemente, Wittenberg, o berço do Protestantismo. O famoso Lutherjahr da RDA tem uma comissão oficial com 104 membros, 6 membros do Politburo e uma larga equipa de especialistas e burocratas do governo. Honecker e o seu aparelho estão apostados na recuperação do «herói» germânico, o que ajudaria a forjar um mito fundacional e a demonstrar a genuína realidade de uma verdadeira Alemanha no Leste, herdeira e admiradora das suas belas tradições históricas.
Paradoxalmente, este interesse objectivo por Lutero por parte do Leste alemão depara-se com um grande problema. É que Lutero ajudou e incitou os príncipes a liquidar os camponeses revoltosos, que apenas desejavam pôr em prática as teorias de Lutero... Mas o facto é que o interesse alemão é demasiado para se prender a estes pormenores. O Partido Comunista da República Democrática Alemã (RDA) preparou-se antecipadamente e, em 1981, declarou Lutero «precursor da Revolução» e «objectivamente progressista», e contra isto não há nada que objectar. Assim, fica arrumado o monge falaz na galeria honrada dos heróis germânicos, de leste e oeste, penhor de uma revolta contra o Papado, contra o Vaticano, contra a Doutrina Tradicional e, enfim, contra a herança velha de séculos que a Igreja tem à sua guarda.

Fonte: Revista «Futuro Presente», 1984.

25º aniversário da queda do Muro de Berlim


O quadro acima reproduzido chama-se Reunificação e é do pintor alemão Herbert Smagon, conhecido pelas suas obras bastante polémicas. Neste caso, o pintor quis ilustrar as duas Alemanhas separadas pelo Muro de Berlim, que representavam simultaneamente os dois blocos que governavam o mundo de então: o capitalista e o comunista. Do lado capitalista, vemos representado o individualismo, o consumismo e a luxúria dos prazeres sensuais. Do lado comunista, vemos o colectivismo uniforme, cinzento, frio e desprovido de vida. Em ambos os lados, vemos o materialismo, a ausência da dimensão espiritual. Como diria António Marques Bessa no seu Ensaio sobre o fim da nossa Idade: "tanto a Este como a Oeste o que domina é o reino imundo da quantidade, das ideias reflexas, do homem vegetativo" e acrescenta ainda que "a vida amputada da dimensão espiritual, vai-se progressivamente concentrando no económico, no puramente material". Também por isso, segundo este autor, "as angústias mais características do nosso tempo e da nossa civilização são as espirituais, que nascem da tensão entre o homem e a sociedade de massa, que o sufoca e aniquila em tudo aquilo que tem de supramaterial". De facto, o Muro caiu, as Alemanhas reunificaram-se e a guerra entre os dois blocos terminou. Venceu o materialismo. Perdemos todos.

17 de Setembro de 1939


Neste mesmo dia, há 75 anos, o Exército Vermelho invadia a parte oriental da Polónia, anexando-a à União Soviética. Ficava assim fechada a ocupação da Polónia, cuja parte ocidental já tinha sido anexada pela Alemanha, a 1 de Setembro de 1939. Contudo, se a conquista alemã levou a França e a Inglaterra a declararem guerra à Alemanha, o mesmo já não aconteceu em relação à URSS, que além da Polónia Oriental, também invadiu os Países do Báltico, a Carélia, a Moldávia e a Ruténia. À invasão soviética só sobreviveu a Finlândia, que lutou arduamente na célebre Guerra do Inverno, com uma humilhante derrota para a URSS.
Para a História, fica esta estranha dualidade por parte dos Aliados: passividade perante as invasões soviéticas, agressividade perante a invasão alemã.