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6 de Dezembro: Dia do verdadeiro Pai Natal


S. Nicolau, chamado o Grande, nasceu na Ásia Menor. Deus o glorificou por inúmeros milagres, e a Igreja, em vista do poder desse Santo sobre as chamas, nos faz pedir a graça de sermos preservados, por sua intercessão, do fogo do inferno. Nomeado Arcebispo de Mira, a sua solicitude pastoral estendeu-se a todas as necessidades do seu rebanho. Tomou parte no Concílio de Niceia, no qual foi condenado o Arianismo. Fazendo valer os talentos mencionados no Evangelho, praticava, ao mesmo tempo, as obras de misericórdia espirituais e temporais, como indicam as esmolas discretamente lançadas por uma janela, para salvar a honra de três moças, e ainda lembradas pela festa infantil, em que se atribui à generosidade de S. Nicolau, os presentes encontrados nos sapatos das crianças. O Santo morreu em 324. As suas relíquias são conservadas em Bari (Itália). Ajudemos o próximo nas suas necessidades de corpo e alma.

Fonte: «Missal Quotidiano e Vesperal», 1940.

São Nicolau e o Pai Natal


Quem deu força à lenda do Pai Natal foi Clement Clarke Moore, um professor de literatura grega em Nova Iorque, com o poema "Uma visita de São Nicolau", escrito para os seus filhos em 1822. Moore divulgou a versão de que São Nicolau viajava num trenó puxado por renas e ajudou a popularizar outras características, como o facto de ele entrar pela chaminé na Noite de Natal. A explicação da chaminé vem da Finlândia, uma das fontes de inspiração do poema. Os antigos lapões viviam em pequenas tendas cobertas com pele de rena. A entrada era um buraco no telhado. E assim, de personagem real na Ásia Menor [Bispo de Mira], o Pai Natal imaginário passou a vir do Pólo Norte.
A última e mais importante característica incluída na figura do Pai Natal é a sua roupa vermelha e branca. Antigamente, ele vestia-se como bispo ou usava cores próximas do castanho, com uma coroa de azevinhos na cabeça ou nas mãos. Mas não havia um padrão. O seu visual actual foi obra do ilustrador Thomas Nast, na revista Harper's Weekly, em 1886, numa edição especial de Natal. Em alguns lugares da Europa ele ainda é representado com os paramentos eclesiásticos de bispo e, ao invés do gorro vermelho, tem uma mitra episcopal.

Fonte: «Guia de Curiosidades Católicas», 2007.