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David Ricardo e Karl Marx


É importante notar que foi um banqueiro judeu inglês, o célebre economista David Ricardo, filho de um banqueiro judeu holandês que emigrou para Londres no final do século XVIII, o inventor e o teórico de uma concepção puramente económica do mundo, que hoje o domina quase por completo. O mercantilismo político contemporâneo, os negócios acima de tudo, os negócios considerados como fim supremo dos esforços humanos, provêm directamente de Ricardo. Além disso, o fundador do socialismo científico, o judeu alemão Karl Marx, colocou-se no mesmo terreno de Ricardo, para combatê-lo, aproveitando grande número das suas concepções, dos seus argumentos, das suas teorias e das suas conclusões.
A ligação misteriosa, a afinidade secreta que une, apesar de tudo, os mercantilistas e os negociantes puritanos, aos bolchevistas, provém, em grande parte, do facto de terem em comum, embora tirando diferentes consequências e conclusões, a mesma concepção e a mesma visão do mundo. As quais são produtos essencialmente semitas, saídos dos cérebros judeus de David Ricardo e Karl Marx.
A concepção místico-judaica-economista da humanidade é comum ao capitalismo puritano e ao socialismo dito científico, de onde saiu o bolchevismo.

Georges Batault in «Le problème juif», 1921.

No reino de Mamom


A proclamação solene dos direitos do «Terceiro Estado» em França constitui a etapa decisiva a que se seguem as variedades da «revolução burguesa», ou seja, exactamente da terceira casta, a que servem de instrumento as ideologias liberais e democráticas. Paralelamente é característica desta Era a teoria do contrato social: como vínculo social agora já nem sequer se encontra uma fides de tipo guerreiro, ou seja, relações de fidelidade e de honra. O vínculo social reveste-se de um carácter utilitário e económico: é um acordo assente na conveniência e no interesse material – o que só um mercador pode conceber. O ouro serve de intermediário e quem dele se apossar e souber multiplicá-lo (capitalismo, finanças, trusts industriais) por detrás da fachada democrática controla virtualmente também o poder político e os instrumentos que servem para formar a opinião pública. A aristocracia cede o lugar à plutocracia; o guerreiro, ao banqueiro e ao industrial. A economia triunfa em toda a linha. O tráfico de dinheiro e a agiotagem, outrora confinada nos ghettos, invadem toda a nova civilização. Segundo a expressão de Sombart, na terra prometida do puritanismo protestante, com o americanismo e o capitalismo, não vive mais que «espírito judaico destilado». E é natural que, dadas estas premissas de parentesco, os representantes modernos do judaísmo secularizado tenham quase visto abrir-se à sua frente, nesta fase, as vias da conquista do mundo. São características estas expressões de Karl Marx: «Qual é o princípio mundano do judaísmo? A exigência prática, a vantagem pessoal. Qual é o seu deus terrestre? O dinheiro. O judeu emancipou-se de uma maneira judaica, não só por se ter apropriado da potência do dinheiro, mas também porque, graças a ele, o dinheiro se tornou uma potência mundial e o espírito prático judaico se tornou o espírito prático dos povos cristãos. Os judeus emanciparam-se na medida em que os cristãos se tornaram judeus. O deus dos judeus mundanizou-se e tornou-se o deus da terra. O câmbio é o verdadeiro deus dos judeus». Na realidade a codificação religiosa do tráfico do ouro como empréstimo com juros, a que anteriormente sobretudo o judeu se tinha consagrado, faltando-lhe quase qualquer outro meio para se poder afirmar, pode ser considerada a própria base da aceitação e do desenvolvimento aberrante, no mundo moderno, de tudo o que é banca, finança, economia pura, fenómeno comparável ao avanço de um verdadeiro cancro. É este o momento fundamental da «Era dos Mercadores».

Julius Evola in «Rivolta Contro il Mondo Moderno», 1934.

Abolição das Nações: um objectivo comunista

Pintura de Marx, Engels e Tito no Inferno

Aos comunistas tem sido censurado de querem abolir a pátria, a nacionalidade.
Os operários não têm pátria. Não se lhes pode tirar o que não têm. Na medida em que o proletariado tem primeiro de conquistar para si a dominação política, de se elevar a classe nacional, de se constituir a si próprio como nação, ele próprio é ainda nacional, mas de modo nenhum no sentido da burguesia.
Os isolamentos e as oposições nacionais dos povos vão desaparecendo cada vez mais com o desenvolvimento da burguesia, com a liberdade de comércio, com o mercado mundial, com a uniformidade da produção industrial e com as relações de vida que lhe correspondem.
A ditadura do proletariado fá-los-á desaparecer ainda mais depressa.

Karl Marx e Friedrich Engels in «Manifesto do Partido Comunista», 1848.

§

Comentário: Vale a pena lembrar como Karl Marx defendeu o comércio-livre porque este «desagrega antigas nacionalidades e leva o antagonismo entre o proletariado e a burguesia ao ponto extremo».

O Comunismo morreu?


Há umas semanas, alguém que se diz católico tradicionalista, dizia-me que o Comunismo já não representa uma grande ameaça porque está praticamente morto e acabado... Aparentemente sim, o Muro de Berlim caiu e os partidos comunistas estão a perder peso e apoio entre as populações. Contudo, nunca o mundo foi tão comunista como agora. Hoje em dia, mais do que nunca, o Comunismo não se limita a um grupo político definido, mas está amplamente difundido nas inteligências, nas mentalidades, na cultura, nas ciências e na moral. Na verdade o Comunismo não morreu, apenas se simplificou e vulgarizou. O Marxismo-Leninismo deu lugar ao Marxismo Cultural de Gramsci.

Analogamente, relembro como o maçon e ocultista Oswald Wirth (1912) definia a sua estratégia: «A Franco-Maçonaria pode tornar-se uma vastíssima associação, sobretudo se ela se espiritualiza, divulgando os seus princípios, sem exigir aos que os aceitam que venham tomar parte nos mistérios das lojas. Os mações sem avental são muitas vezes os melhores. Por que não favorecer a sua auto-formação?»

O fascismo tem origem no marxismo?


Ao contrário do que afirma o jornalista e romancista, José Rodrigues dos Santos, o Fascismo italiano não tem origem no Marxismo. As provas são inúmeras, mas basta apenas uma para refutar a tese. Eis, por exemplo, a perspectiva fascista sobre a luta de classes (questão central do Marxismo):
Colaboração das classes – ponto fundamental do sindicalismo fascista. O capital e o trabalho não são dois termos antagónicos; são dois termos complementares.
Benito Mussolini in revista «Gerarchia», n° 5, Maio de 1925.
Toda a dialéctica marxista é baseada no princípio de que a história da Humanidade consiste na história da luta de classes. Ora o Fascismo rejeita a luta de classes, à qual contrapõe a colaboração de classes. Por isso, Fascismo e Marxismo são, na teoria e na prática, díspares.

Marxismo e Ateísmo


Marx não foi primeiro um comunista e depois um ateísta. Foi primeiro um ateísta e depois um comunista. O comunismo era uma mera expressão do seu ateísmo. Assim como odiava Deus, odiava também aqueles que possuíam propriedades. Eis o que ele escreveu: "O que o Ateísmo é para o pensamento, o Comunismo é-o para a acção social". A sua relação intrínseca explica-se deste modo: "O Comunismo principia onde principia o Ateísmo". Quando uma pessoa é desenraizada espiritualmente pelo ateísmo, fica preparada para economicamente ser desenraizada pela destruição da propriedade privada. O comunismo não nasceu do pensamento: nasceu do ódio, o ódio pelo que o homem é, um filho de Deus; e o ódio pelo que o homem possui, em especial a propriedade, garantia da sua liberdade económica. Fundi estes dois ódios e fazei com eles uma teoria, e aí tereis a filosofia comunista.

Mons. Fulton Sheen in «Aprendei a Amar», 1957.

Liberdade de ensino e relativismo


Guardemos pois estas palavras do Papa [Leão XIII na encíclica Libertas]: o poder civil não pode dar nas escolas chamadas públicas o direito de ensinar Marx e Freud, ou o que é pior, dar licença de ensinar que todas as opiniões e doutrinas têm igual valor, que nenhuma pode reivindicar a verdade para si, que todas devem tolerar-se mutuamente; isto constitui a pior das corrupções do espírito: o relativismo.

Mons. Marcel Lefebvre in «Do Liberalismo à Apostasia: A Tragédia Conciliar».

Socialismo, sionismo e satanismo


Ligação misteriosa foi a que se estabeleceu entre Marx e o seu mestre, o escritor judeu Moses Hess, considerado o Pai do Sionismo Socialista. Na cosmovisão e na mentalidade de Moses Hess, há uma curiosa superposição e permeação de camadas ideológicas – a tríade socialismo, sionismo e satanismo. Ao mesmo tempo, Moses foi um dos fundadores do socialismo e mentor de Marx e Engels; arvorou o ideal do sionismo sendo o seu precursor, antes mesmo de Theodor Herzl; além disso, iniciou no satanismo os seus dois discípulos. Moses publicou em 1862 o livro Roma e Jerusalém (Rome and Jerusalem: The Last National Question). Nele Moses Hess preconizou a criação e o estabelecimento da nação judaica na Palestina, onde os judeus teriam um estilo de vida agrário socialista e passariam por um processo de "redenção pela terra".

O corporativismo impedia a especulação capitalista


A indústria do artesanato medieval, local e corporativo, impossibilitava a existência de grandes capitalistas e de operários assalariados por toda a vida, tal como os cria, necessariamente, a grande indústria moderna, o actual desenvolvimento do crédito e a evolução correspondente das formas de troca, a saber: a livre concorrência.

Friedrich Engels in «Anti-Dühring», 1878.

§

Comentário: Vale a pena salientar que, apesar das palavras certeiras, Engels nunca foi favorável à economia corporativa. Pelo contrário, era favorável ao desenvolvimento do sistema capitalista como forma de atingir o Comunismo, ou como o próprio Marx reconheceu: o sistema de comércio-livre apressa a revolução social.

O Capitalismo é a antecâmara do Comunismo


Geralmente, o sistema proteccionista é conservador, enquanto o sistema de comércio-livre é destrutivo. Desagrega antigas nacionalidades e leva o antagonismo entre o proletariado e a burguesia ao ponto extremo. Numa palavra, o sistema de comércio-livre apressa a revolução social. É apenas neste sentido revolucionário que voto em favor do comércio-livre.

Karl Marx in «On the Question of Free Trade», 1848.

Marxismo


Tomando por base Rousseau e aceitando que o homem é intrinsecamente bom e perfeito, como requer a falácia humanista e expôs metafisicamente o filósofo de Genebra, os pais do marxismo desenvolveram a temática que se viria também a tornar o fundamento filosófico da Era Moderna. No «Discurso Sobre a Desigualdade» Rousseau tinha escrito: o homem é naturalmente bom. Qualquer traço de violência no seu íntimo é produzido pelas instituições sociais. A propriedade privada e o Estado são as duas instituições predominantes de invenção e autoria humanas. A primeira, produz a desigualdade e requer a segunda para a manter. A propriedade privada e o Estado combinam-se para produzir a ruína do homem. Glosando este tema Proudhon haveria de escrever: «a propriedade privada é o roubo» e Owen, Fourier, Marx, Engels e outros utópicos, aplicar-se-iam a determinar cientificamente a validade destes raciocínios.
Marx chegou inevitavelmente ao diagnóstico e à receita: aceitando que a natureza humana é pacífica e boa, adiantou que o ambiente social é que é responsável pela violência e o vício. A natureza da sociedade humana é determinada pela posse da terra e dos meios de produção. Portanto, a natureza do homem é determinada pela posse do capital. Enquanto a propriedade for privada, a humanidade permanecerá dividida entre explorados e exploradores, e os Estados existirão para proteger os exploradores. Toda a História, por conseguinte, deve ser interpretada em termos de luta de classes, todo o conflito em termos de esforços da classe exploradora para manter as suas vantagens. Porém, se os explorados conseguirem chegar ao controlo do Estado, a propriedade privada será extinta e terminará a luta de classes. A guerra, a miséria e o vício, a violência e a necessidade do Estado acabarão, porque nesse momento o homem será naturalmente pacífico e bom. É claro que nos países onde esta lógica foi levada até às suas últimas consequências pode constatar-se a ironia final: quando um homem confia na bondade de outro, nunca perde mais do que a vida.

António Marques Bessa in «Ensaio sobre o fim da nossa Idade», 1978.