Em Dezembro de 1551, através da Bula «Praeclara charissimi in Christo», S.S. o Papa Júlio III concedeu in perpetuum o grão-mestrado das Ordens Militares de Cristo, Avis e Santiago aos Reis de Portugal, na pessoa de El-Rei D. João III. Pelo que, nem o Presidente dos republicanos, nem nenhum Monarca estrangeiro, pode reclamar para si tal dignidade e legitimidade, que é própria do Rei de Portugal.
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Falecimento do Príncipe D. João de Portugal
No mesmo dia [2 de Janeiro], em terça-feira, das três para as quatro horas depois do meio-dia, ano de 1554, com dezasseis de idade, morreu o Príncipe Dom João, filho dos Reis Dom João III e Dona Catarina, casado de pouco mais de um ano, com a Princesa Dona Joana, filha do Imperador Carlos V. Não quis a Providência Divina, por seus altíssimos juízos, que Portugal gozasse mais tempo este Príncipe, que o era de grandes esperanças. O nascimento d'El-Rei Dom Sebastião, seu filho póstumo, mitigou de algum modo a dor da sua perda, mas para maior perda e perdurável dor da nação Portuguesa.
Pe. Francisco de Santa Maria in «Ano Histórico, Diário Português: Notícia Abreviada de pessoas grandes e coisas notáveis de Portugal», 1744.
Erecção de quatro Bispados
Neste dia [3 de Novembro], ano de 1534, à instância d’el-Rei Dom João III de Portugal, o Papa Paulo III erigiu em Catedrais a Cidade de Goa, de que foi primeiro Bispo Dom Francisco de Mello; a de Angra, de que foi primeiro Bispo Dom Agostinho Ribeiro, Cónego secular da Congregação de São João Evangelista; a de Cabo Verde, de que foi primeiro Bispo Dom Brás Neto; e a de São Tomé em África, de que foi primeiro Bispo Dom Diogo Ortiz de Vilhegas. Todos quatro sufragâneos ao Arcebispo do Funchal, erecto Metropolitano e Primaz do Oriente, pelo mesmo Papa, preeminência que só teve o seu primeiro Arcebispo Dom Martinho de Portugal.
Pe. Francisco de Santa Maria in «Ano Histórico, Diário Português: Notícia Abreviada de pessoas grandes e coisas notáveis de Portugal», 1744.
Aniversário de D. João III e de D. José I
No mesmo dia [6 de Junho], ano de 1592, nasceu no Paço da Alcáçova de Lisboa, o Príncipe Dom João, que depois III do nome foi Rei de Portugal, filho d'El-Rei D. Manuel e de sua segunda mulher a Rainha D. Maria. Ao tempo do seu nacimento se desatou uma terrível tormenta de chuvas, relâmpagos, trovões e raios, qual nunca haviam visto os antigos.
Neste mesmo dia [6 de Junho], ano de 1714, nasceu em Lisboa o Senhor Dom José, Príncipe do Brasil, filho d'El-Rei Dom João V, nosso Senhor, e da Rainha D. Mariana de Áustria. Foi baptizado pelo Cardeal da Cunha, Capelão mor, Inquiridor Geral; Padrinho Luís XIV, Rei de França, de que foi procurador o seu Embaixador Extraordinário o Abade de Mornay; Madrinha a Infanta D. Francisca, com procuração da Imperatriz Amália.
Pe. Francisco de Santa Maria in «Ano Histórico, Diário Português: Notícia Abreviada de pessoas grandes e coisas notáveis de Portugal», 1744.
31 de Julho: Santo Inácio de Loiola
Sto. Inácio nasceu em Loiola, Espanha, na região Basca, em 1491. De temperamento ardente e belicoso, seguiu a carreira das armas; mas foi ferido em Pamplona, o que veio dar ocasião a uma prolongada convalescença, durante a qual a graça divina deu à sua vida um novo rumo. Privado dos livros de cavalaria, descobriu na vida de Cristo e dos santos, horizontes novos, compreendendo que também a Igreja devia ter a sua milícia. Partiu para a abadia beneditina de Monserrate, depôs a espada aos pés da Virgem, disposto a só servir a Cristo. Alguns anos mais tarde, a 13 de Agosto de 1534, Sto. Inácio e os seus seis primeiros companheiros emitiram os votos de religião em Paris, na capela de S. Dinis em Montmartre; foi assim que nasceu a Companhia de Jesus, que havia de ser para a Igreja um poderoso auxiliar na luta contra as heresias e na expansão da fé até aos confins do mundo. Sto. Inácio morreu em Roma em 31 de Julho de 1556. Pio XI proclamou-o patrono de todos aqueles que seguem os exercícios espirituais.
Fonte: «Missal Romano Quotidiano», 1963.
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