O blogue VERITATIS deseja a todos os amigos e leitores um santo e feliz Natal.
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Natal 2025
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Advento
Advento é o tempo de quatro semanas anteriores à festa do Natal. O primeiro dia do Advento ocorre no fim de Novembro ou primeiros dias de Dezembro, e com ele começa o ano litúrgico ou ano eclesiástico. Quer a Igreja que durante o tempo do Advento os fiéis se preparem com a oração e o jejum, para comemorarem cristãmente a vinda ou nascimento de Jesus Cristo. As sextas-feiras do Advento são de abstinência sem jejum, mesmo para os fiéis que têm o Indulto Quaresmal.
Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.
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Natal 2024
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Presépio
Presépio. Dá-se este nome à gruta onde nasceu Jesus Cristo, em Belém. É uma gruta irregular, aberta na rocha, no campo, a pouca distância da pequena cidade. Está transformada em igreja [Basílica da Natividade], que não recebe luz do exterior e é iluminada por muitas lâmpadas. Também se dá o nome de presépio ao lugar que os fiéis preparam na igreja, ou em suas casas, para comemorarem, com imagens religiosas, o nascimento do Menino Jesus. [Este é um bom costume cristão iniciado por São Francisco de Assis].
Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.
Natal 2023
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Vasco da Gama descobre a terra de Natal
No mesmo dia [25 de Dezembro], ano de 1497, com mais de cinco meses da primeira viagem da Índia, descobriu Vasco da Gama na costa da Etiópia Oriental a terra, a que pela circunstância do mesmo dia, chamou do Natal. Para que a examinassem, deixou nela dois homens dos delinquentes, que levava de Lisboa para este efeito, e o informassem quando voltasse (se fossem vivos) da qualidade do País. Achou tanta satisfação dos habitantes que o seu Régulo bem acompanhado visitou a nossa frota; e com resgate de algum marfim e mantimentos, continuou Vasco da Gama a viagem em descobrimento da terra que buscava.
Pe. Francisco de Santa Maria in «Ano Histórico, Diário Português: Notícia Abreviada de pessoas grandes e coisas notáveis de Portugal», 1744.
Natal 2022
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Natal
Todo o lar cristão deveria ter o seu presépio, em torno do qual fossem recitadas nesses dias as orações da manhã e da noite. As crianças compreenderiam assim (nessa época de alegria, tão apropriada à infância) que devem associar-se a esses pequenos pastores e a esses magos, para adorar o pequeno Jesus, o Deus-Menino, deitado sobre a palha, e honrar a Sua Mãe e o Seu Pai adoptivo, que o contemplam de joelhos.
Os alegres cânticos de Natal a nos recordarem a cândida alegria dos pastores na noite santa, a árvore de Natal, onde o indigente, representando o Cristo que nasceu pobre no presépio, pode aproveitar de uma generosa distribuição de objectos úteis, o bolo dos Reis, no qual tem ele também a sua parte – a parte de Deus – e onde o Rei da fava honra, pela sua realeza de um momento, a realeza dos Magos, ou a ainda maior do Menino-Deus, todos esses usos cristãos deveriam ser conservados.
Eco familiar das solenidades religiosas em que tomamos parte, eles mostram até que ponto a vida da Igreja, que é a de Jesus, penetra e santifica a nossa. É por todos esses meios que a fé na Encarnação do Verbo se aviva cada ano mais em nossas almas.
Fonte: «Missal Quotidiano e Vesperal», 1940.
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Ao Menino Deus em metáfora de doce
– Quem quer fruta doce?
– Mostre cá! Que é isso?
– É doce coberto,
É manjar divino.
– Vejamos o doce,
E depois que o virmos,
Compraremos todo,
Se for todo rico.
– Venha ao portal logo;
Verá que não minto,
Pois de várias sortes
É doce infinito.
– Descubra, minha alma.
Mas ah! Que diviso?
Envolto em mantilhas,
Um Infante lindo!
– Pois de que se admira,
Quando este Menino
É doce coberto,
É manjar divino?
– Diga o como é doce,
Que ignoro o prodígio.
– Não sabe o mistério?
Ora vá ouvindo:
Muito antes de Santa Ana,
Teve este doce princípio,
Porque já do Salvador
Se davam muitos indícios.
Mas na Anunciada dizem
Que houve mais expresso aviso,
E logo na Encarnação
Se entrou por modo divino.
Esteve pois na Esperança
Muitos tempos escondido,
Saiu da Madre de Deus,
Depois às Claras foi visto.
Fazem dele estimação
As freiras com tal capricho,
Que apuram para este doce
Todos os cinco sentidos.
Afirmam que no Calvário
Terá seu termo finito,
Sendo que no Sacramento
Há-de ter novo artifício.
Que seja doce este Infante,
A razão o está pedindo,
Porque é certo que é morgado,
Sendo unigénito Filho!
Exposto ao rigor do tempo,
Quando tirita nuzinho,
Um caramelo parece
Pelo branco e pelo frio.
Tal doce é, que, porque farte
Ao pecador mais faminto,
Será de pão com espécies,
Substancial doce divino.
É manjar tão soberano,
Regalo tão peregrino,
Que os espíritos levanta,
Tornando aos mortos vivos.
Tão delicioso bocado
Será de gosto infinito,
Manjar real, verdadeiro,
Manjar branco, parecido!
Que é manjar dos Anjos, dizem
Talentos mui fidedignos,
Por ser pão-de-ló, que aos Anjos
Foi em figura oferecido.
Jerónimo Baía (1627-1688)
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O nascimento de Cristo profetizado por poeta pagão
Agora chegou a última idade cantada pela Sibila de Cumas; uma grande sucessão pacífica de séculos começa de novo; agora também volta a Virgem; volta o reinado de Saturno; uma nova geração humana desce do alto dos céus. Para o Menino que agora deve nascer, sob o qual a raça de ferro terminará, e uma raça de ouro surgirá no mundo todo, tu, casta Lucina, sorri favoravelmente, pois teu Apolo é agora rei.
Esta idade gloriosa começa em teu consulado, ó Polião, quando os meses poderosos começam seu curso. Sob tua liderança todos os vestígios que restem de nossa culpa vão desaparecer e libertar a terra de seu temor incessante. Ele [o Menino] receberá vida divina e verá heróis que se misturam com deuses e será ele próprio visto por eles. E ele governará um mundo pacificado pelas virtudes paternas.
Virgílio in «Bucólicas», 40 a.C.
§
Nota: Virgílio cita a Sibila de Cumas, oráculo da Antiguidade cuja profecia sobre o nascimento de Cristo inspirou o poeta romano. O Imperador Constantino, numa mensagem ao Concílio de Niceia (ano 325), citou uma passagem dos Livros Sibilinos contendo um acróstico profético, cujas iniciais dos versos são: Jesus Cristo Filho de Deus Salvador Cruz. Miguel Ângelo pintou a Sibila de Cumas no tecto da Capela Sistina, entre os profetas do Velho Testamento.
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Jesus Cristo, luz do mundo e sol de justiça
Através desta homenagem prestada ao deus nunca vencido, abriu-se o caminho para o culto do Sol, também nunca vencido, astro venerado pelos povos do Oriente sob diferentes nomes; no ano 274 d.C., Aureliano erigiu em sua honra um templo no Campo de Marte. A festa do Sol ficou estabelecida para o 25 de Dezembro, data em que – segundo o calendário antigo – o astro voltava a empreender a sua ascensão.
Fonte: «História Universal», Publicações Alfa, Volume I, 1985.
25 de Dezembro de 274, ia a Igreja no seu 26º Papa quando o Imperador Aureliano estabeleceu a festa pagã do Sol Invicto. No entanto, difunde-se hoje em certos meios historiográficos que a festa foi usurpada pelos cristãos aos pagãos e substituída pelo Nascimento de Jesus Cristo. Mas a verdade é o oposto: ainda antes de Aureliano, já os cristãos celebravam o Natal a 25 de Dezembro, pois é da Tradição da Igreja que o nascimento do Redentor do Género Humano seja coincidente com o Solstício de Inverno – ou não fosse o próprio Jesus Cristo a «luz do mundo» (cf. João VIII, 12) e o «sol de justiça» (cf. Malaquias IV, 2). «Cristo nasceu-nos», disse Santo Agostinho, «no momento em que os dias começam a crescer».
Anos antes da instituição da festa do Sol Invicto em 274 d.C., Padres da Igreja, como São Teófilo de Antioquia (em 180), Santo Irineu de Lião (em 202) ou São Hipólito de Roma (em 204), averiguaram e confirmaram que o nascimento de Cristo ocorreu de facto a 25 de Dezembro.
São Telésforo, Papa que governou a Igreja entre o ano 126 e 137, foi o responsável pela introdução da Missa do Galo, celebrada à meia-noite de 25 de Dezembro, marcando a hora exacta do nascimento de Nosso Senhor.
Há ainda registos históricos de peregrinações à gruta de Belém no século II, lugar que mais tarde veio a ser a Basílica da Natividade.
Jesus nasceu! Feliz Natal!
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| Presépio da Basílica da Estrela (século XVIII) |
Nasce o Verbo em Belém, pobre, humilhado,
Sendo Supremo Rei de toda a Terra,
E no corpo pequeno, e breve, encerra
Do seu Divino Ser, o imenso estado.
Naquela idade se prepara armado
Contra o inferno imortal que almas enterra;
E ao soberbo Lusbel movendo guerra
Por humilde, se vê mais alentado.
Os Demónios cruéis todos se espantam,
Chora, treme de frio o Verbo eterno,
Os Anjos, com voz doce, nos encantam.
De sorte que o menino, e Deus superno,
Chora, porém de gosto os Anjos cantam,
Treme, porém de medo treme o inferno.
Manuel Botelho de Oliveira (1636-1711)
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O Natal já acabou?
Não... o Natal ainda agora começou!
Infelizmente, nos nossos dias, poucos são os que ainda conhecem a verdadeira essência do Natal. E também por isso acham que o Natal acaba no dia em que ele começa, a 25 de Dezembro.
O Tempo do Natal vai de 25 de Dezembro a 13 de Janeiro. Eis as suas principais Festas:
25 de Dezembro – Nascimento do Menino Jesus.
28 de Dezembro – Massacre dos Santos Inocentes.
Domingo entre o Natal e a Oitava – Apresentação do Menino Jesus no Templo.
1 de Janeiro – Oitava de Natal.
Domingo entre a Oitava e a Epifania – Festa do Santíssimo Nome de Jesus.
6 de Janeiro – Epifania ou Dia de Reis.
Domingo depois da Epifania – Festa da Sagrada Família.
13 de Janeiro – Baptismo de Jesus Cristo.
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Feliz Natal!
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O falso Natal e a invasão da Europa
Texto lido na rede social Facebook:
"Saibam quantos este texto virem, que no ano da graça de dois mil e dezasseis é impossível comprar cartões de Natal alusivos ao verdadeiro significado da data: o nascimento de Cristo. Já ninguém os vende. Hoje só há cartões do Pai Natal, do barrete do Pai Natal, de árvores de Natal, de ursinhos, de sininhos, de prendinhas de Natal, de bonecos de neve, de bolas de Natal, etc. Do Natal mesmo é que não há nada. Duvido que subsista tipógrafo que mande imprimir uma Sagrada Família ou um Presépio. Criou-se uma geração ou duas de europeus na ideia de que a representação do Natal são bolas de neve com lacinhos. Ao mesmo tempo os terroristas islâmicos massacram-nos dentro das nossas fronteiras, sem que ninguém tope a relação entre os dois fenómenos." – Bruno Santos.
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Humor: Hórus arruína o Natal
Eis um vídeo bem humorado para contrariar a absurda propaganda de que Jesus Cristo é uma cópia de figuras mitológicas e de que o Natal é uma festa de origem pagã.
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Novena de Natal
Para melhor nos prepararmos a receber Nosso Senhor Jesus Cristo a 25 de Dezembro, recomendo vivamente a novena composta pelo Venerável Padre Bartolomeu de Quental em 1683, e que em boa hora o blogue FIDELISSIMUS recuperou.
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Pe. Bartolomeu de Quental
O Natal é uma festa pagã?
Alguns ateus, neo-pagãos, ou simplesmente anti-cristãos, gostam de dizer que o Natal (nascimento de Jesus Cristo) é uma usurpação da antiga festa romana pagã do Sol Invicto. Nada mais errado. Pelo contrário, a festividade do Sol Invicto foi introduzida e oficializada pelo imperador Aureliano no século III depois de Cristo, como forma de combater a rápida ascensão do Cristianismo no seio do Império Romano. A 'New Catholic Encyclopedia' de 1967 diz: "A 25 de Dezembro de 274, Aureliano mandou proclamar o deus-sol como o principal padroeiro do Império e dedicou um templo a ele no Campo de Marte". Desde essa data, Júpiter deixou de ser o maior e principal "deus" do Panteão Romano. Este imperador também se auto-proclamou como pessoa divina, mudando assim o costume romano que só reconhecia a "divindade" dos imperadores após a sua morte. O culto do Sol permaneceu como religião oficial até ao imperador Constantino.
Em relação a Jesus Cristo, e para aqueles que duvidam da Sua existência histórica, relembro que o historiador romano Tácito escreveu sobre a condenação e crucificação de Jesus nos Anais do século I. Já sobre as datas relacionadas com o Seu nascimento, morte e ressurreição, recomendo a leitura do seguinte texto: Datas da Concepção, Nascimento, Morte e Ressurreição de Cristo.
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Adeste Fideles
Vinde fiéis e acorrei,
Alegres e jubilosos;
Vinde todos a Belém!
Porque este recém-nascido
É o grande Rei dos Anjos:
Vinde todos adorá-lO. (3x)
Abandonando os rebanhos,
Encaminham-se ao presépio,
Os pastores deslumbrados!
Também nós, por nossa vez,
Corramos todos vibrantes:
Vinde todos adorá-lO. (3x)
Ali veremos oculto,
Sob o véu da carne humana,
O eterno esplendor do Pai!
Ao Deus, que Se fez menino,
Envolto em pobres paninhos,
Vinde todos adorá-lO. (3x)
A Quem por nós Se fez pobre,
E jaz em palhas deitado,
Abracemos e aqueçamos
Ao calor dos nossos beijos!
Como ficar sem amar
Àquele que tanto nos ama?
Vinde todos adorá-lO. (3x)
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Música: Os doze dias de Natal
Sobre esta bela canção natalícia, ler ainda: Música ensina, por meio de metáforas, a respeito do nascimento do Divino Menino Jesus, sua vida, paixão e morte.
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