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5 de Outubro de 1385: Batalha de Valverde


Vencida a memorável batalha de Aljubarrota, não dormiu no regaço da vitória o Grande Condestável, antes seguindo a boa ocasião passou ao Alentejo e uniu um corpo de mil cavalos, dois mil infantes e alguns besteiros, e resolveu entrar por Castela, e para que fosse mais airosa e mais bizarra aquela expedição, mandou aviso de antes aos Mestres de Santiago e de Alcântara, que se prevenissem, porque os ia buscar; E como era homem de mais palavra, que palavras, logo penetrou com mão armada catorze léguas por Castela dentro, saqueando muitos lugares e ajuntando grandes despojos; Acudiram os sobreditos Mestres e o Conde de Niebla e outros grandes Senhores com todas as milícias das Províncias confinantes, e vieram tomar um passo no Guadiana, por onde era certo que haviam de voltar os Portugueses. Voltaram com efeito, e viram que pela frente lhe obstavam dez mil homens, e pela retaguarda os vinham picando quase outros tantos, de maneira que se acharam cercados, e parecia (dizem as histórias daquele tempo) o nosso esquadrão no meio dos inimigos uma pequena eira no meio de um dilatado campo. Era grande o aperto, mas nos apertos grandes se provam os grandes corações. Romperam os Portugueses pelos esquadrões inimigos, que tinham à vista, e com tanto ímpeto, que os fizeram retirar e retroceder para um monte; A ele os foram buscar, e em três combates sucessivos os venceram, e no último (sucedido no lugar de Valverde, que deu o nome à vitória) os derrotaram de todo, com morte de muitos, e entre eles do Mestre de Santiago, Dom Pedro Nunes de Godoy; O de Alcântara, e o Conde de Niebla, e todo o mais corpo do Exército, se puseram em declarada fugida. Observou-se que no maior ardor do último combate, em que o sucesso esteve sumamente duvidoso, repararam alguns soldados Portugueses que faltava o Condestável da testa do esquadrão, que era o seu lugar naqueles casos. Foi logo um Cavaleiro saber dele, e achou-o em sítio apartado entre dois penedos, os joelhos postos em terra, as mãos e os olhos levantados ao Céu, estático, absorto, elevado. Primeira, segunda e terceira vez lhe advertiram o aperto em que se achavam os seus; Respondeu à primeira: Não é tempo; À segunda e terceira não respondeu; e passado um breve espaço, sem dizer palavra, se levantou, e brotando-lhe pelo rosto e olhos uma nova e extraordinária alegria, voltou a renovar o combate, e lhe deu o glorioso fim de uma felicíssima vitória. Assim se uniram neste grande herói as excelências, que, divididas, fizeram famosos aos maiores. Moisés orava no monte: Josué pelejava na campanha: O não menos Santo que valoroso Condestável, como Josué pelejava na campanha, como Moisés orava no monte; e desempenhando só os empregos de um e outro, se mostrava singular imitador de ambos.

Pe. Francisco de Santa Maria in «Ano Histórico, Diário Português: Notícia Abreviada de pessoas grandes e coisas notáveis de Portugal», 1744.

As origens judaicas do Pai da República "Portuguesa"


– E Afonso Costa também é judeu?
– Sim, e directo representante de judeus, e representante directo da República, e representante de Portugal lá fora! Afonso Costa, filho do Dr. Sebastião da Costa, ambos naturais da Vila de Seia. Averiguei, numa tarde que por lá passei, serem descendentes em linha recta do escrivão de almotaçaria em Seia, Pêro da Costa, cristão-novo, sentenciado na Inquisição de Coimbra à pena máxima, o relaxamento em pessoa, após alguns anos de prisão. Foi um dos falsos mártires do Judaísmo, um dos mais integérrimos. Ardeu em 1636 por herege, apóstata, negativo e pertinaz. O processo-crime jaz na Torre do Tombo, número 6633, Inquisição de Coimbra.
É interessante lembrar que a angústia desta espécie de Rabi da Vila de Seia teve princípio num dia 5 de Outubro e na mesma idade com que o Dr. Afonso Costa, símbolo da República, se encontrava a 5 de Outubro de 1910, vingando a afronta de trezentos anos de Inquisição.
«Coisas do destino», dizia-me ontem o Rabi Samuel Mucznik, «é notório cá entre nós israelitas, que naquela mesma noite que precedeu a Revolução de 5 de Outubro, Afonso Costa chegava a uma eminência de Lisboa e antes de soltar um sinal convencional, brandira no ar um facho vermelho e outros cabalísticos sinais em memória da Inquisição vencida!»

Mário Saa in «Portugal Cristão-Novo ou Os Judeus na República», 1921.

Da Revolução Republicana


A Revolução de 5 de Outubro marca o pleno acesso à posse do Estado de quanto judeu de linhagem, ou de pensamento, enxameava a nossa pobre terra. Rigorosamente, a República não é apenas um episódio político. Traz de muito longe a sua ascendência, e corresponde bem à substituição violenta de um factor étnico por outro.

António Sardinha in «Durante a Fogueira», 1927 (póstumo).

A Monarquia caiu antes de 5 de Outubro de 1910


JOÃO TIAGO – Vejo, com certo espanto, que julgas perfeitamente legítimos governos, ou regimes, que não tenham a adesão da generalidade dos governados.
JORGE GUILHERME – Não percebo porque te admiras. Se a adesão dos governados na generalidade fosse o fundamento da legitimidade, toda a revolução tornaria ipso facto ilegítimo um regime. E até o regime que aceite tal fundamento, também, por seu turno, se tornaria ilegítimo se contra ele se erguessem alguns cidadãos. Seria o absurdo e o caos sem tirar nem pôr. O que já é pitoresco é que tão estranha doutrina também tenha sido defendida hoje em dia por cavalheiros que se proclamam monárquicos, isto é, adeptos de uma forma de governo em que a vontade dos governados não entra em nada para a designação dos governantes. A serem lógicos, o rei poderia ser deposto a cada instante, desde que a ele não aderissem os súbditos na sua generalidade. Claro que, então, a monarquia passaria a república e o rei a presidente. Enfim, sintomas de degenerescência intelectual que confrangem.

António José de Brito in «Diálogos de Doutrina Anti-Democrática», 1975.

Comemorar a República a 5 de Outubro?


Se república quer dizer não-monarquia, em Portugal a república data de Évora Monte. O último Rei de Portugal foi Dom Miguel e não Dom Manuel, como é corrente ensinar-se. Comemorar o advento da república em 2010 não passa de uma dispendiosa (cem milhões, ao que parece) fantasia.

António José de Brito in «Revista Nova Águia», nº 6, 2010.

Revoluções de Outubro


Tal foi, em ponto pequeno, a nossa Revolução de 5 de Outubro; tal foi, em ponto grande, a Revolução Bolchevista. Em ambos os casos, a maioria do país era monárquica, sendo apenas, republicana num caso, comunista no outro, a minoria mais bem organizada; tendo a primeira como espinha dorsal a Ordem Maçónica, a segunda por principal esteio as organizações secretas judaicas.

Fernando Pessoa in «Da República», 1979 (póstumo).