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Faz lembrar o camaleão


Dizem que o camaleão toma todas as cores. O governo da República francesa faz lembrar o tal bicharoco: é judeu, protestante, muçulmano... enfim, tudo o que a gente quiser. Agora, diz o Réveil des Vosges, deu 5000 francos aos judeus de Senones, para fazerem as reuniões da sua seita. Provavelmente é para recompensar os serviços de alta traição que têm levado a efeito os refolhados judeus.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 2º Ano, Nº 14, Fevereiro de 1896.

Da falsa educação e a corrupção da infância


Das estatísticas criminais em França, se colhe que dentro de 20 anos, o número dos criminosos menores triplicou e subiu de 11.000 a 30.000; em 50 anos, de 1836 a 1889, o número dos suicídios dos mesmos quadruplicou. E os crimes e os suicídios se vão multiplicando mais, ao passo que a desmoralização avança e se vai encarnando na sociedade. Esta desmoralização é devida em sua maior parte à irreligiosa e falsa educação que é subministrada pelas escolas leigas em França. É esta a funesta influência da educação sem Deus.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 1º Ano, Nº 12, Dezembro de 1895.

De Deus não se zomba


No primeiro domingo de Setembro, um indivíduo que primava pelas suas ideias irreligiosas, andava à caça nas margens do Garonne, rio de França, quando tentou vadeá-lo para a margem oposta. O infeliz, porém, foi arrastado pela corrente e seu corpo não mais foi achado.
Este desgraçado, bem conhecido de todos os seus patrícios pelo implacável ódio com que perseguia a religião e pelo ardente zelo com que promovia os enterros civis, havia-se sempre oposto ao baptismo de seus filhos; e quando soube que o mais velho fora baptizado sem seu conhecimento, tomado de furor, foi com ele a ter com o pároco, exigindo-lhe que desbaptizasse seu filho e que riscasse seu nome dos registos da Igreja.
O povo, quando soube das circunstâncias de sua morte, comentava com as seguintes e semelhantes reflexões: Já que ele não quis baptizar seus filhos, apanhou um mergulho como ele nunca esperava; e em vez d'um grupo de empavesados mações que seguissem seu cadáver à sepultura, teve o silencioso e igualmente civil cortejo dos peixes do Garonne.
É assim que a Divina Justiça pune muitas vezes aos que d'Ela riem e motejam.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 2º Ano, Nº 22, Outubro de 1896.

A Maçonaria odeia Joana d'Arc


A heroína de sua Pátria, a quem a França deve tantos sacrifícios, é detestada pela Maçonaria, porque foi uma santa e porque foi patriota. A Maçonaria nem é santa, nem patriota. Capaz de cravar um punhal no coração de seu irmão e concidadão, não se dedigna de abraçar ainda no campo de batalha, um inimigo que trame contra a independência e liberdade de sua Pátria, quando lhe fareje a insígnia maçónica.
Quando os filhos da França sentiram em suas veias escaldar-lhe o sangue do entusiasmo e da gratidão para com sua libertadora, e a Nação pediu em milhares de assinaturas a consagração de uma festa nacional a Joana d'Arc, a Maçonaria pôs-se logo em campo, e um inimigo da pátria de Clóvis e S. Luís, o pontífice maçon Lemmi, passou uma circular em que ordenava que atacassem sem descanso, nem intermitência, a festa da libertadora de França.
Este ano o grito de guerra já foi de novo lançado pela loja La Clémente Amitié que precedentemente se houvera posto à testa do movimento.
O Governo, que é dos apaniguados das lojas, presta-lhes também seu dócil apoio.
Corre já que o Ministério enviou instruções secretas aos chefes de serviço de seus respectivos departamentos, para que nem os oficiais do Exército, nem militares, concorressem oficialmente às festas que o povo francês tenciona celebrar em honra da grande heroína.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 2º Ano, Nº 19, Julho de 1896.

Maçonaria promove o Islão em França


Passo a citar um registo histórico bem significativo de como o Islamismo anda há muito tempo a ser usado como arma de arremesso contra a Europa pelos inimigos da Cristandade:

O governo franco-mação que dirige os destinos da República francesa, deu local e dinheiro para se edificar em Paris uma mesquita. (Sem comentários).
Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 2º Ano, Nº 15, Março de 1896.

Do orçamento da República Francesa para 1896


O projecto do orçamento dos cultos para 1896, em França, apresenta uma diminuição de 270.800 francos ao votado para 1895.
Estas reduções somente são feitas para o culto católico, porque aos protestantes e aos judeus são conservados todos os créditos, excepto uma pequena redução de 3.800 francos. Para os seminários católicos não é estabelecida nenhuma subvenção, enquanto aos dois seminários protestantes são dados 26.500 francos, e o seminário israelita recebe 22.000 francos do Estado.
Não espanta, porque actualmente a guerra contra a Igreja Católica, em França, é encarniçada. O ministério francês é franco-mação e a franco-maçonaria tem o maior empenho possível em destruir e Igreja e exterminá-la da face da terra. Por isso combate-se o dogma, atacam-se as ordens religiosas, suprime-se em parte o orçamento dos cultos e muitas outras iniquidades são consumadas.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 1º Ano, Nº 12, Dezembro de 1895.

Caso de um sacerdote vítima das calúnias maçónicas


O Rev. Fyten, pároco de Fort-Mardyck, que foi objecto das mais vis calúnias da parte das lojas maçónicas e da imprensa sectária, que o acusavam de haver praticado crimes infames, foi agora declarado inocente pelo tribunal da relação de Douai. Este bom sacerdote encontrava-se detido preventivamente desde 10 de Setembro.
É já a segunda vez que a Maçonaria intenta denegrir a fama deste padre, o que não admira, porque isto é próprio da seita.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 3º Ano, Nº 12, Dezembro de 1897.

Alfred Naquet e o divórcio em França


Não há nada que possa escapar aos princípios dissolventes da Maçonaria. A família é uma das que mais tem sofrido, sofre e sofrerá, enquanto os mações não deixarem de infestar a sociedade. O divórcio é o mais poderoso veneno que pode afligir a família; pois é isso que a Maçonaria deseja introduzir em França. O deputado judeu e franco-maçom, Naquet, tem trabalhado, coadjuvado pelos Ir∴, para tornar obrigatório em França o divórcio no fim de três anos, no caso que requeira isto algum dos contraentes. Ai da mulher, se a lei do divórcio vingasse! Seria um instrumento, uma escrava; voltaria àqueles tempos tristíssimos, em que Jesus Cristo a veio reabilitar. É necessário combater a Maçonaria por todos os lados, principalmente pedindo a Deus que tire da Terra esta seita nefasta. A oração, recorramos à oração, e trabalhemos para a combater em tudo; Deus é por nós; a causa que defendemos é santíssima.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 2º Ano, Nº 13, Janeiro de 1896.

Vitória contra os Franceses no Rio de Janeiro


Unidos outra vez os Franceses, escapados da rota, que pelos anos de 1556 receberam de Mem de Sá (como em outro dia referimos) e engrossados com um grande socorro, que lhe viera de França, e muito mais com uma infinita multidão de Tamoios, que puseram em gravíssima consternação aos poucos moradores que havia por aquele tempo na Província do Rio de Janeiro: Faziam-se os Tamoios formidáveis por mar e terra; Por terra, inundavam os campos; Por mar, armaram duzentas Canoas: que era um poder excessivo, porque cada uma destas embarcações se forma de um só pau, de tão portentosa grossura, que cavado de uma só parte, abre um bojo capaz de cento e cinquenta homens, com mais de trinta remeiros por banda, os quais remam e pelejam ao mesmo tempo: Contra tamanho poder veio Estácio de Sá, sobrinho do Governador Mem de Sá, e depois de vários encontros, em que os Portugueses sempre levaram a melhor, atacaram estes a principal força dos inimigos, em um sítio, chamado Vrassuruiri; Pendia daquele sucesso o domínio da Província, e cada uma das partes se empenhou, em comprar a preço da vida, ou a defesa, ou a expugnação: Travou-se um formidável conflito, variando de semblante a fortuna por várias vezes; Já se melhoravam uns, já outros, já nestes crescia o temor, naqueles a esperança, e pelo contrário; Até que se terminaram as dúvidas, declarando-se a vitória pelos Portugueses, com insigne destroço dos inimigos; Foi porém grande a nossa perda, pela morte do Capitão-mor, Estácio de Sá, Cavaleiro desconhecido valor: Com esta vitória, saíram daquela Província os Franceses que ficaram vivos, e os Tamoios se reduziram à sujeição antiga.

Pe. Francisco de Santa Maria in «Ano Histórico, Diário Português: Notícia Abreviada de pessoas grandes e coisas notáveis de Portugal», 1744.

Perseguição por falar verdade


Em 1990 a LICRA instaurou um processo judicial a Mons. Lefebvre por declarações deste sobre a ameaça islâmica em França. Em depoimento preliminar a tão absurdo julgamento, D. Marcel concluiu brilhantemente:
Condenar-me como racista porque procuro defender a minha Pátria ameaçada na sua existência e nas suas tradições cristãs, seria usar a justiça para realizar a injustiça, seria colocar a justiça ao serviço dos carrascos contra as vítimas, cujo único direito é morrer em silêncio. Seria o cúmulo da injustiça.

Écône, 12 de Maio de 1990
+ Mons. Marcel Lefebvre

Da Revolução Haitiana


Tornando às colónias Francesas, nada é tão espantoso como a revolução da de S. Domingos: drama trágico em dois actos, que custou 80.000 vidas dentro de uma ilha. No primeiro acto figuravam brancos e negros da América contra brancos da Europa; no segundo somente negros contra brancos, e os negros ficaram de cima, compreendendo nesta denominação os mulatos. Enchei-vos de horror à vista dos seguintes extractos de uma proclamação, com que o chefe negro Dessalines excitou os seus à matança dos brancos: «Meu braço suspendido sobre as suas cabeças tem demorado por muito tempo descarregar o golpe... sede cruéis e sem misericórdia, semelhantes a uma torrente furiosa que tem rompido os seus diques, e que arrasta tudo o que tenta opor-se às suas ondas. Vossa fúria vingadora destruiu, e levou tudo no seu curso impetuoso... Onde está o vil habitante do Haiti, tão indigno da regeneração, que não julgue ter cumprido os Decretos do Eterno exterminando estes tigres sequiosos de sangue? Se há algum, fuja: A nação indignada o expulsa do seu seio; vá ocultar a sua vergonha longe de nós. O ar puro, que nós respiramos, não é feito para os seus órgãos grosseiros; é o ar puro da liberdade augusta e triunfante... Eu tenho salvado a minha pátria; eu tenho vingado a América. Esta confissão, que eu faço à face da terra e do Céu, faz o meu orgulho e a minha glória. Guerra de morte aos tiranos! eis a minha divisa. Liberdade e Independência! eis o grito da nossa reunião.»

José Acúrsio das Neves in «Cartas de um Português aos seus Concidadãos sobre diferentes objectos de utilidade geral e individual», Carta XII, 1823.

Vitória de Duarte Pacheco Pereira contra os Franceses


Pelos anos de 1509 infestava um Corsário Francês, chamado Mondragon, as costas deste Reino, com quatro Fragatas, e havia feito graves danos. Mandou El-Rei Dom Manuel, com outras tantas velas, a Duarte Pacheco Pereira (cuja pessoa e nome, ainda então eram o emprego da fama, como, pouco depois, foram o despojo da inveja) em busca do Corsário, e encontrando-se com ele, na altura do Cabo, chamado de Finis terrae, se travaram furiosamente, e depois de um bem disputado combate, metida no fundo uma das Fragatas inimigas, rendidas as três, e prisioneiro o mesmo Mondragon, entrou Duarte Pacheco vitorioso em Lisboa logrando os aplausos, que merecia por acção tão ilustre, a qual sucedeu neste dia [18 de Janeiro], no ano acima referido.

Pe. Francisco de Santa Maria in «Ano Histórico, Diário Português: Notícia Abreviada de pessoas grandes e coisas notáveis de Portugal», 1744.

Piratas franceses saquearam a Cidade do Funchal


No mesmo dia [3 de Outubro], ano de 1566, desembarcaram na Cidade do Funchal mil Arcabuzeiros Franceses, Huguenotes e Piratas; o repentino assalto não deu lugar à defesa: Saquearam a Cidade e fizeram horríveis extorsões; Onde mais empregaram o seu furor foi nas coisas da Igreja: Quebraram as Imagens, romperam os ornamentos, profanaram os vazos sagrados, e entrando no Convento de São Francisco, tiraram a vida cruelmente, em ódio da Fé, a nove Frades do mesmo Santo Patriarca; Um Donato, que se achou presente, esmoreceu de tal modo à vista daquela crueldade, que, sem outro golpe, perdeu ali a vida; Assim voaram todos (como se pode crer piamente) a celebrar no Céu a festa do seu Santo Patriarca, em cuja véspera receberam a Coroa do martírio. Afirma-se que importou o saque mais de um milhão. Detiveram-se dezasseis dias, e chegando pronto aviso a Lisboa, se preveniu dentro em cinco, uma armada de vinte e duas velas, entre grandes e pequenas, e cheia de luzida nobreza, nomeado General Sebastião de Sá, partiram em demanda dos Franceses, mas quando chegaram, eram eles partidos no dia antecedente.

Pe. Francisco de Santa Maria in «Ano Histórico, Diário Português: Notícia Abreviada de pessoas grandes e coisas notáveis de Portugal», 1744.

São Luís, Rei de França


Luís IX, nascido em 1214, tornou-se Rei de França aos doze anos; foi muito piedosamente educado pela Rainha Branca, sua mãe, que lhe ensinou a preferir a morte a cometer um pecado mortal. Gostava de se chamar Luís de Poissy, lugar onde fora baptizado, a fim de indicar ser o seu mais glorioso título de nobreza, o de Cristão. «Desprezando as delícias do mundo, procurou unicamente agradar a Jesus Cristo, o verdadeiro Rei», e foi, diz Bossuet, «o mais santo e o mais justo Rei que tenha trazido uma coroa». Assíduo aos ofícios da Igreja, fazia celebrá-los solenemente em seu palácio, onde diariamente assistia a duas missas. Levantava-se à meia-noite para dizer Matinas, começando pelo ofício de Prima o seu dia real. Introduziu em sua capela o hábito de dobrar-se o joelho a estas palavras do Credo: Homo factus est, e de prostrar-se à leitura da Paixão, quando se narra a morte de Jesus Cristo. Essas duas piedosas práticas foram, depois, adoptadas pela Igreja. «Julgam um crime a minha assiduidade à oração», dizia ele, «porém nada diriam, se as horas nelas empregadas, as passasse no jogo ou na caça». A piedade jamais o impediu de dar a maior parte de seu tempo aos negócios do Reino. Depois de uma doença, fez voto de empreender uma cruzada, a fim de reconquistar Jerusalém. Primeiramente vitorioso, caiu em seguida nas mãos dos Sarracenos. Libertado, permaneceu ainda cinco anos no Oriente para socorrer os cristãos; voltando à França, ocupou-se com numerosas fundações piedosas e fez construir a Santa Capela, com o insigne relicário da santa coroa de espinhos e da importante parcela da verdadeira Cruz que lhe oferecera Balduíno II, imperador de Constantinopla. Muito austero para consigo e muito caridoso para com os outros, dizia: «Mais vale a um Rei arruinar-se pelas esmolas feitas por amor de Deus, do que pelo fausto e a vã glória». «Muitas vezes», diz Joinville, «vi o bom Rei, depois da Missa, ir ao bosque de Vincennes, assentar-se junto a um carvalho e dar audiência a todos que precisavam falar-lhe». Sargento de Cristo, trazia continuamente a cruz, a fim de indicar que seu voto estava por se realizar. Em 1270, empreendeu nova cruzada, porém uma epidemia lhe dizimou o exército na África, atingindo-o também. Com os braços em cruz, deitado na cinza, entregou a alma a Deus, em 1270, à mesma hora em que Cristo morreu sobre a Cruz. Na véspera de morrer, ouviram-no repetir: «Iremos a Jerusalém». Na Jerusalém celeste, conquistada pela sua paciência no meio das adversidades, devia ele reinar com o Rei dos Reis.

Fonte: «Missal Quotidiano e Vesperal», 1940.

Escravatura: potências maçónicas contra Portugal


Acabando de traduzir este artigo da humanidade despertou-se-nos a lembrança do que há pouco lemos na fala do Rei dos Ingleses, em que ele diz ter feito um Tratado com a França sobre a Escravatura, para destruir este flagelo que há tantos Séculos pesa sobre a humanidade, para cujo efeito se haviam reunir as forças navais das duas Nações em certos pontos, etc. Ora, a falarmos a verdade, a nossa política é tão rasteira, e nós tão pouco versados nas maniversas inglesas, que não podemos compreender como a humanidade Negra, que vive nos Sertões d'África, lhes mereça tanta atenção, quando a humanidade Branca, que vive debaixo de Leis férreas na Irlanda e nas Colónias em que dominam; assim como não podemos compreender como estas duas Nações se arvorassem em Procuradores dos Negros, para quem a Escravatura sem dúvida era um benefício, e dispusessem de forças Marítimas numa ocasião em que sem dúvida outras questões mais graves deviam chamar a sua atenção: também não sabemos como seja necessária essa união de Esquadras para um fim tão diminuto, como é obstar ao Contrabando dos Negros: Latet anguis in herba: aqui há serpente escondida, e é muito venenosa. Talvez se realize agora, o que há muito disse um Periódico Francês (l'Avenir) que tendo havido na França tantos Governos, desde que começou a Revolução, ainda lhe restava ter um, que era a liga do Leopardo com o Galo: cremos não estar longe. Estas Esquadras, que se diz reunirem-se por causa dos Negros, quem sabe para onde endireitarão a proa! Nos papéis Franceses se escreveu, e a nossa mesma Gazeta nos afiançou, que a Esquadra que saíra de Toulon em Junho do ano passado, ia para a Grécia, e eis senão quando aparece-nos no Cabo do Espichel, logo em Cascais, e daí a pouco em Lisboa; e se nos não enganamos, uma Curveta Inglesa fez sinais na véspera com tigelinhas, e no dia com bandeirolas, que todos viram, etc. E porque não acontecerá agora o mesmo? Que errem o rumo?! Não, não nos apanham de susto; não nos adormecem. Talvez também os 8 ou 10 mil homens que vieram para Toulon, com o fim aparente de irem para Argel mudar a Guarnição, talvez que venham entrar na Esquadra que vai defender os direitos dos Negros?! Olhem vossas mercês que há duas qualidades de Negros: Negros, a quem os raios do Sol na Zona tórrida fazem da côr de azeviche; e Negros, discípulos do diabo, que trabalham às escuras; é provável que por causa destes, e por causa da escravidão e extorsão, que um Fernando e um MIGUEL lhes preparam, se unam essas Esquadras. Mas, quid ad nos? Que nos importa tudo isso?! Toda a Nação é sempre poderosa, e demasiado forte, quando trata de defender a sua independência, a sua Religião, e o seu Rei: E que Rei?! Suspendemos por ora os nossos juízos a este respeito, e não queremos que este mesquinho papel aumente mais o número das extorsões. Ah! Se fizéssemos a oração pela passiva, que bem que ficava então esta palavra extorsões! (a bom entendedor meia palavra basta) mas lembramos sempre a todo o mundo, se possível é, que lance os olhos sobre a história do passado, e verá sempre que aquelas Nações, que têm sido auxiliadoras de Portugal, têm crescido e fizeram-se opulentas com as suas Alianças, donde resultava haver uma rivalidade imensa, sobre quem havia proteger mais este cantinho do Mundo; e pelo contrário, aquelas cuja Política era oprimir-nos, desandaram da sua grandeza e nunca mais voltaram a ser o que eram. Veja-se a Política do grande Richelieu e do profundo Pitt: e o que se encontra nela?! Dar a mão a Portugal a todo o custo, para sustentar a grandeza de qualquer daqueles Estados. Não falharam os seus planos, e a repetida experiência o mostrou. Mas uma Política, que tenha por base princípios opostos, poderá ter os mesmos resultados?! Não, não. Porque princípios diversos produzem diversas consequências. E talvez seja este o meio, de que a Providência queira servir-se para confirmar as promessas feitas ao 1º Afonso, deprimindo o orgulho, e premiando a inocência... Esta é a esperança, e quase certeza.

D. Frei Fortunato de São Boaventura in «Novo Vocabulário Filosófico-Democrático, indispensável para todos os que desejem entender a nova língua revolucionária», Nº 5, 1832.

Vitória contra os Franceses no Rio de Janeiro


Pelos anos de 1556, em que se começava a habitar na Nova Lusitânia [Brasil] a Província do Rio de Janeiro, entrou nela um corpo de três mil Franceses à ordem de Nicolau Villegagnon, Cavaleiro nobre do Hábito de São João; Logo se lhe uniram os Tamoios, Índios naturais da terra, gente bárbara e feroz, os quais, de boa vontade, admitiram os novos hóspedes, esperando vingar, à sombra das suas armas, os estragos que, por vezes, haviam recebido das nossas: Era, por aquele tempo, Governador do Brasil, Mem de Sá, ilustre e valeroso Cavaleiro, e logo com uma Armada de três galeões, oito navios e dois mil homens de guerra, veio atacar os Franceses, os quais se recolheram com grande número de Tamoios, a uma das Ilhas que há naquela grande enseada, onde se fortificaram de modo que se consideravam seguros de toda a invasão, porque a bárbara penedia, de que estavam cercados, lhes servia de muros, e o mar de fosso; Reconheceu Mem de Sá a dificuldade da empresa, mas ajudando com a indústria o valor, mostrou neste dia [20 de Janeiro] do ano referido, que se retirava, e na noite do mesmo dia, voltando nos batéis, subiram os Portugueses pela parte menos fragosa, e deram sobre os inimigos com tanto ardor, que dentro em breve tempo muitos perderam a vida, e outros, ou a nado, ou em embarcações ligeiras, passaram à terra firme, e se entranharam tanto pelo Sertão, que se deu a Província por segura das vexações, que por eles padecia.

Pe. Francisco de Santa Maria in «Ano Histórico, Diário Português: Notícia Abreviada de pessoas grandes e coisas notáveis de Portugal», 1744.

Governo da Barbárie


Esta Assembleia [a Convenção Nacional] depois de ter abolido a Realeza, o melhor de todos os governos, transferira toda a autoridade pública para as mãos do Povo, incapaz de seguir qualquer plano de conduta sábio e razoável, sem critério para julgar as coisas, regulando a maior parte das suas decisões, não pelo que é verdadeiro, mas pelo que se crê; sem princípios fixos, fácil de desviar e de sofrer as impressões mais erróneas, pouco susceptível de gratidão, presunçoso e cruel, que se delicia a ver correr o sangue dos homens, o espectáculo dos cadafalsos e o sofrimento das vítimas na agonia, como antigamente, percorria com os olhos, banqueteando-se, o Anfiteatro.

Papa Pio VI in Alocução no Consistório de 17 de Junho de 1793.

230 anos da Revolução Francesa


Foi extraordinário aparecer este monstro; mas ainda foi mais extraordinário achar tantos sequazes esta infame doutrina. O mal não se ateava, nem lavrava, se de longo tempo não estivessem envenenadas as fontes, onde sem cautela bebiam os inocentes. Começou-se por desprezar as gerações que nos precederam, com o fim de insultar nos Mestres a doutrina; e tiraram, ou arrancaram, as profundas raízes que deixa a educação, a que chamaram preocupações. Com o falso pretexto de evitar a hipocrisia, fizeram que os homens se envergonhassem de mostrar em público ser Cristãos, e ao mesmo tempo perdeu-se a saudável vergonha, que em outros tempos havia de ser mau. Ralharam de nossos Pais serem pecadores, e passaram a ímpios, não ganhando certamente na troca que fizeram. Facilitou-se o caminho das Ciências, não para se saber mais, mas para todos julgarem que sabiam; e inspirou-se em todos um desejo de mostrar juízo, ainda que fosse à custa de o perder, e com ele a honra, o dinheiro e as maiores dignidades. Assim sucedeu, e muitos milhões de homens foram sacrificados a uma pequena e humilde classe dos chamados Filósofos; que logo que viu completa a depravação para que tinham concorrido seus escritos, rompeu contra tudo o que há de mais sagrado na sociedade. Deus, os Seus Santos, Templos, Reis, Sacerdotes, propriedade, segurança, fé pública, nada se respeitou, e muitos dos mesmos sedutores pagaram com as vidas uma parte do seu enorme crime. Neste dilúvio quase geral, como o primeiro, tem Portugal, graças a Deus, conservado pura a sua fidelidade Religiosa e Política; e o Céu nos tem pago com usura; porque os géneros de primeira necessidade não nos têm faltado, as searas são abundantes, o flagelo da guerra ouve-se ao longe, e ricos Comboios atravessam os mares com segurança, e vêm fazer Lisboa o Empório da Europa. Contudo, não são para desprezar os riscos, que corre a mocidade indiscreta, e são temíveis os efeitos da lição de perniciosos Escritores, que com engraçado estilo enganam leitores de pouca capacidade e mal educados.

Marquês de Penalva in «Dissertação a Favor da Monarquia», 1799.

Da proibição do véu islâmico

Portuguesa

Alguns direitistas (i.e. republicanos de direita) rejubilam quando em França a República proíbe o uso de véu islâmico. Julgam eles que essa é uma medida em prol da Civilização, da Europa e das Nações. Mas enganam-se. A República que proíbe o uso de véu islâmico é a mesma República que proíbe o uso de crucifixos. Pelo que tais restrições ao véu não são feitas em favor dos nossos bons costumes e tradições europeias. São medidas liberais feitas em prol do Laicismo e do Maçonismo, que visam neutralizar o "extremismo" para favorecer um "moderantismo" bastardo e aglutinador.
Lembrem-se os direitistas que o uso de véu ou lenço na cabeça, não é algo anti-europeu. Pelo contrário, se observarem como se vestiam os nossos antepassados, concluirão que as modas modernas é que são anti-europeias.

A armadilha da tolerância


Daqui se vê claramente a índole dos Pedreiros na França, que é propriamente o centro da Maçonaria Europeia, e bem sei que a tudo isto se chama terrorismo ou exageração de princípios, mas nisso mesmo se descobre o espírito da seita, cujo fim é adormentar e iludir, para que ninguém pressinta a bulha que fazem os seus trabalhos subterrâneos, e o mais é que os mesmos da confraria lá de tempos-a-tempos deixam escorregar da pena algum dos seus melhores segredos... Reparem os meus leitores neste que lhes vou meter pelos olhos dentro, e vejam que tais são os amigos de trolha:
"Todos os homens grandes foram intolerantes, e é necessário que o sejam. Quando se encontre no caminho um Príncipe benigno, é necessário pregar-lhe a tolerância para ele cair no laço, e para que o partido esmagado tenha tempo de se levantar pela tolerância que se lhe concede, e de esmagar o adversário pelo seu turno." (Correspondance de Grimm 1. Juin 1772 1. Part. Tom. 2. Pag. 242 et 243)

D. Frei Fortunato de São Boaventura in «O Mastigóforo», 1829.