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A origem da União Europeia


No início de 1924, recebemos uma carta do Barão Louis Rothschild: um dos seus amigos, Max Warburg, de Hamburgo, havia lido o meu livro e queria conhecer-nos. Para minha grande surpresa, Warburg ofereceu-me espontaneamente sessenta mil marcos de ouro para promover o movimento [Pan-Europeu] durante os três primeiros anos.

Richard Coudenhove-Kalergi in «Ein Leben für Europa», 1966.

Entendendo a guerra na Ucrânia



Segundo a doutrina dominante no Ocidente, a crise na Ucrânia deve ser atribuída quase exclusivamente à agressão Russa. Diz o argumento que o Presidente Russo, Vladimir Putin, anexou a Crimeia pelo imenso desejo em ressuscitar o Império Soviético, e que ele eventualmente pode ir atrás do resto da Ucrânia, bem como dos outros países da Europa Oriental. Nesta visão, a deposição do Presidente Ucraniano, Viktor Yanukovych, em Fevereiro de 2014, foi apenas um pretexto para Putin ordenar que as forças Russas ocupassem parte da Ucrânia.

Mas esta narrativa está errada: os Estados Unidos e os aliados Europeus partilham da maior parte da responsabilidade na crise. A raiz do problema é o alargamento da NATO, o elemento central de uma estratégia maior para tirar a Ucrânia da influência Russa e integrá-la no Ocidente. Ao mesmo tempo, a expansão da UE para Leste e o apoio do Ocidente ao movimento pró-democracia na Ucrânia – que começou com a Revolução Laranja em 2004 – também foram elementos críticos. Desde meados da década de 1990 que os líderes Russos se opuseram veementemente ao alargamento da NATO, e, nos últimos anos, eles deixaram claro que não ficariam quietos enquanto o seu vizinho estrategicamente mais importante se transformasse num bastião Ocidental. Para Putin, a deposição ilegal do Presidente Ucraniano democraticamente eleito e pró-Russo – que ele correctamente rotulou de "golpe" – foi a gota de água. Ele respondeu conquistando a Crimeia, uma península que ele temia vir a albergar uma base naval da NATO, e trabalhando para desestabilizar a Ucrânia até que esta abandonasse os seus esforços para se juntar ao Ocidente.

A reacção de Putin não deveria ter sido uma surpresa. Afinal, o Ocidente estava a mover-se para o espaço da Rússia e a ameaçar os seus principais interesses estratégicos, um ponto que Putin frisou enfática e repetidamente. As elites dos Estados Unidos e da Europa foram apanhadas de surpresa pelos eventos, apenas porque têm uma visão deturpada da política internacional. Eles tendem a acreditar que a lógica do realismo tem pouca importância no século XXI, e que a Europa pode ser mantida inteira e livre com base em princípios liberais, como o Estado de Direito, a interdependência económica e a Democracia.

Mas este grande plano correu mal na Ucrânia. A crise mostra que a realpolitik contínua relevante – e que os Estados que a ignoram, fazem-no por sua conta e risco. Os líderes dos EUA e da Europa erraram ao tentarem transformar a Ucrânia num reduto Ocidental junto à fronteira Russa. Agora que as consequências foram expostas, seria um erro ainda maior continuar essa política disparatada.

(...)

O pacote triplo de políticas do Ocidente – alargamento da NATO, expansão da UE e promoção da Democracia – acrescentou combustível a um fogo que esperava ser ateado. A faísca veio em Novembro de 2013, quando Yanukovych rejeitou um grande acordo económico, que estava a negociar com a UE, e decidiu aceitar uma contraproposta Russa de 15 biliões de dólares. Essa decisão deu origem a manifestações antigovernamentais que se intensificaram nos três meses seguintes, e que, em meados de Fevereiro, levaram à morte de uns cem manifestantes. Emissários ocidentais voaram à pressa para Kiev para resolver a crise. Em 21 de Fevereiro, o governo e a oposição fecharam um acordo que permitiu a Yanukovych permanecer no poder até que novas eleições fossem realizadas. Mas o acordo imediatamente se desfez e Yanukovych fugiu para a Rússia no dia seguinte. O novo governo em Kiev era pró-Ocidental e anti-Russo em essência, e tinha quatro membros de alto escalão que podiam ser legitimamente rotulados de neofascistas.

Embora a extensão total do envolvimento dos EUA ainda não tenha sido revelada, está claro que Washington apoiou o golpe. Victoria Nuland e o senador republicano John McCain participaram em manifestações antigovernamentais, e Geoffrey Pyatt, o embaixador dos EUA na Ucrânia, proclamou, após a queda de Yanukovych, que era «um dia para ficar nos livros de História». Como revelou uma escuta telefónica, Nuland havia defendido a mudança de regime e queria que o político Ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, se tornasse primeiro-ministro no novo governo, algo que veio a acontecer. Não é de admirar que os Russos de todas as convicções pensem que o Ocidente desempenhou um papel na queda de Yanukovych.

Para Putin, chegou a hora de agir contra a Ucrânia e o Ocidente. Pouco depois de 22 de Fevereiro, ele ordenou que as forças Russas tomassem a Crimeia, e, logo depois, incorporou-a na Rússia. A tarefa mostrou-se relativamente fácil, graças aos milhares de tropas Russos estacionados numa base naval do porto de Sebastopol, na Crimeia. A Crimeia também foi um alvo fácil, uma vez que os Russos étnicos compõem cerca de 60% da sua população. A maioria deles queria abandonar a Ucrânia.

Em seguida, Putin pôs imensa pressão no novo governo de Kiev para desencorajá-lo a aliar-se ao Ocidente contra Moscovo, deixando claro que destruiria a Ucrânia como Estado funcional, antes de permitir que esta se tornasse num reduto Ocidental às portas da Rússia. Para esse fim, ele forneceu conselheiros, armas e apoio diplomático aos separatistas Russos no leste Ucraniano, que por sua vez estão a empurrar o País para a guerra civil. Ele reuniu um enorme exército na fronteira Ucraniana, ameaçando invadi-la se o governo reprimir os rebeldes. E também aumentou drasticamente o preço do gás natural, que a Rússia vende à Ucrânia, e exigiu o pagamento de exportações anteriores. Putin está a jogar duro.

As acções de Putin deviam ser fáceis de compreender. Uma enorme extensão de terra plana, que a França napoleónica, a Alemanha imperial e a Alemanha nazi cruzaram para atacar a própria Rússia, a Ucrânia serve como um Estado-tampão de enorme importância estratégica para a Rússia. Nenhum líder Russo iria tolerar uma aliança militar, que até recentemente era inimiga mortal de Moscovo, mudar-se para a Ucrânia. Nem nenhum líder Russo ficaria de braços cruzados, enquanto o Ocidente ajudava a instalar ali um governo empenhado em integrar a Ucrânia no Ocidente.

Washington pode não gostar da posição de Moscovo, mas deve entender a lógica por trás dela. Isto é Geopolítica básica: as grandes potências são sempre sensíveis a eventuais ameaças próximas ao seu território de origem. Afinal, os Estados Unidos não toleram que grandes potências distantes enviem forças militares para qualquer parte do Hemisfério Ocidental, muito menos nas suas fronteiras. Imagine a indignação em Washington, se a China edificasse uma impressionante aliança militar e tentasse incluir nela o Canadá e o México. Lógica à parte, os líderes Russos disseram a seus pares Ocidentais, em várias ocasiões, que consideram inaceitável a expansão da NATO na Geórgia e na Ucrânia, juntamente com qualquer esforço para colocar esses países contra a Rússia – uma mensagem que a guerra Russo-Georgiana de 2008 também deixou clara.

(...)

Mas a maioria dos realistas opôs-se à expansão, acreditando que uma grande potência em declínio, com uma população envelhecida e uma economia unidimensional, não precisava de facto ser contida. E eles temiam que o alargamento só desse a Moscovo um incentivo para causar problemas no Leste Europeu. O diplomata Americano, George Kennan, articulou esta perspectiva numa entrevista em 1998, logo após o Senado Americano ter aprovado a primeira ronda de expansão da NATO. «Acho que os Russos reagirão gradualmente de forma bastante adversa e isso afectará as suas políticas», disse ele. «Acho que é um erro crasso. Não havia nenhuma razão para isto. Ninguém estava a ameaçar ninguém».

A maioria dos liberais, por outro lado, era a favor do alargamento, incluindo muitos membros-chave da administração Clinton. Eles acreditavam que o fim da Guerra Fria havia transformado substancialmente a política internacional e que uma nova ordem, pós-nacional, havia substituído a lógica realista que costumava governar a Europa. Os Estados Unidos não eram apenas a «nação indispensável», como disse a Secretária de Estado Madeleine Albright; era também uma potência hegemónica benigna, e, portanto, improvável de ser vista como uma ameaça em Moscovo. O objectivo, em essência, era fazer com que todo o Continente se parecesse com a Europa Ocidental.

E assim os Estados Unidos e os seus aliados procuraram promover a Democracia nos países da Europa Oriental, aumentar a interdependência económica entre eles e incorporá-los nas instituições internacionais. Tendo vencido o debate nos Estados Unidos, os liberais tiveram pouca dificuldade em convencer os aliados Europeus a apoiar o alargamento da NATO. Afinal, dadas as conquistas anteriores da UE, os Europeus estavam ainda mais apegados do que os Americanos à ideia de que a geopolítica não mais importava e que uma ordem liberal abrangente poderia manter a paz na Europa.

(...)

Em essência, os dois lados têm operado segundo diferentes perspectivas: Putin e os seus compatriotas têm pensado e agido de acordo com ditames realistas, enquanto os pares Ocidentais têm aderido a ideias liberais sobre a política internacional. O resultado é que os Estados Unidos e os seus aliados provocaram, sem o saber, uma grande crise na Ucrânia.

(...)

Contudo, há uma solução para a crise na Ucrânia – embora exige que o Ocidente pense no País de uma maneira essencialmente diferente. Os Estados Unidos e os seus aliados devem abandonar o plano de ocidentalizar a Ucrânia e, em vez disso, tentar torná-la num espaço neutro entre a NATO e a Rússia, semelhante à posição da Áustria durante a Guerra Fria. Os líderes Ocidentais devem reconhecer que a Ucrânia é tão importante para Putin, que eles não podem promover lá um regime anti-Russo. Isso não significa que um futuro governo Ucraniano teria que ser pró-Rússia ou anti-NATO. Pelo contrário, o objectivo deve ser uma Ucrânia soberana que não caia nem para o lado Russo, nem para o lado Ocidental.

Para atingir esse objectivo, os Estados Unidos e os seus aliados devem descartar publicamente a expansão da NATO na Geórgia e na Ucrânia. O Ocidente deve também ajudar a elaborar um plano de resgate económico da Ucrânia financiado conjuntamente pela UE, o FMI, a Rússia e os Estados Unidos – uma proposta que Moscou deve acolher, dado o seu interesse em ter uma Ucrânia próspera e estável no seu flanco ocidental. E o Ocidente deve limitar consideravelmente os seus esforços de engenharia social dentro da Ucrânia. É hora de acabar com o apoio ocidental a outra Revolução Laranja. No entanto, os líderes dos EUA e da Europa devem incentivar a Ucrânia a respeitar os direitos das minorias, especialmente os direitos linguísticos dos russófonos.

(...)

Os Estados Unidos e os seus aliados Europeus enfrentam agora um dilema sobre a Ucrânia. Eles podem continuar a sua actual política, que exacerbará as hostilidades com a Rússia e devastará a Ucrânia no processo – um cenário em que todos sairiam a perder. Ou podem mudar de rumo e trabalhar para criar uma Ucrânia próspera, mas neutra, que não ameace a Rússia e permita que o Ocidente repare as suas relações com Moscovo. Com esta abordagem, todos os lados sairiam vencedores.

John Mearsheimer in revista «Foreign Affairs», Setembro-Outubro de 2014.

Entre os EUA e a Rússia


Das suas relações comparadas com a Europa, segue-se claramente que uma dominação russo-bárbara de toda a Europa, se tal coisa fosse provocada pela política americana – e essa é a única maneira de tal evento ocorrer – seria menos prejudicial para o Destino da Europa do que a continuação da dominação judaico-americana. Pois o bárbaro, pela sua própria presença, dissolveria o inimigo interno da Europa e uniria a Europa espiritualmente.

Francis Parker Yockey in «The Enemy of Europe», 1981 (póstumo).

§

Este livro terá sido escrito na década de 1950. E que vemos hoje? A Europa Ocidental, que nunca conheceu a barbárie comunista, e que vive desde 1945 sob a hegemonia cultural americana, encontra-se mais avançada nos erros morais e políticos do que o Leste Europeu. Pois conforme ensinou Santo Agostinho: é mais temível o engano do dragão do que a fúria do leão; as insídias são mais perigosas do que a violência.

Harry Truman


33º presidente americano e maçon grau 33, Harry Truman foi o maior responsável moral e político pelo lançamento das bombas atómicas sobre Hiroxima e Nagasaki, a 6 e a 9 de Agosto de 1945, respectivamente, reduzindo a pó aquelas que, tradicionalmente, são as duas cidades mais católicas do Japão, em grande parte devido à influência portuguesa.
Co-fundador da O.N.U. (1945) e impulsionador da criação dos Estados Unidos da Europa, também se deve a Harry Truman a execução do Plano Marshall (1948) e a fundação da N.A.T.O. (1949), que deixaram a Europa Ocidental em grande dependência económica, militar e política dos E.U.A.
Inimigo público da Igreja Católica e apoiante do Sionismo, Harry Truman também contribuiu activamente para a implementação do moderno Estado de Israel (1948).
Trata-se, pois, de um precursor do Anti-Cristo e uma figura-chave no estabelecimento de uma nova ordem mundial, nascida em 1945.

O "Plano" Kalergi


Palavras do fundador do Movimento Pan-Europeu:

"O resultado é que, nos mestiços, unem-se a falta de carácter, a devassidão, a debilidade da vontade, a instabilidade, a crueldade e a infidelidade com a objectividade, a universalidade, a agilidade mental, a falta de preconceitos e a amplitude de horizontes." [pág. 21]

"O homem do futuro será um mestiço. As raças e as classes de hoje desaparecerão gradualmente devido ao encurtamento do espaço, do tempo e do preconceito. A futura raça afro-euro-asiática, que se parecerá exteriormente à do Antigo Egipto, substituirá a diversidade dos povos pela diversidade das personalidades.
Segundo as leis genéticas, com a diversidade dos antepassados cresce a variedade, enquanto com a homogeneidade dos antepassados cresce a uniformidade dos descendentes. Nas famílias com uniões consanguíneas, um filho parece-se ao outro, já que todos têm os mesmos traços familiares. (...) A consanguinidade cria traços característicos, o cruzamento cria personalidades características." [págs. 22 e 23]

"Este desenvolvimento e, em consequência, o caos da política moderna encontrarão o seu fim quando uma aristocracia intelectual se aproprie dos meios de poder da sociedade: pólvora, ouro e imprensa, e os administre para o bem de todos. Uma etapa decisiva para esta meta constitui o bolchevismo russo, onde um pequeno grupo de nobres espirituais governa o país e rompe conscientemente com a democracia plutocrática, que reina no resto do mundo. A guerra entre capitalismo e comunismo pela herança da nobreza de sangue é uma luta fraterna da vitoriosa aristocracia intelectual, uma guerra entre espírito individual e socialista, egoísta e egocêntrico, pagão e cristão. O estado-maior de ambos os partidos se constituirá da raça líder na Europa: os judeus." [pág. 32 e 33]

"A escola e a imprensa são os dois pontos de partida a partir dos quais o mundo se pode renovar e refinar sem sangue ou violência. A escola alimenta ou envenena a alma da criança, a imprensa alimenta ou envenena a alma do adulto. Ambas se encontram nas mãos de uma inteligência não espiritual, e devolvê-los às mãos do espírito seria a máxima tarefa de qualquer política idealista, de qualquer revolução idealista." [pág. 37]

"As principais cabeças da aristocracia intelectual – tanto a corrupta como a íntegra – do capitalismo, do jornalismo e da literatura, são judias. A superioridade da sua mente os predestina a ser um factor principal da futura nobreza. Um olhar à história do povo judeu explica a sua vantagem na luta pela soberania." [pág. 49]

"O socialismo, que começou com a abolição da aristocracia, com a nivelação da humanidade, culminará na criação da nobreza e da diferenciação da humanidade. E nisto, a eugenia social tem a maior missão histórica." [pág. 56]

"O estado cultural do futuro será um Estado de consumidores: a sua produção será controlada pelos consumidores, e não como agora em que o consumo é determinado pelos produtores." [pág. 143]

"Por isso, o problema fronteiriço europeu só se pode resolver com a sua eliminação. Os dois elementos desta solução são: A) O elemento conservativo do status quo territorial, que estabiliza as fronteiras actuais e impede a guerra iminente; B) O elemento revolucionário, que anula paulatinamente as fronteiras em sentido estratégico, económico e nacional, para destruir as sementes de futuras guerras." [pág. 173]

"A instigação chauvinista contra as nações estrangeiras deve ser combatida sem piedade nas escolas e na imprensa, através de um acordo internacional." [pág. 178]

Richard Coudenhove-Kalergi in «Praktischer Idealismus», 1925.

A origem da União Europeia


No início de 1924, recebemos uma carta do Barão Louis Rothschild: um dos seus amigos, Max Warburg, de Hamburgo, havia lido o meu livro e queria conhecer-nos. Para minha grande surpresa, Warburg ofereceu-me espontaneamente sessenta mil marcos de ouro para promover o movimento [Pan-Europeu] durante os três primeiros anos.

Richard Coudenhove-Kalergi in «Ein Leben für Europa», 1966.

Salazar sobre a futura União Europeia


A criação de uma Federação Europeia constitui uma das ideias dominantes da política actual, pelo que os problemas que se levantam à sua volta e as decisões já tomadas, orientadas nesse mesmo sentido, têm sido objecto de atenta consideração por parte do Governo Português.
Por se tratar de uma questão que continua a manter a maior actualidade, convém marcar a nossa posição em face de tal política.
(...)
A Europa nasceu de certo modo e o processo da sua formação imprimiu-lhe carácter. A sua diversidade, se por um lado é motivo de fraquezas, verificou-se por outro ser fonte de radiação universal. Há neste conjunto nações de tão antiga independência que o arreigado nacionalismo quase se confunde com o sentimento, com o instinto de propriedade e de uma propriedade não transmissível (caso português – Constituição, art.° 2.°).
Nestas circunstâncias é duvidoso que se possa constituir por combinações ou tratados um Estado Europeu.
Ou melhor: podem os governos acordá-lo, mas os povos dificilmente se ajustarão a ele.
(...)
Não me parece oferecer dúvidas que essa federação, em cujo seio entrariam de começo três grandes repúblicas e três pequenas monarquias, se faria ou fará sob a égide republicana. Nem a força representada pela Alemanha, França e Itália e a dificuldade de escolha duma dinastia permitiriam outra solução nem os Estados Unidos compreenderiam coisa diferente. E tem de pôr-se de lado a hipótese da coexistência dos dois regimes. A Bélgica, a Holanda e o Luxemburgo teriam pois de desfazer-se das suas instituições. Acontece porém que a monarquia é na Bélgica o factor de integração de populações nas quais coexistem fortes elementos de diferenciação como a língua, a religião e até as concepções políticas. Quer dizer que, por imposição dos acontecimentos, a Bélgica, nem mesmo como província ou Estado secundário da federação, poderá subsistir, pois a breve trecho se deverá dissolver no conjunto.
(...)
A federação europeia, como pretende constituir-se, suscitará mais problemas do que os que resolve, e não contém em si aquele reforço da defesa que se deseja para um futuro imediato; antes constituirá por muito tempo uma construção política frágil. Economicamente, pondo-se de lado os sacrifícios e sofrimentos a impor às gerações actuais, a federação apresentar-se-á como um grande espaço em que os vários sectores da produção podem ser mais facilmente racionalizados, e disporá de territórios ultramarinos que aumentarão a base económica do conjunto. As monarquias serão banidas. Como elemento mais forte pela extensão do território, população e conjunto das suas qualidades e espírito industrioso, será a Alemanha quem deverá conduzir efectivamente a federação para todos os seus destinos. Para isto, talvez não valesse a pena ter feito a guerra.
(...)
Se posso ser intérprete do sentimento do povo português, devo afirmar que é tão entranhado o seu amor à independência e aos territórios ultramarinos, como parte relevante e essencial da sua história, que a ideia de federação, com prejuízo de uma e de outros, lhe repugna absolutamente. Precisamos aliás ter presente que o Ultramar lhe tem interessado sempre mais que a Europa continental: raras vezes Portugal interveio nos seus dissídios e sempre que o fez foi com prejuízo de outros interesses mais altos. A expansão ultramarina – descobrir, missionar, fazer nações além-mar, como o Brasil – é o traço mais saliente da sua história, é decididamente a sua vocação. (...) A nossa feição atlântica impõe-nos, pois, limites à colaboração europeia, quando esta colaboração revista formas de destruição daquilo que somos e integração naquilo que não nos importa ser.
(...)
Nestas circunstâncias, a questão da federação que se pretende fazer nascer no centro e ocidente da Europa não nos interessa senão na dupla medida em que pode diminuir a capacidade europeia de defesa e em que, pretendendo alargar-se para além dos limites primários, nos embarace ou impeça de seguir o nosso caminho.

António de Oliveira Salazar in «Circular enviada às embaixadas e legações de Portugal», 1953.

Harry Truman e os Estados Unidos da Europa

Harry Truman

Ainda em plena guerra, um amigo meu que foi de visita aos Estados Unidos, e por lá andou cerca de dois meses, e conversou com este e com aquele, regressou com a seguinte impressão: os Estados Unidos consideram-se portadores de uma nova civilização; entendem que a civilização faliu ou está em coma; pensam que nós não sabemos viver, nem organizar a vida; em consequência do que têm o propósito de transformar a Europa, estruturando-a à sua maneira.
Não se enganava o meu amigo e foi bom observador.
Porque aqui está diante de mim, nas páginas de Le Monde, a confirmação das suas impressões.
O Sr. George Creel, director dos serviços de informação americanos durante a guerra de 1914, é da intimidade do actual Presidente dos Estados Unidos, e «pode ser considerado o reflexo fiel das ideias» do Sr. Truman.
Deu ele ao jornal francês um artigo que se intitula: «Un projet du Président Truman», e tem como subtítulo esta expressão que me causa calafrios: «Les États Unis d'Europe».
Nesse artigo, depois de anunciar ser possível que esteja em preparação uma política americana mais nítida e mais construtiva em relação à Europa, avisa: «Não é segredo para ninguém que o Presidente Truman encara favoravelmente a possibilidade de criar os Estados Unidos da Europa». Assim mesmo: «Ce n'est pas un secret pour personne que le Président Truman envisage favorablement la possibilité de créer les États-Unis d'Europe».
Acrescenta que o problema está a estudar-se, mas que a ideia fundamental se percebe já com clareza.
Para o Sr. Truman, trata-se de «criar uma federação dos Estados europeus, baseada numa coordenação económica e política que fará sair do caos a ordem, e formará a esperança de ver reinar no futuro a estabilidade, a paz e a prosperidade. Sem ser a réplica exacta dos Estados Unidos, essa federação deveria em todo o caso possuir uma moeda alfandegária, uma comunidade de todos os recursos naturais da Europa e a utilização comum de todas as vias navegáveis».
O projecto tem precedentes; e o mais moderno apresentou-o o Sr. Churchill em 22 de Março de 1943, quando propôs a constituição de um «Conselho Europeu» e de um «Tribunal Supremo» para julgar conflitos e dotado de poderes bastantes para fazer cumprir as suas decisões e evitar novas agressões e a preparação de novas guerras.
Nos meios diplomáticos americanos, pretende-se uma união mais apertada e limitada à Europa propriamente dita. Quer dizer: ficarão fora da Federação a Rússia e a Inglaterra, cuja amizade mútua é tida por indispensável à criação e bom resultado da Federação europeia.
Esta ficaria na «impossibilidade de alimentar ambições imperialistas ou desencadear guerras agressivas, porque os seus recursos militares se limitariam estritamente à defensiva; e, para tranquilizar a Rússia, que teme a formação de um bloco ocidental hostil, a nova Federação poderia declarar o Fascismo fora da lei e oferecer garantias de estrita neutralidade».
Com tal projecto, que tem em vista o Sr. Truman? Em primeiro lugar, evitar que a Rússia tenha preocupações em relação às suas fronteiras ocidentais e que a Inglaterra se distraia da solução dos problemas complicados do seu Império; em segundo lugar, poupar os Estados Unidos às aventuras para que são arrebatados – em consequência de um sistema que dura há dezenas de séculos e transformou a Europa numa «torre de Babel» ou «asilo de alienados».
Numa palavra: o Sr. Truman, Presidente dos Estados Unidos da América, declara guerra às Nações europeias, à sua independência, à sua soberania, à sua auto-determinação, à sua liberdade. Constituem elas para o Presidente da América uma torre de Babel, ou asilo de alienados! E então quer federar-nos, sujeitar-nos a uma direcção comum, a uma fiscalização superior, ao poder supremo de uma entidade que disponha dos nossos destinos, pondo termo à nossa História.
Em nome de quê e em nome de quem?
Se nós, europeus, somos Torre de Babel ou asilo de alienados – há dois mil anos que o somos, e isso não impediu que realizássemos a obra profunda e de projecção incomensurável que o mundo até há pouco tempo podia contemplar. Se a existência de nacionalidades independentes caracteriza o babelismo desta Torre e o alienismo deste Asilo, que tem o Sr. Truman com isso? Que nós tenhamos de prestar contas a Deus do uso que fazemos da nossa vida – não se discute, ninguém o põe em dúvida. Mas é a Deus. Não me consta que o Sr. Truman seja Deus. Queixa-se o Presidente dos Estados Unidos de que o seu país é arrastado para as guerras da Europa. É arrastado?! Quem o arrasta? Toda a gente sabe que há e sempre houve na América duas correntes: a isolacionista e a intervencionista. Se os Estados Unidos entram nas guerras da Europa, queixem-se dos intervencionistas, dos Wilsones, dos Rooseveltes, etc.
Se somos asilo de alienados – a culpa não cabe à existência de nações independentes – todas elas solidárias, aliás, na mesma obra de Civilização e Cultura. Todos nós, uns mais, outros menos, uns por aqui, outros por ali, todos nós descobrimos terras e levámos o sinal da Cruz até aos confins do mundo, erguemos catedrais e castelos, criámos as colunas gregas e os pórticos romanos, as agulhas góticas e a Renascença, eternizámos em Glória e Beleza a vida.
Deixem-nos em sossego viver a vida que entendermos, porque nós também não vamos à América sujeitá-la às nossa concepções éticas ou políticas, dominar ou dirigir o seu expansionismo ou a sua força.
Pela minha Pátria falo, e, pensando nela, ergo o meu protesto, que se perderá no vozear confuso das turbas dementadas, mas documentará uma atitude. Portugal, nascido no século XII, atravessou estes oito séculos concorrendo como nenhuma outra Nação para o esforço civilizador do mundo. Ele não compreende, nem poderá compreender, que o integrem numa federação que o absorverá, o reduzirá ao anonimato infecundo, lhe levará o seu Império Ultramarino e porá um ponto final repugnante e hediondo à sua História grandiosa pelo sacrifício e pela projecção. Portugal não compreende, nem poderá compreender, limitações à sua soberania, embaraços à sua independência, seja qual for a máscara que se adopte para a encobrir.

Alfredo Pimenta
2 de Março de 1946

Vivemos uma guerra silenciosa


As piores guerras são as que ninguém declarou. Elas estoiram em surdina, como um vento mau, e são as mais duras, as mais mortais. A Europa de hoje, em níveis distintos, enfrenta a maior ameaça da sua história, correndo o risco – não necessariamente pelo sangue – de desaparecer para sempre enquanto civilização. A Europa está em guerra, e não o sabe. Ela suspeita, mas esconde-se, através da clássica política da avestruz que enterra a sua cabeça na areia para não encarar a ameaça. Nós estamos a ser ocupados e colonizados pelos povos do Sul e pelo Islão, de maneira rápida e maciça. Somos submissos à nova ordem mundial americana, económica, estratégica e cultural. E os dois fenómenos andam de mão dada. Somos esmagados pelas ideologias do declínio e do optimismo factício, em vias de uma regressão da cultura e da educação em direcção ao primitivismo, e ao simulacro de uma prosperidade frágil. A Europa – todos os seus povos aparentados e as suas nações irmãs – é o homem doente do mundo. O declínio demográfico demonstra-o, tal como a desvirilização fisiológica, e o etnomasoquismo da ideologia hegemónica, protegidos pelos censores do politicamente correcto e os seus vigias mediáticos ou judiciais. Estamos a ser roídos desde o interior, mas também somos atacados e minados a partir do exterior. Temos de enfrentar ao mesmo tempo os invasores, os ocupantes, mas também os colaboradores, ou seja, a maioria da classe politico-mediática e os intelectuais, classificados à esquerda ou à direita. (...) Todos se apercebem, em segredo, que a guerra já começou, mas a maioria nega-o porque ninguém tem, de momento, a coragem para se bater. De momento...

Guillaume Faye in «Pourquoi nous combattons», 2001.

A demissão suicidária dos neo-europeus


Mas a civilização ocidental findou, aniquilada pelo cancro da autodemissão. Tudo aquilo que constituía a definição, a força e a realidade da civilização ocidental, quer dizer, europeia, é negado, minimizado, combatido pelos próprios europeus. A Europa já não crê na sua própria alma. A raça branca quer submeter-se, retirar ou diluir-se nas outras raças. A Europa e a raça branca perderam o sentido de missão, nem acreditam já na validade do que criaram, nem na necessidade da sua orientação.

Goulart Nogueira in revista «Tempo Presente», nº 12, Abril de 1960.

A desvirilização do Ocidente e o avanço do Islão


A ideologia ocidental hegemónica executa esta desvirilização dos povos ocidentais, à qual não sucumbem os colonos alógenos chamados "imigrantes". A homofilia actual, como a vaga feminista da falsa emancipação da mulher, a rejeição ideológica da família numerosa em proveito do casal nuclear instável, a queda da natalidade, a valorização espectacular do Negro ou do Árabe, a apologia constante da mestiçagem, a recusa do valor guerreiro, o ódio a toda a estética de força e de poder, assim como a cobardia generalizada, são traços dessa desvirilização.
Confrontados com o Islão que preconiza todos os valores de virilidade conquistadora, os ocidentais encontram-se moralmente desarmados e complexados. Toda a concepção do mundo contemporâneo, quer venha do legislador, do ensino público, do episcopado ou da imprensa, dedica-se a culpabilizar a noção de virilidade, associada a uma "brutalidade fascista". A desvirilização seria um sinal de civilidade, de hábitos refinados, que é um discurso paradoxal por parte de uma sociedade que naufraga além disso no primitivismo e na violência.
A desvirilização, que é igualmente ligada ao individualismo narcisista e à perda do sentido comunitário, paralisa toda a reacção contra os meios dos colonizadores procedentes da imigração e do partido colaboracionista. Explica a fraqueza da repressão contra a delinquência imigrante, a ausência de solidariedade étnica dos povos face aos alógenos e o "medo" patológico que sentem perante eles.

Adaptado de Guillaume Faye in «Pourquoi nous combattons».

A invasão da Europa


A imigração dos povos extra-europeus na Europa, deu lugar hoje em dia a uma verdadeira colonização de povoamento. O vocábulo "imigração" deve assim ser criticado e sistematicamente substituído pelo de colonização, que é o fenómeno histórico mais maciço e mais grave que a Europa deve enfrentar desde o fim do Império Romano. No combate político e ideológico, não se deve utilizar as palavras do adversário, mas impor os seus próprios conceitos. Nós não acolhemos "imigrantes", nós somos colonizados "por baixo" pelas populações estrangeiras.

Guillaume Faye in «Pourquoi nous combattons».

§

Atenção: O vídeo foi retirado ou censurado, mas ainda pode ser visto aqui.

Um romance premonitório


Um dia, num futuro que não vem longe, uma estranha frota de velhos navios corroídos pelo tempo e pelo uso, parte do golfo de Bengala e ruma em direcção à Europa. Traz a bordo um milhão de estropiados: os esfomeados dos "países subdesenvolvidos", que, cansados da miséria, resolvem bater às portas do paraíso do homem branco.
Como irá ele reagir à invasão pacífica dos que vêm buscar abrigo nas suas terras? Com a respiração suspensa, o mundo espera. Entretanto, ao longo de todas as fronteiras do hemisfério rico, outros milhões de homens – muitos – aguardam para se aventurarem também à conquista do paraíso...
Ficção científica? E talvez não, se tivermos presentes as previsões demográficas para o ano 2000...
É este o grave problema que Jean Raspail nos propõe neste romance grave. Um romance em que, através do trágico ou do burlesco das situações imaginadas, o autor assume uma posição que o leitor pode aceitar ou rejeitar. O problema, esse, talvez não possa ignorá-lo...

Fonte: Sinopse do romance «Le Camp des Saints» de 1973.

Eurábia


A civilização europeia, à semelhança da Igreja Católica, está a morrer porque sofre do vírus da culpabilização, esse vírus potente de que Sun Tzu (estratego militar chinês) já falava. A Europa sente ódio por si mesma. A Europa tem medo, está velha e decide unilateralmente que não quer ter inimigos. É um continente hedonista e relativista. Em sentido contrário, o islão é vigoroso e não oferece dúvidas – o segredo do crescimento de uma religião é mesmo esse: oferecer certezas e não dúvidas. Esta fragilidade psicológica europeia, aliada à dependência económica e energética de antigos países colonizados, ajudam à formulação da Eurábia. A Eurábia é esse futuro que resulta do convite constante à islamização. Que ninguém tenha dúvidas: não há nada que tente mais a agressividade islâmica, que a nossa debilidade.

Dos "migrantes"


Desde a antiguidade, facto já assinalado por Aristóteles, Tucídides e Xenofonte, toda a nação que admite no seu seio a entrada desenfreada de alógenos [estrangeiros] está condenada à decadência, sendo que estes últimos substituem progressivamente os autóctones e tendem a persegui-los e a destruí-los culturalmente e/ou fisicamente. Esse processo está em marcha em inúmeras zonas da França.

Guillaume Faye in «Pourquoi nous combattons», 2001.

Imigração e emigração: ontem como hoje


Vemos no Reino meter
tantos cativos crescer,
e irem-se os naturais,
que se assim for, serão mais
eles que nós, a meu ver.

Garcia de Resende in «Miscelânea», 1554 (póstumo).

Importa notar, porém, que a situação hoje é muito mais dramática do que no século XVI. Porque, se nessa época as migrações estavam disciplinadas pelo governo benéfico dos nossos Reis, que conservavam a unidade religiosa, política e etno-cultural, hoje elas estão totalmente desordenadas, representando uma clara ameaça à identidade e à unidade dos povos.

As incríveis semelhanças entre a UE e a URSS


Atenção: Não aprovo o vídeo inteiramente, pela razão que a crítica feita à UE parte de uma perspectiva demoliberal. No entanto, as grandes evidências apresentadas fazem com que este mereça ser visto.

Quem tem medo da Cruz?


Depois da moderna Holanda, agora foi a vez da avançada Suécia prosseguir a guerra cultural anti-cristã: a partir de agora, os professores suecos estão proibidos de mencionar o nome de Jesus Cristo durante o Natal. Situação tenebrosa, mas ainda para mais ridícula, pois que durante o Advento as escolas suecas costumam realizar visitas a igrejas.
Contudo, a eliminação de referências a Jesus Cristo não é nova, também a Comissão Europeia excluiu dos diários escolares as referências ao Natal e à Páscoa, ao passo que introduziu festividades muçulmanas, hindus, sikhs, etc.
Trata-se efectivamente de uma guerra contra Cristo e o seu Reinado Social.