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Assunção de Nossa Senhora


Assunção de Nossa Senhora. É doutrina da Igreja que a Virgem foi elevada ao Céu em alma e corpo após a sua morte. Em memória deste facto celebra-se a festa da Assunção no dia 15 de Agosto.
Os Portugueses têm um motivo especial para solenizar a festa da Assunção de Nossa Senhora: foi na véspera desse dia, em 14 de Agosto de 1385, que D. Nuno Álvares Pereira firmou a independência de Portugal, derrotando os Castelhanos na batalha de Aljubarrota. É dia santo de guarda.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

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Sempre foi de Fé católica a Assunção de Nossa Senhora aos Céus. Por essa razão, Pio XII definiu dogmaticamente a 1 de Novembro de 1950: «...com a Autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados Apóstolos S. Pedro e S. Paulo, e com a Nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial».

Nasce Santo António de Lisboa


No ano de 1195, neste ditoso dia [15 de Agosto], governando a Barca de São Pedro, Celestino III, o Império do Oriente Isaque Ângelo, o do Ocidente Henrique V, e o Reino de Portugal Dom Sancho I. Nasceu em Lisboa, famosíssima Capital do mesmo Reino, o glorioso e portentoso Santo António. Foram seus Pais, Martim de Bulhões e Dona Teresa Taveira, ambos de claríssima nobreza e de estremada virtude. Viviam junto da Igreja Catedral de Lisboa, em casas que vemos convertidas em um asseadíssimo Templo, fábrica moderna dos Reis Dom João II e Dom Manuel, como se vê no letreiro que corre no arco da porta principal, cujas letras, por serem cortadas com artifício em pedaços de ramos e outras figuras alheias da escritura, não são muito conhecidas, formam estas palavras: Joannes II. Emmanuel I. Reges hoc opus construxerunt. É Igreja do Padroado Real, isenta do Ordinário por privilégio da Santa Sé Apostólica, administrada pelo Senado da Câmara. É hoje tão rica, tão perfeita, tão asseada, tão vistosa, e tão bem servida, que faz competência com as melhores de Portugal. Tem para seu serviço e ornato mais de cem mil cruzados de prata lavrada, dizem-se na mesma Igreja cada ano mais de trinta e duas mil Missas.

Pe. Francisco de Santa Maria in «Ano Histórico, Diário Português: Notícia Abreviada de pessoas grandes e coisas notáveis de Portugal», 1744.

Nossa Senhora da Assunção e o prodígio em Cananor


No mesmo dia [15 de Agosto], ano de 1507, estando sitiada a Fortaleza de Cananor, defendida pelos Portugueses, se viram estes reduzidos ao último aperto, pela falta também última e total de mantimentos: Recorreram ao patrocínio da Mãe de Deus, e neste dia com maior fervor, por ser dia tanto seu; Não tardou o mar em levantar-se, e batendo ao pé da Fortaleza com grande ímpeto, em cada onda lhe trazia e deixava uma grande quantidade de lagostas, mantimento naquelas partes, não só saboroso aos sãos, mas útil aos enfermos, como mostrou o efeito: Porque com ele cobraram saúde os enfermos que havia na Fortaleza, e eram em grande número, e todos os defensores cobraram novos alentos, à vista de tão rara maravilha; Durou este socorro do Céu os dias que restaram do sítio, até o último combate, e se faltara naquela tão precisa ocasião, sem dúvida se perdia a Fortaleza.

Pe. Francisco de Santa Maria in «Ano Histórico, Diário Português: Notícia Abreviada de pessoas grandes e coisas notáveis de Portugal», 1744.

Chegada dos Portugueses à China


No mesmo dia [15 de Agosto], ano de 1517, chegou Fernão Peres de Andrada, com oito velas, à Ilha chamada Tamão, distante três léguas da terra firme da China, e então foi quando começou a ser conhecida no Mundo a estupenda grandeza daquela nobilíssima região, situada debaixo do Trópico de Capricórnio [Errata: Trópico de Caranguejo], e a última terra firme e a mais Oriental que se conhece na Ásia: É pouco menor que toda a Europa, tem de comprido mais de seiscentas léguas, de largo mais de quatrocentas, e em círculo duas mil: Divide-se da Tartária por um muro de trezentas léguas: A Cidade de Pequim tem doze de circuito, e o mesmo a de Nanquim: O Emperador sustenta vivos cinco milhões de Infantes, um de Cavalaria: As Cidades muradas são quinhentas: É habitada de duzentos milhões de pessoas, e as Cidades sobreditas a dois milhões cada uma: Há nela quinze Províncias, cada uma bastante a formar um grande Reino: É muito povoada, fértil, fresca, e rica; Seus habitadores têm mais de políticos e engenhosos, do que de bárbaros e rudes.

Pe. Francisco de Santa Maria in «Ano Histórico, Diário Português: Notícia Abreviada de pessoas grandes e coisas notáveis de Portugal», 1744.

15 de Agosto: Festa da Assunção de Maria


Neste plausível dia, em sexta-feira, às três horas da tarde, ano 49 do Nascimento de Cristo, com setenta, ou setenta e dois anos de idade menos vinte e seis dias, segundo diversas opiniões, subiu milagrosamente ressuscitada a Virgem Maria, Mãe de Deus, nos braços de Nosso Senhor Jesus Cristo, seu amado Filho, ao mais alto do Empíreo; cujas suavíssimas memórias de triunfo tão glorioso, celebrado com imensa grandeza e majestade, festeja neste dia a Igreja Católica. Mas qual foi o Sumo Pontífice, que na mesma Igreja, instituiu e deu princípio a esta grande celebridade? Foi um Português, São Dâmaso, no ano de Cristo de 364. El-Rei D. João, I do nome em Portugal, aumentou o mesmo culto neste Reino, fazendo dedicar as Igrejas Catedrais à gloriosa Assunção da Augustíssima Senhora.

Pe. Francisco de Santa Maria in «Ano Histórico, Diário Português: Notícia Abreviada de pessoas grandes e coisas notáveis de Portugal», 1744.

14 de Agosto


14 de Agosto – Vigília da Assunção da Virgem Maria.



14 de Agosto de 1385 – Batalha de Aljubarrota.



14 de Agosto de 1433 – Morte de D. João I (vencedor em Aljubarrota).

Assim nasceu o Mosteiro da Batalha


Na manhã de 14 de Agosto de 1385, momentos antes da Batalha de Aljubarrota, o príncipe D. João, Mestre de Avis, fez um voto solene à Santíssima Virgem, no qual se comprometia erigir um mosteiro em Sua honra, em caso de vitória portuguesa. E assim aconteceu. Na véspera da Assunção de Nossa Senhora ao Céu, o pequeno exército português de 7 mil homens conseguiu um triunfo retumbante sobre o poderoso exército castelhano de 40 mil homens. O príncipe D. João cumpriu a sua promessa, e terminada a guerra com Castela, mandou edificar o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, também conhecido como Mosteiro da Batalha.