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Jovem Salazar sobre a imprensa republicana


Desses sentimentos foi reflexo o artigo de 11 de Abril de 1909, na coluna galeria dos novos, que Salazar escreveu para A Folha sob o título Guerra à má imprensa. Atacava a imprensa que não edifica mas destrói, que não educa mas perverte, e que tudo amesquinha, bestializa, nega, aniquila e subjuga. Era portanto indispensável uma guerra sem quartel a essa imprensa; e a imprensa republicana era o «maior inimigo, porque é o inimigo da Pátria, é o inimigo da Religião, é o inimigo de tudo o que há de bom, de tudo o que há mais santo e mais sagrado». Era assim um texto de linguagem dura, de combate; e, se não se confessava monárquico, não ocultava Salazar pelo menos o seu anti-republicanismo. Dentro de dias completava vinte anos.

Franco Nogueira in «Salazar – Volume I – A mocidade e os princípios (1889-1928)», 1977.

Caso de um sacerdote vítima das calúnias maçónicas


O Rev. Fyten, pároco de Fort-Mardyck, que foi objecto das mais vis calúnias da parte das lojas maçónicas e da imprensa sectária, que o acusavam de haver praticado crimes infames, foi agora declarado inocente pelo tribunal da relação de Douai. Este bom sacerdote encontrava-se detido preventivamente desde 10 de Setembro.
É já a segunda vez que a Maçonaria intenta denegrir a fama deste padre, o que não admira, porque isto é próprio da seita.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 3º Ano, Nº 12, Dezembro de 1897.

Grave escândalo da imprensa jacobina


Os jornais jacobinos «Folha do Povo» e «Vanguarda», no intuito propositado de atacar a religião católica e seus ministros, tiveram o descaramento de lançar ao vento da publicidade uma notícia falsa e absurda, atribuindo aos Padres de S. Luís, em Lisboa, um roubo de 4 contos, que nem foi cometido e muito menos inspirado pelos ilustres Lazaristas.
«O Jornal de Lisboa» deu-se ao trabalho de investigar a verdade do facto e pôs-lhes bem a calva à mostra. Mas de gente daquela não há que esperar emenda.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 4º Ano, Nº 16, Abril de 1898.

Dos maus jornais


Conversa entre amigos:

– Não se pode explicar como os católicos concorrem com o dinheiro do seu bolsinho para a manutenção de certos jornais anti-católicos. É uma coisa verdadeiramente fenomenal, mas é um facto.
– Mas, senhor, cada qual pode ler o que muito bem lhe parecer.
– Não pode tal. Os jornais que combatem a Religião, que metem a ridículo as coisas religiosas, que insultam os bons católicos, pelo facto de serem católicos, não se devem ler, não se podem ler.
– Mas jornais há, que, apesar de fazerem isso e muito mais do que isso, também falam de coisas boas.
– Mais uma razão para se não comprarem, mais um motivo para se não lerem.
– Ora, então, porque falam de coisas boas, já se não devem ler?
– Não é por isso, senão porque publicam certas coisas de piedade, para melhor enganar os incautos. São hipócritas.
Ora tens entendido, leitor amigo?
– Agora já vou entendendo. Mas quais são esses jornais maus? Quero saber quais eles são, porque para o futuro não há-de ser o meu suor que os há-de enriquecer.
– Tem paciência, isso é que eu te não digo; mas, se o desejas saber, pergunta-o a um padre sábio e virtuoso.
Adeus, meu caro leitor, até outra vez.

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 1º Ano, Nº 3, Março de 1895.

§

Vale a pena lembrar que a chamada "liberdade de imprensa" é um dos erros liberais condenados pela Igreja. E se em 1895 ainda se conseguia distinguir os bons jornais dos maus jornais, hoje nem as publicações católicas de tendência conservadora se podem recomendar, por não estarem isentas de erro. Eis o quanto se tem decaído; eis a gravíssima crise em que vivemos. «Mas quando vier o Filho do homem, porventura achará fé sobre a terra?» (S. Lucas, XVIII, 8).

Das calúnias da imprensa republicana


Um jornal espanhol, noticiando a morte de Luciano Jaunet, director do Leão Republicano, conta o facto seguinte: Um dia, um sacerdote, amigo de infância de Jaunet, perguntou-lhe: «Por que motivo publicas tu no teu periódico essas historietas repugnantes e asquerosas contra os sacerdotes, sabendo tu perfeitamente que elas são fábulas?» – Amigo, responde Jaunet, que queres que eu faça? É o único assunto que faz ganhar algum dinheiro ao meu periódico!

Fonte: «Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», Nº 4, Abril de 1895.

O jornalismo enquanto instrumento de discórdia


O jornal exerce hoje todas as funções malignas do defunto Satanás, de quem herdou a ubiquidade; e é não só o Pai da Mentira, mas o Pai da Discórdia. É ele que por um lado inflama as exigências mais vorazes – e por outro fornece pedra e cal às resistências mais iniquas. Vê tu quando se alastra uma greve, ou quando entre duas nações bruscamente se chocam interesses, ou quando, na ordem espiritual, dois credos se confrontam em hostilidade: o instinto primeiro dos homens, que o abuso da Civilização material tem amolecido e desmarcializado, é murmurar paz! juízo! e estenderem as mãos uns para os outros, naquele gesto hereditário que funda os pactos. Mas surge logo o jornal, irritado como a Fúria antiga, que os separa, e lhes sopra na alma a intransigência, e os empurra à batalha, e enche o ar de tumulto e de pó.

Eça de Queirós in «A correspondência de Fradique Mendes», 1900 (póstumo).

Democracia, sugestibilidade e manipulação


Os ideais da democracia e da liberdade chocam com o facto brutal da sugestibilidade humana. Um quinto de todos os eleitores [20%] pode ser hipnotizado quase num abrir e fechar de olhos, um sétimo [14,3%] pode ser aliviado das suas dores mediante injecções de água, um quarto [25%] responderá de modo pronto e entusiástico à hipnopedia. A todas estas minorias demasiado dispostas a cooperar, devemos adicionar as maiorias de reacções menos rápidas, cuja sugestibilidade mais moderada pode ser explorada por não importa que manipulador ciente do seu ofício, pronto a consagrar a isso o tempo e os esforços necessários.

Aldous Huxley in «Regresso ao Admirável Mundo Novo», 1958.

Nunca a humanidade viveu tão às cegas


Coimbra, 26 de Fevereiro de 1948 – Tanto jornal, tanta rádio, tanta agência de informações, e nunca a humanidade viveu tão às cegas. Cada hora que passa é um enigma camuflado por mil explicações. A 'verdade', agora, é uma espécie de sombra da mentira. E como qualquer de nós procura quase sempre apenas o concreto, cada coisa que toca deixa-lhe nas mãos o simples negativo da sua realidade.

Miguel Torga in «Diário», 1999 (póstumo).

A imprensa


Se a imprensa reflectisse as verdadeiras aspirações e os interesses da Nação, seria uma das suas maiores forças educativas e construtoras. Mas a imprensa caiu sob o poder das forças ocultas e tornou-se uma das formas da sua acção aparente. Por isso, mente, estabelece a confusão, faz a crítica desmoralizante de homens e instituições, eleva as mediocridades, dissolve os princípios morais e corrompe o meio social à medida da sua própria corrupção.
Chega ao ponto de se tornar tanto mais espalhafatosa em títulos e letreiros, quanto mais pobre de virtude e competência.

Gustavo Barroso in «Espírito do Século XX», 1936.

A propaganda e a vinculação pelo medo


A propaganda reforça as solidariedades de diferentes modos. Já se analisou o mecanismo da vinculação pelo medo e viu-se que um indivíduo aterrorizado procura o contacto com os seus congéneres. Ora, sempre que há dificuldades internas, crises, conflitos insanáveis, o poder constituído recorre em regra a este mecanismo instintivo. Cria-se, então, o inimigo externo, exibe-se o perigo da perda da independência, explica-se que esse inimigo é vicioso e deseja a aniquilação total. Inventam-se internamente os traidores, as maquinações, as quintas-colunas. A ameaça, que a propaganda torna verosímil, vincula os cidadãos pelo medo, estimula as solidariedades de combate, canaliza a agressão colectiva para o exterior ou contra o bode expiatório que entretanto se descobriu dentro do País. Os judeus, os fascistas, os capitalistas, os estrangeiros, os americanos, os brancos, têm desempenhado frequentemente este papel, bem como os bolcheviques, os sovietes, os russos. Mas se nuns casos a ameaça é possível, noutros não passa de mera construção propagandística ao serviço da classe política instalada.

António Marques Bessa e Jaime Nogueira Pinto in «Introdução à Política», 1977.

A moderna engenharia política do medo


A civilização torna-se, de facto, cada vez mais sentimental e histérica; especialmente sob a democracia, tende a degenerar num mero combate de manias. Todo o objectivo da política prática é manter a população alarmada (e, portanto, clamando por ser levada à segurança) por uma série interminável de monstros, quase todos imaginários.

H. L. Mencken in «In Defense of Women», 1922.

A "verdade" enquanto fabricação mediática


O que é a verdade? Para a multidão é aquilo que continuadamente lê e ouve. Uma pequena gota perdida pode cair algures e reunir terreno para determinar "a verdade" – mas o que obtém é apenas a sua verdade. A outra, a verdade pública do momento, que é a única que interessa para resultados e sucessos no mundo dos factos, é, hoje em dia, um produto da Imprensa. O que a Imprensa quer torna-se verdade. Os seus dirigentes evocam, transformam, permutam verdades. Três semanas de trabalho jornalístico e a verdade passa a ser conhecida por toda a gente. As suas bases são irrefutáveis, enquanto houver dinheiro disponível para as manter intactas.

Oswald Spengler in «Der Untergang des Abendlandes», 1922.

O mito da grande imprensa


Como veículo das ideologias, a chamada grande imprensa merece um tratamento especial. De facto, os grandes jornais mundiais estão geralmente associados à informação objectiva, à notícia correcta, ao profissionalismo mais completo, enfim, ao jornalismo como deve ser. Para o efeito cita-se Le Monde, The Times, The Economist, Die Welt e outras publicações periódicas de âmbito mundial, como símbolo da independência e da análise desapaixonada dos assuntos. É o mito da grande imprensa, tendente a fazer aceitar como verdades incontestáveis tudo o que aparece nas suas páginas. Ora, um exame mais atento deste problema indica que essa reputação anda longe de corresponder aos factos.
Em primeiro lugar, há por detrás dessas publicações a questão do mercado. Em sentido económico, isto quer dizer que a publicação, para ser rentável (cobrir as despesas), não pode desagradar aos seus consumidores e muito menos aos seus anunciantes, que constituem as principais fontes de entrada de dinheiro. Não podem, portanto, colidir com os interesses das multinacionais ou com os gostos dos seus leitores. Se isso viesse a suceder, a empresa jornalística tornar-se-ia deficitária e acabaria comprada por uma multinacional ou simplesmente desapareceria do mercado.
Por outro lado, o director e os redactores têm as suas próprias idiossincrasias, as suas preferências partidárias, as suas adesões ideológicas. Tudo isso transparece na forma do jornal, nos títulos, no modo de redigir a notícia, na disposição das fotografias, no método de abordar os assuntos. Sob a capa de neutralidade, há toda uma focagem muito particular do acontecer político-social.
A tudo isto soma-se a mentalidade nacional das publicações, que procuram defender os interesses dos seus respectivos países, acompanhando frequentemente o poder político nas suas acções a nível mundial, ou até mesmo preparando o terreno para certas diligências através de campanhas bem orquestradas.
Outro factor que normalmente se esquece é a corrupção. Como em todas as actividades relacionadas com o poder, directa ou indirectamente, há sempre a possibilidade de comprar espaço e tempo nos meios de comunicação, subornar os redactores e directores, comprar campanhas, e, inclusive, comprar os próprios meios de informação.
Por outro lado, a evolução da técnica respeitante ao jornalismo, a subida das matérias-primas, o custo da mão-de-obra e do pessoal especializado, faz com que a larga maioria das publicações de importância mundial caiam nas mãos de fortes empresas internacionais, que as utilizam como meios de pressão sobre o poder político e instrumentos de luta no campo económico. Os jornalistas são autorizados a algumas originalidades, desde que não vão contra a política geral do grupo económico-financeiro (caso do Washington Post e da celebérrima denúncia de Watergate), mas em muitos não deixam de ser empregados de uma cadeia que tanto produz revistas como sabonetes e detergentes.

António Marques Bessa e Jaime Nogueira Pinto in «Introdução à Política», 1977.

Falácia de culpa por associação


Dentro das falácias ad hominem existe a falácia de culpa por associação. Esta procura "refutar" o oponente através da sua descredibilização, associando-o a alguém, ou a algo, considerado mau e negativo. Esquema:

Pessoa A tem característica negativa (real ou imaginária).
Pessoa B está associada a Pessoa A.
– Logo, Pessoa B está errada.

Embora muito usado em órgãos de comunicação social, este raciocínio é falacioso, uma vez que não considera o facto ou assunto em questão, mas desvia o foco para algo externo e negativo, tentando anular o oponente através da associação com esse externo negativo.

O poder conformador dos mass media


Referindo-se à influência dos meios de comunicação nas sociedades modernas, e às suas características como força determinante de certos comportamentos, Wright Mills escreveu: «Os meios de comunicação, tal como estão organizados e operam, não são apenas uma das causas principais da transformação da América do Norte numa sociedade de massas. São também um dos mais importantes instrumentos de poder, cada vez mais numerosos, de que dispõem hoje as elites do dinheiro e do poder».

António Marques Bessa e Jaime Nogueira Pinto in «Introdução à Política», 1977.

Meios de desinformação em massa


A imprensa, a rádio e a televisão, que constituem os meios de comunicação de massas, são, a par de importantes meios de combate, instrumentos fundamentais das ideologias. Os jornais, os boletins informativos, ou formativos, da televisão, os programas da rádio, nunca são neutrais: veiculam uma concepção do mundo e da vida, defendem um determinado tipo de doutrina, fazem a propaganda de certos modelos e atacam directa, ou indirectamente, as outras posições.
O seu alcance é considerável: os mass media cobrem todo o território, transformando os Estados no que McLuhan chamou de "aldeia global". Penetram todos os rincões, invadem todos os lares, difundem verdades, factos, mentiras e semi-mentiras, a um ritmo inultrapassável. Os estudos de propaganda política, que se ocupam da eficácia destes meios no tratamento das populações, demonstram que bem manipulados e cientificamente utilizados, os mass media podem controlar os gostos e as aspirações dos cidadãos. Encaminhá-los num sentido ou empurrá-los para outro. Fazê-los odiar o que antes admiravam, levá-los a desejar o que anteriormente recusavam. (...)
A imprensa, mais antiga, reparte-se por formações partidárias, grupos industriais e comerciais, bancos, empresas jornalísticas, instituições sociais e, normalmente, reflecte a ideologia dos seus detentores. Cada partido procura possuir um ou vários diários, controlar semanários, editoras, emissoras, e daí difundir a sua propaganda sob o aspecto de notícias ou comentários objectivos. Como afirmava Lenine, um jornal é indispensável à organização e progresso de um partido. É efectivamente o "grande organizador colectivo", e, à falta de meios mais eficazes como a televisão, ele ainda desempenha essa tarefa primordial.

António Marques Bessa e Jaime Nogueira Pinto in «Introdução à Política», 1977.

A escola e a imprensa: subverter sem violência


A escola e a imprensa são os dois pontos de partida a partir dos quais o mundo se pode renovar e refinar sem sangue ou violência. A escola alimenta ou envenena a alma da criança, a imprensa alimenta ou envenena a alma do adulto.

Richard Coudenhove-Kalergi in «Praktischer Idealismus», 1925.


Relembro: Sociedade Fabiana.

Democracia, sugestibilidade e manipulação


Os ideais da democracia e da liberdade chocam com o facto brutal da sugestibilidade humana. Um quinto de todos os eleitores [20%] pode ser hipnotizado quase num abrir e fechar de olhos, um sétimo [14,3%] pode ser aliviado das suas dores mediante injecções de água, um quarto [25%] responderá de modo pronto e entusiástico à hipnopedia. A todas estas minorias demasiado dispostas a cooperar, devemos adicionar as maiorias de reacções menos rápidas, cuja sugestibilidade mais moderada pode ser explorada por não importa que manipulador ciente do seu ofício, pronto a consagrar a isso o tempo e os esforços necessários.

Aldous Huxley in «Regresso ao Admirável Mundo Novo», 1958.

O vazio intelectual



Fora do arco ideológico autorizado, definido pelo território do velho humanismo igualitário e pelos dogmas da filosofia dos direitos humanos, nenhuma teoria política ou económica atrai a atenção dos meios de comunicação. Os mais brilhantes espíritos vêem-se obrigados a mutilar o seu pensamento para agradar, não à "opinião pública" que não existe, mas sim aos censores da ideologia ocidental oficial.

Guillaume Faye in «El Vacío Intelectual».


Dos mass media


Se a imprensa reflectisse as verdadeiras aspirações e os interesses da Nação, seria uma das suas maiores forças educativas e construtoras. Mas a imprensa caiu sob o poder das forças ocultas e tornou-se uma das formas da sua acção aparente. Por isso, mente, estabelece a confusão, faz a crítica desmoralizante de homens e instituições, eleva as mediocridades, dissolve os princípios morais e corrompe o meio social à medida da sua própria corrupção.
Chega ao ponto de se tornar tanto mais espalhafatosa em títulos e letreiros, quanto mais pobre de virtude e competência.

Gustavo Barroso in «Espírito do Século XX», 1936.