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10 de Junho: Festa do Anjo de Portugal


Todos os Reinos e Pátrias têm o seu Anjo Custódio, que os protege dos perigos e auxilia nas adversidades. A fidelíssima Nação Portuguesa é a única cujo Santo Anjo tem culto litúrgico próprio, oficial e instituído pela Igreja em 1504. Por origem o Anjo de Portugal é São Miguel Arcanjo, guardião do Reino pelo qual o Príncipe da Milícia Celeste batalhou ao lado de D. Afonso Henriques na reconquista de Santarém aos Mouros. Roguemos ao nosso Anjo Custódio do Reino de Portugal, para que sempre nos defenda e dignifique:

Vinde, Anjo de Portugal, livrar a Pátria e os Portugueses de todo o mal.

Vinde, Anjo de Portugal, afastar da Pátria a vós confiada os males espirituais, assim como tudo o que puder perturbar a paz dos Portugueses.

Anjo Custódio de Portugal, defendei a nossa Pátria!
Anjo Custódio de Portugal, salvai a nossa Pátria!
Anjo Custódio de Portugal, santificai a nossa Pátria!

Corpus Christi


Corpus Christi ou Corpo de Deus é a festa que se celebra na quinta-feira seguinte ao Domingo da Santíssima Trindade. A Igreja instituiu esta festa para louvar com uma procissão solene a Santíssima Eucaristia. É certo que a Eucaristia foi instituída por Jesus Cristo na Quinta-Feira Santa; mas, como nesse dia não pode haver uma comemoração festiva, por causa das cerimónias que recordam a Paixão de Jesus, a Igreja escolheu outro dia – a quinta-feira seguinte ao Domingo da SS. Trindade – para festejar aquela sublime instituição. É dia santo de guarda. Nos povos onde se faz a procissão, costumam os fiéis embandeirar as janelas e juncar de flores as ruas por onde passa em procissão Jesus Sacramentado.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

Pentecostes


Pentecostes é o décimo dia após a Ascensão do Senhor. Chama-se dia de Pentecostes – palavra que quer dizer quinquagésimo – porque a festa se realiza 50 dias depois da Páscoa. Chama-se também Domingo do Espírito Santo, porque nesse dia, estando os Apóstolos reunidos numa casa da cidade de Jerusalém, em oração, desceu sobre eles o divino Espírito Santo, em forma de línguas de fogo, produzindo efeitos maravilhosos.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

Ascensão: exposição dogmática, histórica e litúrgica


A segunda festa celebrada no Tempo Pascoal é a Ascensão, coroação de toda a vida de Jesus. Era mister que o Divino Ressuscitado, sem mais tocar a lama da nossa pobre terra, voltasse a Seu Pai, no seio do qual, como Deus, está de toda a eternidade e o qual acolheu Sua humanidade, diz S. Cipriano, «com alegria inexprimível em língua alguma». O Cristo devia tomar posse do Reino dos Céus, que adquirirá por Seus sofrimentos e, aí colocando «nossa frágil natureza à direita da glória de Deus», abrir-nos a casa de Seu Pai para podermos ocupar, como filhos de Deus, o lugar dos Anjos decaídos. Vencedor de Satanás e do pecado, Jesus entra no Céu: os Anjos aclamam e saúdam o seu Rei, as almas dos justos, libertas do Limbo, formam a Sua gloriosa escolta. «Eu vou preparar-vos um lugar» declarara Jesus aos Seus Apóstolos e S. Paulo afirma que «Deus nos fez assentar com Jesus no Céu», pois, «pela esperança já estamos salvos». «O corpo é chamado a penetrar onde a cabeça entrou», diz S. Leão. O triunfo de Jesus Cristo é o da Sua Igreja. Como o Sumo-Sacerdote entrava no Santo dos Santos para oferecer a Deus o sangue das vítimas, na Lei Antiga, Jesus, diz o Apóstolo, entrou no Santo dos Santos da Jerusalém celeste, para ali oferecer o Seu próprio sangue, o sangue da Nova Aliança e alcançar-nos os favores de Deus. No dia da Ascensão, mostrando a Deus as Suas chagas gloriosas, Jesus começou o Seu sacerdócio celeste, «tornou-se o nosso intercessor junto ao Pai» e obteve-nos o Espírito Santo com os Seus dons. Complemento de todas as festas de Cristo, a Ascensão é o princípio da nossa santificação, «Ele eleva-Se ao Céu, canta o Prefácio, para tornar-nos participantes da Sua divindade». «Não basta ao homem, diz D. Guéranger, apoiar-se nos méritos da Paixão do Redentor, não lhe basta acrescentar a esta lembrança à da Ressurreição: o homem só se salva, unindo a esses dois mistérios um terceiro mistério, o da triunfante Ascensão d'Aquele que morreu e ressuscitou».

Quarenta dias depois da Ressurreição de Cristo, o Ciclo Pascoal celebra o aniversário do dia que marcou o termo do reino visível de Cristo na Terra. Os Apóstolos vindo a Jerusalém, para a festa de Pentecostes, estavam no Cenáculo quando Jesus lhes apareceu e com eles tomou uma última refeição. Em seguida conduziu-os fora da cidade para os lados de Betânia, ao Monte das Oliveiras, o mais alto dos que rodeiam a capital. Jesus abençoou os Apóstolos e elevou-Se aos Céus. Era meio-dia. Uma nuvem o escondeu aos olhares e, dois Anjos anunciaram aos discípulos que o Cristo, tendo subido ao Céu, desceria novamente no fim do mundo. Em memória do cortejo de Jesus e dos Apóstolos, fazia-se em Roma, à hora de sexta (meio-dia) solene procissão. O Papa, depois da celebração da Missa Pontifical em S. Pedro, dirigia-se com os Cardeais e os Bispos a S. João de Laterão: – Santa Helena mandou construir no Monte das Oliveiras uma basílica (no género do Santo Sepulcro) no lugar em que Jesus subira aos Céus. A basílica era aberta no alto, expressivo símbolo desse mistério. Arrasada pelos Muçulmanos, foi substituída no século XIII por um monumento medíocre.

A solenidade da Ascensão confundia-se outrora com a de Pentecostes, porque o Tempo Pascoal era considerado como um só dia de festa, começando na Páscoa para terminar por ocasião da descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos. Mais tarde, porém, a Ascensão celebrou-se no quadragésimo dia depois da Ressurreição e teve a sua Vigília e Oitava. É festa de guarda. O rito simbólico que a caracteriza é a extinção definitiva do Círio Pascoal, cuja luz, durante a santa quarentena, figurava a presença de Jesus no meio de seus discípulos. Apaga-se o Círio depois da leitura do Evangelho do dia da Ascensão, que nos fala da partida do Salvador para o Céu. Os paramentos brancos e o Aleluia, «essa gota, diz Ruperto, da suprema alegria que faz estremecer a Jerusalém superna», mostram a alegria ressentida pela Igreja ao lembrar-se do triunfo de Cristo, ao pensar na felicidade dos Anjos e dos Justos da Antiga Lei, que dele participaram e na espera do Espírito Santo, que lhe permitirá a Ele associar-se. O espírito da festa é marcado pela Oração do dia da Ascensão que nos lembra a obrigação de, após haver seguido o Ciclo a Jesus no curso de Sua vida, elevarmos os olhos ao Céu e, pela fé e esperança, ali habitarmos com Ele, pois é a verdadeira pátria dos filhos de Deus.

Fonte: «Missal Quotidiano e Vesperal», 1940.

Ladainha de São Marcos


Ladainha de S. Marcos. No dia 25 de Abril reza-se ou canta-se nas igrejas a Ladainha de Todos os Santos, a que nesse dia se dá o nome de Ladainha de S. Marcos, com ou sem Procissão. É esta a sua origem: No ano de 589 trasbordou o rio Tibre, de tal modo que quase submergiu a cidade de Roma, causando a inundação uma violenta peste, da qual uma das primeiras vítimas foi o Papa Gelásio II. O seu sucessor, S. Gregório Magno, exortou o povo à oração e à penitência, para aplacar a justiça divina que pesava tão duramente. Instituiu preces públicas com procissões pelas ruas da cidade, e ao fim de três dias cessou o flagelo. Em memória deste acontecimento a Igreja continua a fazer preces públicas no dia 25 de Abril, dia em que se celebra a festa do Evangelista S. Marcos.
Segundo alguns autores esta procissão fora instituída para substituir outra pagã que se fazia no mesmo dia em Roma. Nas Igrejas Paroquiais deve-se fazer a Procissão (C. P).

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

Páscoa


Páscoa é a principal festa dos cristãos, por comemorar a Ressurreição de Jesus, fundamento da nossa Religião. A Ressurreição de Jesus Cristo é o triunfo da vida sobre a morte e dá-nos a esperança da nossa futura ressurreição para irmos gozar com Jesus as alegrias do Céu.
No Martirológio, antes de se anunciarem as Calendas e a Lua, canta-se o elogio da Festa do dia, que todos escutam de pé.
Neste dia, para a aspersão antes da Missa, emprega-se água tirada da Pia baptismal, antes da infusão dos Santos Óleos.
Neste Domingo e nos que se seguem, até ao Pentecostes inclusivamente, canta-se à aspersão «Vidi aquam» em lugar do «Asperges» (ver A. Coelho, C. de Lit. Rom., 1941, Vol. I, págs. 728-729).

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

Paixão de Jesus Cristo


Paixão de Jesus Cristo. Chama-se assim ao conjunto dos sofrimentos do nosso Divino Salvador desde a Sua prisão na noite de Quinta-feira Santa até à morte na Cruz; foi prognosticada pelos Profetas do Antigo Testamento, principalmente por Isaías (cap. LIII), e foi realizada sob o poder de Pôncio Pilatos, na cidade de Jerusalém, terminando com a crucifixão no Calvário. A natureza humana de Jesus Cristo, posto que unida à natureza divina, conservou o que tinha de passível e mortal; por isso Jesus foi sensível às dores e à morte. Pela Paixão de Jesus Cristo foram tirados todos os impedimentos da nossa salvação, e foram-nos dados todos os bens, quanto ao mérito. Na remissão dos pecados ela é a causa universal, que é preciso, todavia, aplicar a cada um por meio dos Sacramentos, de sorte que nenhum pecado é perdoado, nem alguém obtém salvação, sem que lhe sejam aplicados os méritos da Paixão de N. Senhor Jesus Cristo.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

Quinta-Feira Santa


Quinta-Feira Santa é o dia em que a Igreja comemora solenemente a instituição da Sagrada Eucaristia [e da Ordem]. Em muitas igrejas faz-se de tarde a cerimónia do lava-pés, que consiste em o Sacerdote, devidamente paramentado, lavar os pés a doze homens, geralmente pobres, em memória do que Jesus Cristo fez aos seus Apóstolos, no cenáculo em Jerusalém.
Desde a Missa desse dia, até à Missa de Sábado seguinte, não se tocam os sinos, nem música na igreja, em sinal da tristeza que causa a lembrança da Paixão e Morte de Jesus Cristo. Tendo de se administrar o Sagrado Viático desde a Missa de Quinta-feira Santa até Sábado de Aleluia, nada se canta, nem na igreja, nem pelo caminho. Mesmo na Sexta-feira Santa a estola a usar é de côr roxa (S. C. R.). Não pode tolerar-se o costume de levar o SS. Sacramento pelas ruas na Quinta e Sexta-feira Santa (S. C. R.). Também não é lícito na Quinta-feira, estando o SS. Sacramento exposto na urna, expor noutro lugar a imagem da Senhora das Dores e a de Jesus morto, mas é permitido na Sexta-feira.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

28 de Março: São João de Capistrano


S. João, nascido em Capistrano (Abruzos) a 24 de Junho de 1385, entrou na Ordem de S. Francisco, na idade de 39 anos. Foi escolhido por Deus para libertar a Europa do Islão que ameaçava invadi-la, no século XV. Maomé II apoderava-se de Constantinopla, capital do Império do Oriente e marchava contra Belgrado. O Papa Calisto III decretou a Cruzada. S. João pregou-a na Panónia e noutras províncias. Ajudado pelo nobre húngaro João Hunyadi, alistou setenta mil cristãos. Esses soldados improvisados, só tinham, para combater, forquilhas e flagelos. João, de quem «o Senhor era a força», «obteve com eles a vitória depois de rude combate», assegurando assim o triunfo da Cruz sobre o Crescente. Nessa mesma tarde, 120.000 turcos jaziam sobre o solo, ou haviam fugido, ao passo que Maomé II, ferido, renunciava aos seus projectos contra a Europa cristã. Morreu em 1456. Recorramos à sua protecção e à penitência para repelir os ataques do espírito maligno.

Fonte: «Missal Quotidiano e Vesperal», 1940.

São Narciso


São Narciso, Português, natural da Vila de Santarém, Bispo e Mártir, Primaz de Braga, Patrono das Cidades de Girona e Augusta [Augsburgo], foi um perfeito modelo de virtudes, especialmente da pureza. Sendo em uma ocasião tentado por uma mulher lasciva, saiu deste apertado lance com vitória, convertendo juntamente a Afra (este era o seu nome) e a reduziu a tão verdadeira penitência, que morreu Mártir e Santa [Afra de Augsburgo]. Passou São Narciso a Alemanha, onde é chamado Apóstolo pelo grande fruto que fez para o Céu naquele Império. Voltando para Braga, veio ter à Cidade de Girona, onde padeceu Martírio, sendo Presidente Lúcio Cesónio Macro. Três penetrantes feridas, que recebeu com apostólica constância, lhe abriram a porta pela qual saiu seu espírito a gozar da Bem-aventurança, neste dia [18 de Março], ano de 277.

Pe. Francisco de Santa Maria in «Ano Histórico, Diário Português: Notícia Abreviada de pessoas grandes e coisas notáveis de Portugal», 1744.

Natal 2025


O blogue VERITATIS deseja a todos os amigos e leitores um santo e feliz Natal.

Advento


Advento é o tempo de quatro semanas anteriores à festa do Natal. O primeiro dia do Advento ocorre no fim de Novembro ou primeiros dias de Dezembro, e com ele começa o ano litúrgico ou ano eclesiástico. Quer a Igreja que durante o tempo do Advento os fiéis se preparem com a oração e o jejum, para comemorarem cristãmente a vinda ou nascimento de Jesus Cristo. As sextas-feiras do Advento são de abstinência sem jejum, mesmo para os fiéis que têm o Indulto Quaresmal.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

Festa de Cristo Rei


Cristo Rei. Celebra-se a festa de Cristo Rei no último domingo do mês de Outubro. Foi o Papa Pio XI quem instituiu esta festa, dando a Jesus aquele título, para que os homens reconhecessem e confessassem, que Jesus Cristo é o Rei da humanidade, e para afirmarem o dever que têm de obedecer à sua Santa Lei.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

16 de Outubro: Santa Edviges


Edviges, nascida de família real, e ainda mais ilustre pela inocência de sua vida, era filha de Bertoldo, príncipe de Caríntia, e tia materna de Santa Isabel de Hungria. Dada em casamento a Henrique, Duque da Polónia, cumpriu tão santamente os deveres de esposa que a Igreja a compara à mulher forte, cujo retrato o Espírito Santo nos dá na Epístola deste dia. Teve três filhos e três filhas. Castigava o corpo pelo jejum e vigílias e pela severidade do vestuário; era imensa a sua caridade para com os pobres, servindo-os ela própria à mesa. Lavava e osculava as úlceras dos leprosos. Para melhor entregar-se ao serviço de Deus, conseguiu do esposo a promessa, por voto, de guardarem ambos a continência. Morto o Duque, Edviges, como o negociante de que fala o Evangelho, despojou-se de todos os seus bens para adquirir a pérola preciosa da vida eterna. Após instantes preces, e, por inspiração divina, passou generosamente do seio das pompas do século para a vida humilde da cruz, entrando no Mosteiro de Trebnitz, da Ordem dos Cistercienses, do qual era Abadessa sua filha Gertrudes. Morreu a 15 de Outubro de 1243, e, na Polónia, é venerada como Padroeira, com particular devoção.

Fonte: «Missal Quotidiano e Vesperal», 1940.

8 de Outubro: Santa Brígida da Suécia


Santa Brígida era descendente de sangue real da Suécia. Casada com o Príncipe de Merícia, educou santamente oito filhos, entre os quais figura Santa Catarina da Suécia. Estimulou de tal sorte o esposo na prática da virtude que o levou ao completo desprendimento do mundo e a abraçar a Regra dos Cistercienses, no Mosteiro de Alvastra, onde morreu em odor de santidade (1344). Brígida redobrou de fervor no santo estado de viuvez «aplicando-se a toda sorte de boas obras e perseverando dia e noite na oração e meditações» (Ep.). À semelhança de quem encontra um tesouro e vende tudo para adquiri-lo (Ev.), distribuiu os bens entre os filhos, e, desapegada de tudo, só buscava o reino do Céu. Penetrada do temor de Deus, infligia ao corpo as mais duras penitências (Intr.), e Jesus, cuja paixão imitava, recompensou-a, revelando-lhe os segredos celestes (Or.). Deu-lhe as constituições da Ordem por ela fundada, sob a regra de Santo Agostinho. Morreu em Roma em 1373.

Fonte: «Missal Quotidiano e Vesperal», 1940.

Assunção de Nossa Senhora


Assunção de Nossa Senhora. É doutrina da Igreja que a Virgem foi elevada ao Céu em alma e corpo após a sua morte. Em memória deste facto celebra-se a festa da Assunção no dia 15 de Agosto.
Os Portugueses têm um motivo especial para solenizar a festa da Assunção de Nossa Senhora: foi na véspera desse dia, em 14 de Agosto de 1385, que D. Nuno Álvares Pereira firmou a independência de Portugal, derrotando os Castelhanos na batalha de Aljubarrota. É dia santo de guarda.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

§

Sempre foi de Fé católica a Assunção de Nossa Senhora aos Céus. Por essa razão, Pio XII definiu dogmaticamente a 1 de Novembro de 1950: «...com a Autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados Apóstolos S. Pedro e S. Paulo, e com a Nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial».

O Venerável Gregório Lopes


O Admirável e o prodigioso servo de Deus Gregório Lopes, Português, natural da nobre Vila de Linhares, peregrino da sua Pátria na idade de dezasseis anos, e depois por trinta e três solitário habitador do novo mundo em um retiro de todo o comércio com ele: Contemplativo altíssimo, e tão superior aos afectos da natureza, que no meio de intoleráveis dores, nunca se lhe ouviu um ai. De espírito tão profundo e recôndito, que o mesmo demónio não podia conjecturar suas operações. Tão perfeito, que por toda sua vida, nem disse palavra escusada, nem nas suas acções se lhe advertiu imperfeição alguma. De tão rara pureza de consciência, que comungava frequentemente sem receber o Sacramento da Confissão, porque aquela o não acusava de haver cometido acto algum pecaminoso com advertência. De tão rara união com Deus, que por três anos contínuos, a cada respiração dizia interiormente: Fiat voluntas tua; e depois passou a acto contínuo de amor do mesmo Senhor, sem interrupção, ainda quando delineava mapas, por ser muito inclinado a Matemáticas. De gravidade tão admirável, que a todos infundia respeito. De atractivo tão singular, que até os Índios mais bárbaros entranhadamente o amavam. Tão ilustrado, que lhe infundiu Deus todas as ciências naturais e sobrenaturais, com que expôs soberanamente o Apocalipse: Sabia toda a Bíblia de memória penetrando os maiores segredos dela, com pasmo dos homens mais eruditos; Em fim, um dos maiores prodígios da Divina Graça. Viveu e morreu com verdadeira opinião de santidade, na solidão de Santa Fé, duas léguas da Cidade de México, neste dia [20 de Julho], ano de 1596, com cinquenta e quatro de idade.

Pe. Francisco de Santa Maria in «Ano Histórico, Diário Português: Notícia Abreviada de pessoas grandes e coisas notáveis de Portugal», 1744.

6 de Junho: São Norberto


Norberto, nascido em 1080, em Xanten, perto de Colónia, foi educado na Côrte do Imperador. Um dia em que cavalgava, acompanhado por um criado, vê-se assaltado por um furacão. Como Paulo no caminho de Damasco, ouve uma voz a chamá-lo ao serviço da Igreja; ao mesmo tempo, rebenta um raio, lançando-o por terra. Ao levantar-se, sente Norberto o desejo de consagrar-se a Deus. Iniciado nas sagradas Ordens, dedicou-se inteiramente à pregação da palavra de Deus. Depois, guiado pelo Espírito Santo, que continua no correr dos séculos a santificar a Igreja, escolhe um retiro num lugar deserto, chamado Premonstrado, não longe de Soissons, instituindo ali a Ordem que tomou esse nome. Ao morrer o santo Fundador, a nova família contava, só nesse lugar, mais de mil cónegos regulares. São Norberto participou da plenitude do sacerdócio de Cristo, sendo sagrado Arcebispo de Magdeburgo. Ajudou o Papa Inocêncio II a triunfar do Antipapa Anacleto. Foi também amigo de São Bernardo. Depois de ter feito plenamente valer os talentos que Deus lhe confiara para a direcção de sua família religiosa e de sua diocese, «esse homem de Deus, diz o Breviário, cheio do Espírito Santo e carregado de méritos, adormeceu no Senhor, no ano da salvação 1134». – Peçamos a Deus a graça «de praticar o que São Norberto ensinou por palavras e acções».

Fonte: «Missal Quotidiano e Vesperal», 1940.

13 de Maio: S. Roberto Belarmino


S. Roberto Belarmino era Professor de Teologia e prégador em Lovaina; depois foi encarregado de dar cursos de controvérsia em Roma, onde teve como penitente S. Luís Gonzaga; daí foi enviado a França por Xisto V, em missão diplomática; mais tarde veio a ser provincial dos Jesuítas, em Nápoles, e finalmente Cardeal. Prestou os mais relevantes serviços aos Papas do seu tempo. Com seus livros de controvérsia deu terríveis golpes no Protestantismo. Não menos influência teve o seu Catecismo, traduzido em quarenta línguas, que espalhava por toda a parte um conhecimento seguro da Doutrina cristã. S. Roberto morreu em Roma a 17 de Setembro de 1621; foi canonizado por Pio XI em 1930 e proclamado Doutor da Igreja em 1931.

Fonte: «Missal Romano Quotidiano», 1963.

5 de Maio: Papa São Pio V


Pio nasceu em Bosco (Piemonte). Aos catorze anos entrou para a Ordem dos Dominicanos. Bispo, Cardeal e Papa, fez valer os talentos de Deus recebidos. Seu Pontificado, embora curto, foi um dos mais gloriosos do século XVI. O Protestantismo proclamara a Reforma e o Islamismo ameaçava o Ocidente. Para remediar aos males que faziam gemer a Cristandade, Pio V fez a aplicação dos decretos do Concílio de Trento, publicou uma nova edição do Missal e do Breviário, e obteve pelas suas orações a gloriosa vitória dos exércitos cristãos em Lepanto, em 1571. Instituiu, nessa ocasião, a festa de N. S. das Vitórias, que mais tarde se tornou a do Santíssimo Rosário. Morreu a 1 de Maio de 1572, recitando o hino do Tempo Pascoal.

Fonte: «Missal Quotidiano e Vesperal», 1940.