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Quinta-Feira Santa


Quinta-Feira Santa é o dia em que a Igreja comemora solenemente a instituição da Sagrada Eucaristia [e da Ordem]. Em muitas igrejas faz-se de tarde a cerimónia do lava-pés, que consiste em o Sacerdote, devidamente paramentado, lavar os pés a doze homens, geralmente pobres, em memória do que Jesus Cristo fez aos seus Apóstolos, no cenáculo em Jerusalém.
Desde a Missa desse dia, até à Missa de Sábado seguinte, não se tocam os sinos, nem música na igreja, em sinal da tristeza que causa a lembrança da Paixão e Morte de Jesus Cristo. Tendo de se administrar o Sagrado Viático desde a Missa de Quinta-feira Santa até Sábado de Aleluia, nada se canta, nem na igreja, nem pelo caminho. Mesmo na Sexta-feira Santa a estola a usar é de côr roxa (S. C. R.). Não pode tolerar-se o costume de levar o SS. Sacramento pelas ruas na Quinta e Sexta-feira Santa (S. C. R.). Também não é lícito na Quinta-feira, estando o SS. Sacramento exposto na urna, expor noutro lugar a imagem da Senhora das Dores e a de Jesus morto, mas é permitido na Sexta-feira.

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945.

Quinta-Feira Santa


Na véspera da Sua Paixão, tomou Ele o pão em Suas santas e veneráveis mãos, e, erguendo os olhos ao Céu, para Vós, Deus, Seu Pai omnipotente, dando-Vos graças, abençoou-o, partiu-o e deu-o aos Seus discípulos, dizendo: «Tomai e comei dele todos vós, pois isto é o Meu Corpo».
De igual modo, terminada a ceia, tomou este precioso Cálix em Suas santas e veneráveis mãos, novamente Vos deu graças, abençoou-o e deu-o aos Seus discípulos, dizendo: «Tomai e bebei dele todos vós, pois este é o Cálix do Meu Sangue, do Sangue da nova eterna aliança (Mistério da Fé!), o qual será derramado por amor de vós e de muitos, para remissão dos pecados.
Todas as vezes que isto fizerdes, fazei-o em memória de Mim».

Fonte: «Missal Romano Quotidiano», 1963.

Quinta-Feira Santa, instituição da Eucaristia


Sendo hoje Quinta-Feira Santa, o dia em que se celebra a instituição da Santíssima Eucaristia, nada melhor do que recordar a todos os católicos que a chamada Missa Tridentina (codificada universalmente no Concílio de Trento), não prescreveu, nem prescreverá jamais. Pelo contrário, é o único Rito Romano legítimo e verdadeiro, conforme a definição ex cathedra de São Pio V:
E a fim de que todos, e em todos os lugares, adoptem e observem as tradições da Santa Igreja Romana, Mãe e Mestra de todas as Igrejas, decretamos e ordenamos que a Missa, no futuro e para sempre, não seja cantada nem rezada de modo diferente do que esta, conforme o Missal publicado por Nós, em todas as Igrejas.
Papa São Pio V in bula Quo Primum Tempore, 1570.

Quinta-Feira Santa: Última Ceia


No primeiro dia dos Ázimos, quando matavam os cordeiros para a Páscoa, os discípulos perguntaram a Jesus: «Onde queres que façamos os preparativos para que comas a Páscoa?». Jesus mandou então dois dos seus discípulos, dizendo: «Ide à cidade. Um homem transportando um cântaro de água virá ao vosso encontro. Segui-o e dizei ao dono da casa onde ele entrar: "O Mestre manda dizer: Onde é a sala em que Eu e os meus discípulos vamos comer a Páscoa?". Então ele mostrar-vos-á, no andar de cima, uma sala grande, mobilada e arrumada. Preparai aí tudo para nós». Os discípulos partiram e foram à cidade. Encontraram tudo como Jesus havia dito e prepararam a Páscoa.
Ao cair da tarde, Jesus chegou com os Doze. Enquanto estavam à mesa e comiam, Jesus disse: «Em verdade vos digo: um de vós vai trair-Me. É alguém que come comigo». Os discípulos começaram a ficar tristes e, um após outro, perguntaram a Jesus: «Serei eu?». Jesus disse-lhes: «É um dos Doze. É aquele que mete comigo a mão no prato. O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura acerca d'Ele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!».
Enquanto comiam, Jesus tomou um pão e, tendo pronunciado a bênção, partiu-o, distribuiu-o aos discípulos e disse: «Tomai, isto é o meu corpo». Em seguida, tomou um cálice, deu graças e entregou-lho. E todos eles beberam. E Jesus disse-lhes: «Isto é o meu sangue, o sangue da Nova Aliança, que é derramado em favor de muitos. Eu vos garanto: nunca mais beberei do fruto da videira, até ao dia em que beberei o vinho novo no Reino de Deus».
Depois de terem cantado os Salmos, foram para o Monte das Oliveiras.

Marcos 14:12-26