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Entre os EUA e a Rússia


Das suas relações comparadas com a Europa, segue-se claramente que uma dominação russo-bárbara de toda a Europa, se tal coisa fosse provocada pela política americana – e essa é a única maneira de tal evento ocorrer – seria menos prejudicial para o Destino da Europa do que a continuação da dominação judaico-americana. Pois o bárbaro, pela sua própria presença, dissolveria o inimigo interno da Europa e uniria a Europa espiritualmente.

Francis Parker Yockey in «The Enemy of Europe», 1981 (póstumo).

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Este livro terá sido escrito na década de 1950. E que vemos hoje? A Europa Ocidental, que nunca conheceu a barbárie comunista, e que vive desde 1945 sob a hegemonia cultural americana, encontra-se mais avançada nos erros morais e políticos do que o Leste Europeu. Pois conforme ensinou Santo Agostinho: é mais temível o engano do dragão do que a fúria do leão; as insídias são mais perigosas do que a violência.

Fátima e a perseguição republicana (hoje)


O Santuário de Fátima está a ser fortemente vigiado por milhares de militares da GNR, que garantem que nenhum peregrino possa entrar no recinto de oração. A notícia é avançada pela edição em papel do CM deste Sábado, que dá conta que a operação de segurança, montada pela GNR, tem como objectivo o não acesso àquele local sem uma justificação plausível por parte de quem entra e com a devida autorização por parte dos responsáveis da Igreja.
A operação vai decorrer em duas fases, até terça-feira. Os militares vão impedir o acesso ao Santuário, parques de estacionamento, entre outras áreas envolventes. Já na estrada, a operação começa nas entradas da Cova da Iria, onde vai decorrer uma operação de sensibilização aos peregrinos e o aconselhamento a voltarem para casa.
Nesta operação está envolvida toda a logística da GNR, que tem no terreno 3500 militares. Os dias mais complicados vão ser a 12 e 13 de Maio, onde a GNR terá no terreno uma força visível para que possa proibir qualquer acesso ao recinto de orações, entre militares apeados, a cavalo, com cães e elementos da unidade de intervenção. Fátima vai ser um autêntico forte a proteger, não de vândalos, mas sim de peregrinos que ficam privados às celebrações de Fátima.
Na prática todos os caminhos de acesso ao Santuário vão estar vedados, mas outros locais também estão na mira das autoridades, como a aldeia de Aljustrel, onde nasceram os três pastorinhos (Lúcia, Francisco e Jacinta), os Valinhos, local da Aparição de Agosto, e a própria Via-Sacra.

Fonte: «Diário do Distrito», 9 de Maio de 2020.

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Antes, a perseguição das forças maçónico-republicanas era aberta e declarada, feita em nome do ateísmo e contra a vontade das autoridades eclesiásticas. Agora, a perseguição das forças maçónico-republicanas é velada e ardilosa, feita em nome da "saúde pública" e com a cumplicidade das autoridades eclesiásticas.
Como bem ensinou Santo Agostinho: Tal como aos nossos pais era necessária a paciência no combate contra o leão, assim também nós precisamos de vigilância contra o dragão. No entanto, a perseguição, seja do leão, seja do dragão, nunca cessa para a Igreja; e é mais temível quando engana, do que quando se enfurece. Naquele tempo queria forçar os cristãos a negarem a Cristo; agora ensina os cristãos a negarem a Cristo. Então coagia, agora ensina. Então era violenta, agora é insidiosa. Então era furiosa, agora é cativante e sem aparência de erro.

A grande apostasia e a "falsa igreja"

Pe. Leonardo Castellani

Vem-me à memória a grande apostasia anunciada no Apocalipse e recordo especialmente um romance do Pe. Leonardo Castellani, Sua Majestade, Dulcineia.
Nesse romance apocalíptico, Castellani retrata a igreja infiel, a igreja apóstata dos últimos tempos, perseguidora da Igreja de Cristo que se vê reduzida a uns poucos fiéis. Os hierarcas corruptos dessa caricatura de igreja, subservientes ao poder político, mendicantes de protagonismo temporal, bajuladores do Anti-Cristo, tinham substituído, diz Castellani, as três virtudes teologais – Fé, Esperança e Caridade – pela prosperidade, democracia e doçura, iludindo assim a maioria dos baptizados, porque o Demónio já não estava interessado em matar, mas, através desses falsos profetas, corromper, envenenar, falsificar.
Como dizia Santo Agostinho: "Como aos nossos pais foi necessária a paciência contra o leão, assim também a nós é necessária a vigilância contra o dragão. Nunca cessa a perseguição à Igreja, tanto da parte do leão, quanto da parte do dragão, e deve-se temer tanto mais quando engana, que quando se enfurece. Noutro tempo, incitava os cristãos a renegar Cristo; neste, ensina a negar Cristo. Antes impelia, agora ensina. Então, usava de violência, agora, de insídias; então, escutava-se rugir, e agora, apresentando-se com aparente mansidão e rondando, é dificilmente percebido" (Comentários aos Salmos).

Pe. Juan Claudio Sanahuja in «Poder Global e Religião Universal», 2010.

Guerra Justa


Durante séculos, o pensamento católico procurou um meio-termo possível entre a imoralidade de deixar sem defesa o bem-comum e a imoralidade da violência desproporcionada. A Igreja sempre procurou humanizar os conflitos armados tidos como um mal. Foi no seguimento desse princípio que surgiram as leis da cavalaria, as tréguas de Deus, os usos da guerra, o tratamento de prisioneiros, etc., que estão na origem das modernas leis da guerra. O dever de defender uma cidade era evidente para a maior parte dos ministros religiosos, já Santo Agostinho afirmava que «ninguém negará ao sábio o direito de fazer a guerra justa ao inimigo», enquanto que Santo Ambrósio, por seu lado, considerava justa a guerra por ofensas à honra. Estavam assim lançados os fundamentos da guerra justa, cuja primeira definição foi avançada pelo bispo de Hipona: «Costumam definir-se guerras justas as que vingam injustiças».

Brandão Ferreira in «Em Nome da Pátria», 2009.